Sou mesmo rabo - Biografias Eróticas

Sou mesmo rabo


Não sei se nasci assim, se foi um gosto adquirido com o tempo, sei é que adoro levar no cu e desde a minha primeira vez, quando o Bernardo me desflorou, não posso dizer que era uma coisa que já não quisesse antes.

Como a minha linda mulher Ângela, com quem sempre senti e continuo a sentir prazer em foder, e agora desde que temos o nosso acordo, de gostar de a ver foder com outros homens e ela a mim.

Não pelo acto em si, mas pela conquista, pelo momento, por uma espécie de resistência ao convencional, da perturbação que crio, de me sentir vivo, e pelo inebriamento de ter um homem, que me atrai fisicamente, colado ao meu corpo a penetrar-me.

Em mais jovem, até em adulto, sempre me bastou um aceno, uma postura, umas palavras, sobretudo uns olhares, para conseguir homens, nas condições mais incríveis, para me foderem.
Talvez seja do cheiro dos outros homens, da testosterona, mas sempre tive esse desejo incontido de gostar de ser enrabado.

Também não posso dizer que estes anos todos em que fiz sexo com outros homens tenha, como se diz, vivido no armário, escondido sim, isso é verdade, porque nunca me senti propriamente um homossexual, no sentido de que gostar de levar no cu fosse uma orientação sexual.

Também não me revejo nessas categorias de bissexual ou outra, por ter e gostar de ter sexo com mulheres, daquelas que, como os homens, me despertam interesse, e se à categoria em que caio, é nessa, de paneleiro ou de rabo.

Gosto de ir ao cu a outros homens e gosto que me venham ao cu.

Agora que tenho vivido escondido, isso é verdade, faz parte do manual de sobrevivência, em jovem, e depois em graúdo, sempre tive cautelas nas escolhas que faço, e o meio ambiente sempre foi adverso com os paneleiros.

Em jovem, depois do Bernardo, procurava mais velhos, fora do meu meio, em que pudesse confiar, que estivessem de passagem, e da escola só se quisessem, que eu lhes fosse ao cu.

Em jovem, com um grupo de amigos muito fechado, muito convencional, muitos cheios de "comer as gajas todas", de exibir uma masculinidade prática, fazia-o por escapadelas, muitas vezes perto ou junto deles, com homens de momento, o que era parte do prazer.

Em adulto, sempre procurei os comprometidos, os que calam a boca por si próprios, os atores perfeitos, com mulheres e filhos, com algo a perder, que os via uma vez e depois nunca mais.

Só os meus sabiam, a minha mãe que me viu pela primeira vez, quando o Sandro me estava a comer o cu, a minha irmã mais nova, a Bárbara quando me viu a comer o Manel, e depois o Chesko a enrabar-me, e mais tarde a minha mulher, Ângela, quando me apanhou a comer o rabo do Kane.

Eu falarei deles à medida que me lembro, e escrevo, mas o importante é que, não sei porquê, nunca me faltaram homens para foder ou para me foderem a mim.

Festas, viagens, idas à praia, eventos, no meu emprego, em muitas situações, tive essa coisa de atrair e ser atraído, para momentos de erotismo homossexual, se quiserem, e sexo proibido.


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