Como torrar em sol fresco na praia - Biografias Eróticas
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Como torrar em sol fresco na praia

Bela é a memória dos Verões que passávamos na praia ao sol, o local de encontro sempre o mesmo, em que eu e os meus amigos nos juntávamos estendidos nas toalhas com os nossos corpos dias inteiros a torrar ao sol numa insuspeita praia da linha.

Foi ali que conheci o Mateus, o rapaz dos toldos, ave de migração, por ali aparecia todos os anos para se encarregar da montagem e aluguer das cadeiras e toldos de praia, com o cabelo desgrenhado do sol e do mar deste e de outros Verões, o corpo muito queimado do excesso de exposição diária.

Admirava-o nas suas tarefas, a correr entre as areias e o espaço de concessão onde dormia e armazenava os materiais, sempre solicito, não connosco, putos novos, mas com aquelas balzaquianas que desciam ao mar para se bronzearem, enquanto os maridos parvos se matavam a trabalhar, e elas afoitas se entesavam a olhar os nossos corpos jovens, a imaginarem-nos a comê-las.

Quando o Mateus descansava, mais pela hora do pino do sol, ele mais velho do que eu, trocávamos palavras e silêncios, não sei porquê, mesmo não sendo bonito, escanzelado só pele e osso, com aquele ar de rijo como cornos, sentia um forte desejo por ele, nos meus sonhos e divagações de areal, de brilho nos olhos intensos do sol, queria muito que me fodesse e me viesse ao cu.

Comecei a conhecê-lo melhor, a perguntar o que fazia, mais quando não havia sol, se tinha família, mulher e filhos de quem cuidar, fazendo dele um meu amigo, ao mesmo tempo em que tecia a minha teia, nem que fosse por breves e fugazes momentos, de ser também seu amante.

Não sabia o que esperar, era uma incógnita como sempre, oferecer-lhe o meu corpo e aguardar, esperar que o queira e me deseje, com o meu ânus ardente, só queria dar-lhe o meu cu, mesmo com os meus amigos ao fundo, se calhar na areia a ver-me, mas eu tinha de arriscar, pronto estava a ser comido.

Naquele dia, pedi ao Mateus se podia tomar banho no chuveiro dele, aquele que tem no espaço de arrumação das coisas, barracão, divisão, o que aquilo seja, e quando me conduziu ao interior, tirei os calções, despi-me todo para ele.

Vendo-me, a água a correr no meu corpo, a minha mão lenta a passar pelo meio das nádegas, o meu rabo oferecido virado para ele, a acariciar o meu ânus, os meus olhos nos dele, a pedir-lhe "vem Mateus, vem-me ao cu, ardo em tesão", ele agarrado ao caralho, surpreendido na obscuridade, mesmo com o saber antecipado, de que lhe parecia eu ser rabo, e querer muito que ele me fosse ao cu.

Em silêncio fechou a porta do espaço, nós naquela penumbra divina, de calor e expectativa, um sol a querer entrar, a forçar as portas e as janelas, um chão em cimento fresco e liso, aproximou-se de mim, despiu-se e teso, beijou-me os mamilos, agarrando-me todo como se fosse uma mulher.

Deitámo-nos sobre uns toldos, beijava-me o corpo, na barriga, no peito, nos mamilos, no rabo, o corpo dele unido ao meu, o pénis a roçar-me as pernas, o cheiro húmido dele, na minha mão e na minha boca, mamo-o todo, procuro-o, enterrado bem fundo, na minha garganta e nos meus lábios.

Encontrou a minha boca, a minha língua que se uniu à dele e lha dei, beijando-me lânguido, como se me amasse, como se tivesse por mim uma paixão, mais desejo me dava o seu querer, o meu rabo aberto, o meu cu, o meu ânus, para ele comer.

Colou-se a mim, nas minhas costas, sentia-o duro, beijava-me louco, a penetrar-me lento, a cabeça do caralho a entrar em mim, a abrir-me todo, a cavar bem fundo, a língua corria na minha boca, suspirei livre "ai tão bom, adoro levar no cu".

O Mateus fodia-me sentido, como se tivesse uma missão, as ancas dele a forçarem-me o ânus, a bater-me cada vez mais forte, à medida que acelerava, e com o caralho dele a partir-me todo, o meu rabo empinado, via-lhe nos olhos e no rosto, o prazer do meu prazer, a procurar a sua boca, quando urrava livre, a vir-se todo.

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