Passaram-se talvez dois meses desde que fui viver para a casa dos fundos, uma espécie de barraca de madeira, na ponta mais longínqua da propriedade, escondida atrás de umas sebes naturais e um bocado de floresta, mas com todas as comodidades de uma casa normal.
Era a casa para onde o meu pai ia quando queria isolar-se ou, com maior precisão, fugir da minha mãe sem ter de sair de casa, bastava-lhe caminhar duas ou três centenas de metros, afastar-se da casa principal, e pronto, refugiar-se nos seus próprios pensamentos ou atividades, e agora eu, como que herdava o refúgio dele.
Só que para mim não era um refúgio, era mais uma consequência do divórcio dos meus pais, e do que a pouco e pouco veio a suceder, o meu pai tinha arranjado outra mulher e a minha mãe, talvez pelas suas razões, também tinha arranjado uma mulher ao mesmo tempo que descobrira que era ou se dava bem em ser lésbica.
E as coisas como que aconteceram normalmente, talvez o que é normal com gente rica, toda a gente sabe o que se está a passar, todos vão aguentando em silêncio até ao ponto final, e no fim de tudo isso, em segundos, ao contrário do que se suportou uma vida, dá-se uma ruptura e cada um vai para seu lado, sem sofrimento.
A minha mãe já tinha essa tendência antiga, de gostar de mulheres com quem se dava, saía e dormia, de maneira que só por causa das aparências, tudo se foi arrastando até ao limite, e o meu pai, era também um pouco do mesmo, atraia-o mulheres mais novas que, por seu lado, atraiam-se pelo seu dinheiro e estilo de vida.
Eu não nego, achava-os ridículos, mas em coisas que podem acontecer a qualquer pessoa, reservava-me a minha opinião para momentos futuros, quando agora o que me preocupava é se as tendências de um e do outro, podiam de alguma maneira afetar também o meu estilo de vida e aqui, quando eles perguntaram com quem gostaria de viver, limitei-me a ser pragmático, com o meu pai, que era quem me dava uma boa mesada e quase tudo o que eu lhe pedia.
Mas com condições, claro, a principal que eu fosse viver para a casa dos fundos, dizia o meu pai, “tens de compreender, eu tenho aqui a minha namorada, e eu quero estar á vontade com ela”, ou seja, que me mantivesse longe da nova mulher que ele tinha, longe da casa principal para não haver tentações, e se cumprindo e não o aborrecesse, eu teria tudo o necessário até muito mais do que isso, passava a ter liberdade para um certo tipo de aventuras que normalmente chegam com o isolamento.
Para todos os efeitos eu também passaria a estar mais ou menos divorciado deles, poderia fazer o que eu bem entendesse desde que me mantivesse longe da minha mãe e das gajas que ela andasse a foder e do meu pai e da gaja que tinha agora ou de que outra que a viesse substituir.
A vida corria-me bem, na minha espécie de casa nova, que também tinha uma porta dos fundos, eu sentia-me uma espécie de inquilino, tolerado se andasse desaparecido, e era isso o que eu fazia, havia semanas em que eu saía e entrava, não via ninguém, nem a namorada do meu pai, nem o jardineiro, ou o homem da piscina, apenas uns convidados que eu trazia comigo para dar continuidade a uma festa mais divertida.
Mas lembro-me, devia ser meio da tarde, em casa estava com uma amiga que trouxera da noite passada, tinha-lhe comido a cona, mas ela não parecia satisfeita, e àquela hora da tarde, aproximou-se de mim, meteu-se entre as minhas pernas, puxou para baixo os boxers que eu tinha vestidos, e começou a chupar-me o caralho.
Deixei-me tombar para trás, e pensei, quando me viesse na boca dela, e ela engolisse tudo, aquilo seria o epilogo daquele encontro, seriam horas de ela voltar para casa, eu continuar com a minha vida, e com o que viesse a preparar para o tempo seguinte, quando tive um sentimento estranho, de alguém que estaria a observar, como aqueles momentos em que sem querermos os nossos olhos se movem e vão ao encontro dos de outra pessoa que está a olhar para nós, uma espécie de telepatia natural sentida mas ainda não totalmente descoberta.
E os meus olhos encontraram-se com os dela, a nova mulher do meu pai observava da janela, a minha amiga subia os lábios húmidos pelo meu caralho acima, ela parou na cabeça e eu fixei o meu olhar com um sorriso, e murmurei com a boca, “estás a gostar de ver o meu pau teso? a ser bem chupado? se calhar gostavas de chupar no meu pau também?”, ela não largava a janela a ver tudo o que estava a acontecer dentro da casa.
Não tinha sido minha intenção, mas agora que tinha uma espetadora, levantei a minha amiga, dobrei-a sobre uma mesa, levantei-lhe o vestido, o enfiei o meu rolo teso de 20 centímetros na cona dela, e olhei para a namorada do meu pai, ela mantinha os olhos muito abertos, hipnotizada pelo meu pau a penetrar na cona da minha amiga, acelerei, queria vir-me ali naquele momento, e foi isso que aconteceu, dei uma última estocada, e uma goma translúcida jorrou do meu caralho nas nádegas que eu estava a foder.
Olhei para a janela e verifiquei, a mulher do meu pai já lá não estava, deixei-me tombar no sofá, e disse à minha amiga, “querida, não quero mais cona hoje, vai embora, deixa-me sozinho”, ela foi e eu fiquei com a visão na memória da mulher proibida a admirar o meu pau teso, devia abandonar esses pensamentos, esquecer aquele momento como se nunca tivesse existido.
Não me consigo lembrar, talvez tenha sido ou não no dia seguinte, tocou o telefone, do outro lado ouço uma voz de mulher, era ela, a mulher do meu pai, “o seu pai não está cá, viagem de negócios, eu estou a sentir-me sozinha nesta casa grande”, eu olhei pela janela, na rua fazia um calor infernal, mantive-me em silêncio, ela continuou, “podíamos dar uns mergulhos na piscina!”.
A imagem da minha amiga a chupar o meu pau e a mulher do meu pai a assistir não me saía da cabeça, pensei “o que quereria ela?”, eu disse, “sabe, o meu pai não gosta que eu apareça por aí, ainda pior se ele não estiver cá”, ela perguntou com uma espécie de alegria adorável como se já soubesse a resposta, “mas porquê?”, eu prossegui, “se calhar não quer que eu tenha intimidades com a mulher dele?”.
Ela deu uma pequena gargalhada, “que tipo de intimidades podíamos nós os dois ter? o seu pai é tão inseguro!”, antes que eu dissesse qualquer coisa, ela continuou, “fazemos assim, o meu querido vem e não dizemos nada ao seu pai nem a ninguém, o que acontecer entre nós fica entre nós, venha, eu estou na piscina à sua espera”, e que posso dizer, acho que voei, o meu pau endurecera como pedra e a minha preocupação mais imediata era saber como ia esconder o meu galo teso dentro dos calções de banho apertados.
Cheguei e à medida que me ia aproximando conseguia concentrar melhor o meu olhar no que apenas tinha visto de passagem, e agora via praticamente nua, dentro de um bikini reduzido, um triângulo cor branca apertado com cordões de tecido e um top que não era mais que dois pontos estrelados e também triangulares em cima de dois bicos eretos encimando uns seios retesados de perfeição nas medidas certas.
Suspirei e quase tive medo de me aproximar, ao ponto dela sentir a minha presença e levantar-se da espreguiçadeira, ela dizia com alegria mostrando os dentes brancos, “que bom, veio!”, eu sorri e abanei a cabeça, ela olhou-me de alto abaixo, parou os olhos no meu volume, parecendo imaginar o que já vira, o caralho teso de 20 centímetros, grosso e ereto na boca da minha amiga, tentei não vacilar, e ela continuou, “está tanto calor meu querido, espero conseguir aguentar-me!”.
Ela sentou-se outra vez na espreguiçadeira e puxou-me para baixo para que eu me sentasse na outra mesmo ao lado, as pernas dela tocaram nas minhas, sem malicia ou intenção, um acaso, pareceu-me, mas que me obrigou a vê-la melhor, uma silhueta perfeita, umas pernas longas e esguias, uns seios do tamanho do interior de uma mão fechada, um cabelo loiro e longo, a pele levemente bronzeada, e uns lábios grossos que me fizeram tremer a maçã de adão.
O silêncio parecia comprometedor, não sabíamos como iniciar a conversa, as pernas dela abriram-se levemente, como um espasmo, um mero reflexo das circunstâncias, eu perguntei, “já foi ao banho, a água deve estar boa”, e olhei para a piscina apetecível, com o mesmo prazer de uma mulher muito desejada, ela disse, “ainda não, estava à tua espera”, notei um aumento de intimidade, como se uma porta estivesse a ser aberta pela primeira vez, e ela continuou, “oh meu deus, está tanto calor, estou tão suada”, e abriu ainda mais as pernas, quase exigindo que eu olhasse para o seu infortúnio.
E eu olhei, os meus olhos centraram-se na fenda do triângulo do bikini, e ela percebeu, deu-me uma pequena palmada na testa e disse, “mas, para onde o meu querido está a olhar?”, eu levantei os olhos, e ela deu uma gargalhada contida, “o meu querido está com fome?”, eu disse, “fome? não!”, ela insistiu, “está sim, está com fome de mulher?”, eu retribui o sorriso, não tinha dado conta que o meu caralho sufocava dentro dos calções, crescera e era ela agora que olhava para mim.
As mãos dela procuraram as minhas coxas, e ela disse, “puxe a cadeira mais para perto de mim”, eu fiz esse esforço levantando-me um pouco, o suficiente para que as mãos dela tocassem nos meus calções e no volume que os percorria de lado a lado, assinalando um rolo teso esmagado contra o meu corpo mas desejoso de ser liberto da prisão de tecido e elásticos que o prendiam.
Ocorreu-me de repente que eu ainda não tinha pensado no meu pai, ela também não tocara no assunto e talvez não fosse necessário, o que estava combinado era que o que acontecesse entre nós ficava entre nós, ela pareceu adivinhar os meus pensamentos, “o teu pai viaja muito, ela nunca está cá, e eu sinto tanta necessidade de afeto”, antes que eu fosse dizer alguma coisa, as mãos dela saíram das minhas coxas, procuraram as minha mãos e puxaram-nas para as coxas dela.
Foi elétrico, o calor das coxas, a leveza da pele dela, inundaram-me os sentidos, ela abriu as pernas ainda mais, e ela disse, “faz-me falta afeto físico, carne contra carne”, as mãos dela apertaram-me as mãos, pressionando-as sobre o próprio corpo, ela disse, “fecha os olhos”, e eu fechei, ela continuou, “não digas nada por favor”, mantive-me calado e senti com surpresa a minha mão esquerda a viajar no ar e a poisar naquele centro de tecido branco, ela prosseguiu, “estou toda molhada”.
O meu dedo do meio percorreu a fenda de alto a baixo, eu sabia bem onde é que estava, acariciava lhe o clitóris por cima da tanga, e o desejo de querer mais, procurei o centro de prazer da mesma maneira que um cego hábil o faria, afastei o tecido e meti o meu dedo na cona dela até ao fundo a escorregar entre lábios apertados que vibravam com espasmos de prazer.
Ocorreu-me que as nossas decisões eram tomadas sem consciência, eram apenas ordens da carne, pensei, eu vou foder esta mulher daqui a minutos sem ressentimentos, remorsos ou questões, é apenas o desejo a falar e a ser cumprido, ela disse, “quero despir-me toda?”, com um gesto rápido ela retirou do corpo aqueles pequenos obstáculos à nudez total.
Ela olhou para mim como se faltasse qualquer coisa, olhou para os meus calções e puxou-os, eu deixei-os deslizar pelas pernas e o meu caralho saltou como uma mola, a libertar-se da dor que lhe era infligida pelas convenções da indumentária, as mãos dela percorreram as minhas coxas, apressadamente, um desejo de chegarem ao destino, prendeu o meu pau com as mãos e engoliu-o entre os lábios quentes.
Revisitei as memórias da noite anterior, e nunca pensei que a mulher do meu pai depois de assistir à minha amiga a chupar o meu pau, também ela estaria a fazer o mesmo umas horas mais tarde, puxei-a para o meu lado, e enquanto ela chupava o meu caralho, os meus dedos desceram pelo vale dela entre as pernas, e mergulharam no banho quente dos seus lábios mais íntimos, comecei a masturbá-la, acariciar-lhe o clitóris, uma febre atingia-me os olhos e a fronte.
Ela baixou-se mais, os seios tocaram nas minhas coxas, senti o roçar dos mamilos, como um castigo e um sacrifício, pedi-lhe que parasse, ela posicionou-se na espreguiçadeira, empinou o rabo delicadamente e suspirou, “fode-me amor, estou tão carente, come-me toda”, e montei-a como um cão monta a cadela, a minha verga grossa de 20 centímetros entrou nela e escorregou até ao fundo da cona, fechei os olhos e com o sol a bater-me na face cavalguei-a como um cowboy em direção ao horizonte.
Os gemidos dela dela era insistentes e contínuos, “ohhh foda tão bom, ai estou doida, humm”, continuei a martela-la por trás, num movimento continuo e ondeante, o meu pau entrava e saia nela, até que tremi, o meu limite aproximava-se, ela gritou, “ai amor que me venho toda”, foi um orgasmo simultâneo, a minha lava ejaculou dentro dela e ela veio-se também toda molhada, ela deixou-se cair na espreguiçadeira e eu em cima dela, e ali permanecemos em silêncio, à espera que a consciência acordasse.
Disse-lhe, “vou dar um mergulho”, a água fresca da piscina tocou em todas as minhas células e os meus sentidos vibraram duplamente de prazer, uma outra forma de realidade atingiu o meu cérebro, a água da piscina era mais azul, o sol mais quente, a relva mais verde e os contornos dos objetos inertes muito mais definidos.
Ela mergulhou de seguida, o corpo dela entrou na água e moveu-se como uma sereia, ela emergiu depois nas escadas, saiu a apertar o cabelo entre as mãos, e a água escorria pelos ombros, seios e pela barriga, e uma humidade brilhante entre as coxas, riu-se para mim e fez um sinal com o dedo, “vem”.
Eu fui, ela dobrou-se novamente sobre mim, e à espera, em silêncio, a desfrutar do acontecimento, não havia pressa, a casa estava vazia, éramos só nós, e os nossos corpos saciados, animais com desejo, o melhor agora não era fazer, o melhor era guardar, como se faz a um vinho ou a qualquer outra coisa que beneficia com o tempo, a mão dela acariciava o meu rolo grosso, devagarinho, e disse, “fica entre nós, querido, afinal amo o teu pai”.
Uns dias depois, o meu pai telefonou-me, “filho, espero que fiques contente com a novidade, vais ter um irmãozinho, a minha mulher está grávida, não me perguntes como!!”

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