Novembro 2020 - BIOGRAFIAS ERÓTICAS
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Porque gostamos de ser voyeurs?

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Porque gostamos de ser voyeurs?

Passou algum tempo e por isso acho que já me sinto mais tranquila em contar isto. Para tudo há um começo e para nós, eu e o meu marido, acho que foi naquele dia. 

Um colega e a mulher convidaram-nos para sair à noite, ir a um bar e descontrair um pouco, eles não são propriamente um casal amigo, eu nem a conhecia e quanto a ele, a relação que temos é do trabalho. 

No trabalho eu sentia da parte do B., chamemos-lhe assim, uma atenção pouco habitual, ia junto de mim e o flirt dele era constante, e a culpa é toda minha porque podia ter dito para ele parar. 

Ele ria-se como se fosse uma brincadeira, mas dizia sem mais ninguém perceber “hoje estás uma loucura, mulher, o teu marido deve sofrer”, e eu, não sei o que dizer, mirava também o corpo dele, de um homem bem constituído e atlético, que me deixava toda molhada. 

Eu não tinha dúvidas que o B. tinha um forte desejo de me foder, ou era nos almoços de empresa, ou nas reuniões de trabalho, eu sentia sempre a perna dele a encostar-se à minha, e dos olhos dele que se riam, eu sabia que ele estava a fazer de propósito. 

Como contei antes, ele é um dos colegas que me perguntam se o meu marido é gay, eu sempre pensei que me estava a provocar, mas ele vinha ao meu gabinete de propósito e, eu reparava, que ele vinha excitado, com o pénis duro em baixo das calças dele, como se ele o estivesse estado a preparar, só para eu ver aquele grande volume. 

E ele já disse que quer muito: basta haver uma ocasião

O B. nunca fez um avanço mais direto. Não nego que ele gosta de me tocar, eu percebo que me põe a mão nos ombros, tocar-me na cara e no pescoço, uma, duas, ou três vezes, senti a mão dele nas minhas coxas, mas isso sempre me deu prazer, e foi coisa que me passou pela cabeça, também eu imaginava que gostava de o foder. 

Mas tenho um marido, e isso tinha de respeitar, só foderia com o B. se o meu marido deixar, até ao dia, como disse, que ele nos convidou para irmos até um bar, e com ele ia também a mulher. 

A mulher dele era realmente uma mulher muito vistosa e bonita, reparei nos lábios carnudos dela, nas mamas firmes e generosas, do modo que sorria parecia-me sempre excitada, alegremente desinibida, como se o desejo de fazer sexo fosse uma constante. 

Posso garantir que não esperava o que depois aconteceu!! Para mim e para o meu marido foi o início de um novo prazer. 

No bar não foi nada combinado, ela sentou-se ao lado do meu marido e ele ao meu lado, e depois de algumas bebidas, em que estávamos mais à vontade, reparei que ela pôs a mão em cima do caralho do meu marido. 

A sala estava na penumbra, mas eu não podia deixar de ver, que enquanto falávamos de tudo e de nada, a mão dela acariciava o meu marido no caralho, quando eu também senti a mão do B., a subir pelas minhas pernas e a parar na minha cona. 

Eu não sei se eles estavam á espera de uma reação, se ficávamos incomodados com a situação, mas depois de ver que o meu marido não dizia nada, também eu me deixei ficar, com o B. a brincar na minha cona, com uns dedos que rolavam, e que me deixaram completamente molhada. 

O bar enchera-se de gente, de ruido alto das vozes e da música, e agora sem o meu marido ouvir, eu conseguia falar com o B. e ele comigo, quando ele sussurrou ao meu ouvido “estás a gostar? estás toda molhada", eu sorri para ele e bati com o meu ombro no dele "não devias fazer isso, o meu marido ainda vê", mas ele continuou "meu deus, tu tens a cona tão tesa, tu queres levar com o meu pau?".

Eu sorri nervosa, não é que o meu marido não gostasse de me ver foder com outros homens, a primeira e última vez que tinha acontecido ainda fora há pouco tempo, de ele me ver a levar na cona do Flávio, mas agora era como se fosse uma coisa nova. 


Eu sorri para o B., e ao mesmo tempo eu olhei para o lado, e percebi que a mulher dele tinha entrado nas calças do meu marido e lá dentro ela acariciava o pau dele, quando me virei novamente para o B. e disse "não sei se o meu marido deixa que eu foda contigo", nós ficámos um pouco em silêncio, até que ele disse "porque é que ele não deixa? ele é gay, não é? ele gosta de levar no cu!".

A mão do B. continuava a acariciar a minha cona, eu sentia que os dedos dele entravam, a minha respiração ofegava, e realmente todo o meu corpo se acendia, com um fogo que vinha do clitóris, do ventre, dos mamilos, e pousava na minha boca, e eu continuei "não sei, não vi nada, mas isso para mim não interessa, eu amo o meu marido, mesmo que ele goste de levar no cu”.

Ele sorriu "eu compreendo, é como a minha mulher, é uma porca e uma puta, mas eu não vivo sem ela", nós sorrimos um para o outro, e ele continuou "ela adora swing, ela fode com outros homens e gosta de me ver foder outras mulheres", eu sabia, não era só o álcool que falava, e ele insistiu "eu quero muito comer a tua cona, acho que o teu marido ia gostar!!”, e senti os dedos dele a entrarem ainda mais dentro na minha cona. 

Eu não sabia o que dizer, ele voltou a soprar no meu ouvido "anda querida, põe a tua mão no meu caralho", nesse momento imaginei a mão da mulher dele a bater uma suave punheta ao meu marido, e foi um só reflexo, eu pus a minha mão no pau do B., eu queria tanto sentir na minha mão o caralho grosso que imaginara, e abri o zip e entrei nas calças dele a acariciá-lo.

Eu sentia na mão o pau grosso dele, comprido e nervoso, como de um macaco ou de um cavalo, e eu olhei para o B. de novo “e a tua mulher? achas que ela fodia com o meu marido?”, ele riu-se “então estás a dizer que sim!! queres que eu te coma a cona!”, eu acenei com a cabeça, e respondi “eu quero, mas não te iludas, eu gosto mesmo é que o meu marido goste de me ver a levar na cona, e então?”. 

Ele continuou depois “sobre a minha mulher? claro, eu também gosto de ver ela a apanhar na cona, se o teu marido quiser ele pode foder com a minha mulher”, por momentos eu não disse nada, até que eu levantei e ainda vi a mão dela no pau do meu marido, quando pedi que ele fosse comigo até à casa de banho. 

No caminho parei, o meu marido perguntou “o que se passa?”, e eu respondi “o que se passa é que eles querem fazer swing”, o meu marido ficou calado um minuto, “foda-se!! ela é muito agressiva, ela pôs a mão no meu caralho, e eu respondi “eu vi ela a pôr-te a mão no pau, e ele meteu os dedos na minha cona”.

Perguntou depois o meu marido “e tu amor, gostaste?”, eu abracei o meu marido e disse “eu gostei, amor, mas ele também é muito atlético, compreendes? Eu tenho um pouco de medo”, e prosseguiu o meu marido “mete a tua mão no pau dele para eu ver”, eu aí respondi "eu já meti, amor, ele tem um caralho enorme, querido, tão grande, e ele diz que me quer foder".

Eu reparei que o meu marido estava com receio "e a mulher dele? ela vai pedir para eu foder com ela e eu não quero, amor, tenho medo, eu gostava mais de ver eles os dois a foderem juntos, não gostavas?”, e então esta ideia, a visão do B. a foder a mulher dele ainda me deu mais tesão, e por isso disse que sim e que era melhor voltar à mesa, e ele continuou “diz a ele para irmos embora, e depois logo veremos o que fazer”. 

Regressámos à mesa e reparei que o B. falava com a mulher, eu sentei-me no mesmo lugar, e uns segundos depois escorreguei a minha mão pelas calças do B., abri o zip devagar e comecei outra vez a acariciar o caralho dele. 


O B. olhou para o meu marido e percebeu que aquele gesto era uma ordem, eu fui fazendo festas no pau e ele ia crescendo, uma coisa tão grande que mal se aguentava dentro das calças, eu falei ao ouvido do meu marido “como te disse, é enorme, amor, e está tão duro!!, e eu depois voltei-me para o B. “o meu marido e eu queremos ver-te a foder a tua mulher, e depois logo se vê”. 

Saímos em direção á rua e para casa deles, e o meu marido e eu percebemos que para eles era tão agradável trocar de casal, como terem-nos a nós a vê-los foder, nós ficamos sentados de lado, enquanto eles se despiram, e o prazer foi tão intenso, ao ver aqueles dois corpos nus perfeitos a prepararem-se para foder. 

Eu, e acho que também o meu marido, estávamos mais interessados no corpo dele, quando ele desceu as cuecas, saltou delas o pau imenso, que a mulher dele agarrou a custo, mal cabia na mão dela de grosso, e começou a chupá-lo. 

Acho que nunca me tinha sentido tão excitada, que tirei as cuecas e comecei a masturbar-me, eu abri as minhas pernas, ia acariciando com os dedos a cona, enquanto o B. empurrava o pau para dentro da boca da mulher, e dizia "chupa! caralho! ai, que bom, tu és mesmo puta, rapariga!!!", ela engolia a cabeça gorda, a apertar os lábios molhados, cheios de saliva nos lados, ela dizia alto "isso, querido, sou a tua puta!".

O B. mandou virar a mulher e começou logo a fodê-la por detrás, e de onde estávamos, eu e o meu marido, tínhamos a visão completa do pau apertado na cona dela, a entrar e a sair com força, a bater com os quadris nas nádegas rijas de mulher, ela gritava a pedir mais, e ele furioso e animal, escorregava aquele caralho imenso, todo até ao fundo dela. 

O meu marido também não aguentava, tirou o pénis para fora e ia batendo uma punheta, o B. gritava “ai caralho!! que fodo esta puta toda”, enquanto ela gemia “aihm, humm, ai foda-se!! fode-me mais, parte-me toda, caralho!”. 

Por momentos fechei os olhos, eu sabia que ia ter um orgasmo, todo o meu corpo tremia por aquela visão dele a fodê-la, o meu marido excitado “ai amor, pede para ele comer o cu dela, ai amor pede”. 

Mas eu percebi que era tarde de mais, a minha cona estava encharcada, o meu marido ejaculava, e o B. e a mulher, os dois estremeciam, uma onda de porra saia do caralho, e inundava a fenda dela. 

Lembro que neste dia, nós concordámos em ficar a dormir em casa deles. 

Contos eróticos de Natal – Pobres mais do que o normal

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Contos eróticos de Natal – Pobres mais do que o normal

São horas de sair e ir para casa. Por hoje chega de trabalho. Devo ser uma dessas pessoas que tem o privilégio de ter o trabalho perto de casa, são só quatrocentos metros a caminhar por uma rua plana e tranquila e chego ao lugar onde me escondo. 

Hoje que penso nisso, o caminho que faço é o mesmo desde há cinco anos, dia após dia, sempre em silêncio, porque é de silêncio que tem sido a minha vida, já mal me relaciono com humanos. 

De seres vivos, só o meu gato, e, lembro-me agora, a voz de um sem-abrigo, por quem passo todos os dias, um individuo mal-educado, feito de trapos, cabelo, e dois olhos negros, costumo dar-lhe uma moeda de um euro e, quando percorro alguns metros, o troco que dele recebo é um grito: “sua puta”. 

Já não me surpreende, eu insisto em dar a moeda, e segundos depois ele chama-me puta, mas penso eu, os pobres são mal-agradecidos, mas este, porra, ainda me dá humanidade, coisa que se não fosse ele e o meu gato, eu já me tinha esquecido. 

Nunca mais recebi um contato da minha família ou de ninguém, histórias do passado, mas reconheço, também não tenho ligado, e não sei, estou naquele pico, ou, quem sabe? naquele fundo, em que se perdem todos os vínculos, ora com quem conhecíamos, ora com quem conhecemos, e estamos sozinhos. 

Mas eu estou mais sozinha que os outros, mais do que aquele sem abrigo, eu bem o vejo da minha varanda, lá em baixo abrigado na cobertura, não tem o respeito de quem passa, pelo exemplo que mete medo, mas que por isso é sentido, há um desespero que ninguém quer, que fere os olhos e o pensamento. 

A mim ninguém sente, o mundo é um fantasma, uma névoa que tolda, por isso a minha relação com o sem-abrigo, é mais forte do que nunca, que prazer eu tenho por dar-lhe dinheiro, só para ele me chamar puta. 

Este já não é pobre porque não tem nada, nem há ninguém que precise dele, porque a ninguém ele faz falta, um inútil que se arrasta pelo mundo, pior que um pobre de que precisamos, se não fossem os pobres como fazíamos? então hoje que penso nisso, os pobres fazem falta!!, senão como vivíamos? Quem nos lavava a roupa? Ou nos apanhava o lixo? O que é mau mesmo, é os pobres deste mundo, serem mais pobres do que o normal. 

Mas este inútil sem-abrigo, que já não é pobre nem normal, para mim ainda tem préstimo, eu dou-lhe dinheiro para saber que existo, que tenho corpo, pernas e sangue, pensei hoje nisto, eu ainda tenho que lhe dar mais dinheiro, sei lá? talvez ele me chame qualquer coisa mais do que puta. 

Há uns dias, eu resolvi dar cinco euros, eu lembro bem que dei alguns passos, estava ele sentado no seu canto, quando ouço aquela voz profunda: “foda-se!! que belas pernas”. 

Ainda não sei o que preferia, se ter umas belas pernas ou ser puta, estava indecisa de dar mais dinheiro, a curiosidade que me roía, aumentei então o preço, coloquei no chão uma nota de dez euros, e depois de alguns metros, soou a trombeta do homem: “caralho!! que belo cu”. 

Toda a mulher sofre do mesmo mal, saber se para os homens é tudo igual, mesmo sendo um sem-abrigo que não interessa, eu precisava saber, eu precisava saber, se só a mim ele tratava mal. 

Da minha varanda onde o observava, eu fiz a estranha descoberta, muito amarga porque sou discreta, será essa a razão porque me escondo, das pessoas e de tudo o que comprometa, o diabo do sem-abrigo, só a mim chamava puta, e só a mim dizia, que tinha um belo cu e umas belas pernas. 

Muitas mulheres belas passavam por ele, elas davam-lhe dinheiro, mas ele nem as via, que vergonha a minha deviam elas pensar, só de um sem abrigo sem préstimo eu recebo elogios, uma pulsão nervosa atingia-me as fibras do meu corpo, seria um jogo daquele homem? Jogar e brincar com os meus sentidos? 

Se eu tinha tido alguma curiosidade, agora ela era em mim febril, pensava eu, o que diria ele se eu desse mais dinheiro, primeiro eu era puta, depois eu tinha umas boas pernas e um bom cu, o que teria eu agora? Se eu desse ainda mais dinheiro? 

O tempo passou, eu fui metendo ainda mais fichas no jogo, eu dei então tudo o que podia, aproximei-me do canto dele, onde deixei cinquenta euros, agachei-me com respeito, só pensei depois, ele deve ter visto as minhas cuecas, que não esperou e sussurrou bem perto: “adoro a senhora, deve ser louca a foder, eu comia-lhe essa cona toda”. 

Quando ele disse aquilo, porra!! que para mim foi um choque terrível, eu levantei-me a correr, arranjei a saia que tinha descaído, e sempre em passo acelerado, fui para casa a voar. 

Voltei para a minha varanda, eu tive que beber um chá calmante, dei festas no meu gato a precisar, mais eu do que o bicho precisamente, a minha respiração estava ofegante, aquela nota de cinquenta euros era o culminar, o que diabo ele diria por mais dinheiro? se ele já me fodia a cona toda por aquele preço. 

Deveria eu fugir daquele sitio? Escolher outro caminho? mas se ele era a minha humanidade? Sem aquele miserável tudo perdia sentido, a única utilidade dele era ser inútil para os outros, dizer ele “bom dia” ou chamar-me “puta”, começava a ser o que eu mais queria. 

Eu resolvi então passar mais vezes, da primeira vez deixei um euro, e logo depois ouvi a grosseria “puta, já não te fodo a cona toda”, no dia seguinte, foram cinco euros, e ouvi “és tão boa, que belo cu”, as outras mulheres ouviam e abriam a boca, mas que escândalo era o sem-abrigo, havia ali alguma inveja? 

Amanhã é Natal, e eu estou aqui no meu gabinete, de manhã atendi alguns clientes, desses formais a quem ligo o necessário, sorte a minha que só a mim dei presentes, mas não me esqueci corri ao banco, levantei cinquenta euros para o sem-abrigo, quando passar quero ouvir aquilo, porque espero desde que me levantei. 

Hoje eu vesti uma saia curta, logo à noite quando me aconchegar no gato, no calor da minha casa e lareira, eu quero sorrir com aquela frase, de um homem rude com barba de urso, enrolei a nota na minha mão e sai para a rua fria e gelada, a andar os quatrocentos metros até casa. 

Eu parei junto dele e vi que o sitio estava repleto, muita gente fazia compras de comida, pensei eu naquele momento, para quê? se a festa é sobre alguém que nasceu pobre, numa manjedoura de palha ao lado de uma vaca e uma ovelha.

Ninguém o via sem ser eu, baixei-me perto do sem-abrigo, e disse num som baixo, num sussurro intimo de quem entende, “tome a nota, eu também me sinto uma sem-abrigo, e ah, não precisa de me vir à cona”. 

Quando me ia a levantar, a mão dele puxou-me o braço, e ouço a voz rouca do frio, “você é tão bonita, mas só eu vejo”. 

Eu sorri e voltei ao meu caminho de rotina, não sei se estava frustrada, teria eu preferido “fodo-te a cona toda?”, não era mais violento ainda dizer ele que eu era bonita? choraria logo à noite e sentir-me-ia ferida, é que dizer que me ia à cona, isso afastava, mas aquilo? unia? 

Eu afagava o pelo do meu gato quando as gotas de chuva fustigavam as minhas janelas, de dentro de casa o calor embaciava os vidros, de cá de cima do alto da minha casa, eu olhei para a cobertura lá em baixo e ele lá estava, aninhado em si próprio e na sua miséria, assim tão perto de pessoas que festejavam. 

Uma espécie de decisão passou-me nos olhos, daquelas que escolhi não ter há muitos anos, eu vesti a gabardine e corri pelo meio da chuva, “vem comigo”, disse, que estranho ele responder “não estou bem aqui onde não incomodo”, quase o arrastei para minha casa. 

Eu olhei para a bola de pelo enrugada em causa, um homem escondido na barba e na roupa velha, um espectro de ser humano na minha sala à minha frente em pé, pensei eu, a minha vontade de pessoa útil queria limpá-lo, fazer dele uma pessoa pobre normal, mas que frenesim e direito tenho eu. 

Eu perguntei, “não sei o seu nome? o meu é Alice”, ele respondeu “o meu é Lucas”, e continuei, “se o Lucas quiser tomar banho, aquecer um pouco, tenho aí roupa do meu antigo marido, faz como tu quiseres, ah, e não precisamos de foder, hoje fazemos só companhia um ao outro”. 

Ele sorriu, e ali ao junto de mim na minha sala, largou a roupa velha que tinha, toda até ficar nu, num corpo marcado como o meu, de indiferença voluntária ou não, e perguntou “onde é o duche? talvez a Alice mude, entretanto, de vontade, lá por ser Natal, eu fodia a tua cona toda”. 

E eu que queria dar-lhe banho, untá-lo com um óleo que comprei de propósito, beijar-lhe as feridas da vida, mas que diabo que é isto de ser mulher?

O que faço quando me fodem?

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O que faço quando me fodem?

Há dias apareceu-me a Gabriela no meu gabinete. Ela não bateu à porta, sentou-se à frente de mim, quase que me abriu as pernas, com a saia recolhida, olhei-lhe para as coxas grossas sem que sentisse desconforto. Ela queria falar comigo. Desabafar. Preciso de desabafar, ela dizia.


Disse-me sem mais, com um riso solto não desejado, meio envergonhada, "o meu marido traiu-me. Aquele cabrão traiu-me. Foi ao estrangeiro e fodeu lá com uma puta qualquer da empresa dele".

É assim há muito tempo. Não me perguntem porquê. É um dom, algo natural, de toda a minha vida desde miúdo, para as pessoas que se cruzam comigo, sou seu confessor, confidente e conselheiro. 

Empatia confiança segurança liberdade devo, não sei, transferir isso para os outros que tudo me contam, os seus segredos mais íntimos, sem censura, sem receio. 

Até um colega do escritório me contou que andava a ir ao cu a uma boneca de plástico e que precisava de ajuda minha.

Não lhe conhecia aquela linguagem, a Gabriela é daquelas mulheres contidas, acredita na paixão, mas sinto-lhe um desejo interior de se libertar de fazer coisas, limitada por uma educação qualquer que a impede. 

Assenta-lhe aquele ar húmido de mulher útero que nasceu só para procriar, apesar do belo corpo redondo e rijo a querer foda.

A Gabriela sempre me deu muito tesão. Não sei, se calhar por essas limitações. Excita-me aquele ar de menina certinha e de bem, mas lá no fundo com pensamentos contraditórios de fidelidade e desejo.

Há muito que sou dos poucos ou único autorizado a olhar para o rabo dela, para as mamas, para as coxas e de tudo o que me queira mostrar. 

Noto-a no escritório a olhar-me para o enchumaço das calças, sem esconder, a cruzar de propósito os olhos com os meus, para me dizer com eles "tens um belo caralho, gosto dele".

O corpo da Gabriela grita e não engana. Ela casou cedo, teve filhos, mas sinto-lhe o desejo de quer abrir-se, foder, levar no cu, mamar caralhos, e depois, foder mais e levar mais no cu, e mamar mais caralhos.

Quando estamos perto, sem outros, é isso que os gestos, as mamas tremelentes, a língua húmida a correr-lhe os lábios, a forma de perna aberta como se senta, as vezes que se baixa, os olhares dela me dizem "come-me a cona fode-me vem ao cu", com aquele desejo latente e surdo prestes a explodir de querer ser fodilhona e gostar de sê-lo.

"O que é que eu faço?", ela perguntou. "O cabrão veio-me pedir perdão. Que não volta a acontecer. Que a outra puta não lhe diz nada, foi só sexo, diz ele. É a mim que me ama. Está arrependido e por isso achou que me devia contar. Por respeito, disse. E as minhas filhas? Grandessíssimo filho da puta".

Dizia isto a mover-se irritada na cadeira, via-lhe as cuecas, um papo saliente, e não sei bem, se o fazia de propósito. 

Para punir o marido, pensei. Deixei-me estar quieto, era melhor não me levantar, o meu caralho já estava teso e notava-se. 

Queria pô-la em cima da secretária e fazer-lhe um minete. Ela falava e eu imaginava-me a comer-lhe o cu ali mesmo, à bruta, a agarrar-lhe nas mamas fartas de mamã, e por trás, a parti-la.

"Já ouvi isto outras vezes", disse eu. 

"e só há três opções, uma perdoas, outra sais do casamento e de casa, a outra ainda, ficas no casamento e na casa, mas independente", continuei.

"Na que perdoas, na verdade só perdoas a carne fraca dele, que aliás perdoas em todas as opções, porque nunca perdoarás em qualquer delas a traição dele"

"Se perdoares a carne fraca, sem mais, a primeira opção, ficas por baixo, ele por cima, e na próxima pedir-te-à outro perdão". 

"Na segunda opção perdoas-lhe a carne fraca, não perdoas a traição, e ficas por cima, só que sacrificas as tuas filhas". 

"Na terceira opção perdoas-lhe a carne fraca, não perdoas a traição, não sacrificas as tuas filhas, ficas por cima, e com um bom acordo, és independente e fodes quando onde e com quem tu quiseres. Com uma diferença, sem traição da tua parte porque ele sabe".

"Estás-me a dizer que devo continuar casada com aquele filho da mãe, mas dizer-lhe que a partir de agora ele que foda a puta dele e eu passo a foder com quem eu quiser?", perguntou ela. 

"Sim", disse eu, "com um bom acordo, em que fique a amizade dos dois pelo bem das tuas filhas", respondi..

Ainda não te compreendo bem, disse ela. O escritório ficara vazio entretanto. Levantei-me e ela olhou-me logo para o tesão das calças. Senti as coxas dela a abrirem-se de surpresa e expectativa. 

Aproximei-me junto dela, abri as calças e soltei um caralho teso perto da boca dela. Eu não sei se me cheirou a púbis e o pénis, ela não falou, não disse nada, ela agarrou nele na boca com os lábios apertados e começou a mamar.

Eu agarrava-lhe na cabeça e nos ombros e sentia-lhe a sofreguidão de ou ela nunca ter feito uma mamada ou ela não a fazer há muito tempo. 

Eu apalpava-lhe as mamas fartas e via-lhe aquele cuspo erótico em redor da boca de tanto lamber. Ela mamava e friccionava o papo de cona com a força de quem não quer perder mais tempo.

Trago-a para o sofá do gabinete, viro-lhe o rabo e comecei a penetrá-la na vagina, como imaginei, à bruta. 

A agarrar a nádega para que eu entrasse ainda mais, saltava-lhe no rosto aquele ar de atriz pornográfica, a lamber os lábios e a boca de prazer, quando lhe enterrava o caralho mais e mais.

A Gabriela tem um cu lindo. Rechonchudo sem ser gordo, eu faço força nos ombros, e vejo o meu caralho a entrar uma após outra na cona.

Quase que lhe grito, "hoje tens de dar-me tudo", ela gemeu e disse "é tudo teu", eu tiro o caralho da cona dela e começo a enterrar-lho no cu. 

Não se nega, empina-se como uma égua com o cio, quando enterro o meu caralho todo no cu dela. Eu martelo o cu dela sem desconto ou perdão, até que nos sentimos estremecer e viemo-nos.

Pensei, gostava de a ter fodido mais. Disse-lhe, "dizias que não me compreendias, compreendes agora?", "acho que sim", disse ela.

"Estás satisfeita, gostaste?", perguntei. "Estou.  Adorei". 

Disse-lhe, "Então, não me vou casar contigo, nem nos vamos apaixonar, mas fodeste comigo, sentiste-te livre. Só tens de decidir uma das três opções. Ou melhor das quatro, se calhar a anterior do casamento morno também não te servia."

Eu aguento!! Chama-me de puta!!

22:43 0
Eu aguento!! Chama-me de puta!!

Tenho 40 anos, mas tenho-me cuidado, acho que estou bem conservado, sempre fiz e faço muito desporto, de maneira que pareço, ou pelo menos acredito que sim, mais novo do que a idade que realmente tenho. Sou casado, tenho mulher, duas filhas, e uma enteada, filha da minha mulher, que vive connosco.

Não sei porquê, mas sempre senti uma forte atração por homens, que fui escondendo da minha mulher, filhas e enteada.

E não é por todos, sinto, não sei, uma forte excitação por aqueles homens mais efeminados, quando passam por mim a bambolear o rabo, e eu fico com tesão. Tive algumas experiências em mais novo, mas foram apenas brincadeiras, nada de sério.

Também não sei porquê, tenho sonhos eróticos acordado de me imaginar como mulher a ter relações com homens machos e com pénis grandes a irem-me ao traseiro.


Muitas vezes, quando a minha mulher e as raparigas estão fora de casa, eu visto-me com roupas delas, e adoro sentir aquelas cuecas de renda minúsculas no rego do meu cu. Adoro ver-me ao espelho com a mini-saia da minha enteada tendo por baixo a tanga curta. 

Quantas vezes vejo anúncios, nos jornais e na net, a querer avançar, arranjar um homem, ou ter um encontro, mas sempre tive, não sei, medo, que as coisas corram mal, sem saber bem o que ia encontrar e como fazer as coisas. 

E depois sinto também alguma vergonha, inibição, afinal apesar de ter mil fantasias em relação ao sexo, não me sentia promiscuo ou devasso, como se tivesse restrições e barreiras pessoais que me impedissem de me entregar aos meus desejos.

Mas um dia perdi a cabeça, ou melhor, fui de cabeça!!

Liguei para um travesti que encontrei no jornal. Tinha aquela ideia de que os travestis por serem travestis só levam no cu. Mas acho que me enganei, querendo ser enganado.

Mais ou menos pela tarde fui ter com ele a um prédio, e encontrei um travesti, mais mulata brasileira, com umas pernas e um corpo deslumbrante, vestido com uma lingerie em renda preta que lhe realçava as mamas, as curvas do rabo e o volume entre as pernas.

Sentia-me estranho, mas também muito excitado.

Fomos para o quarto e ele disse-me para me despir e ele, quando se despiu, vi logo um pénis enorme meio tombado. Quando se aproximou de mim, perdi logo as ideias feitas que tinha, e agarrei no pénis dele, levei-o logo à boca e comecei a chupá-lo.

Afinal era isso mesmo que eu queria!! Fazer sexo com um homem, experimentando o desejo intenso de me sentir mulher e ser penetrado.


A cada chupada que dava o pénis dele ficava ainda maior, bastante duro na minha mão, lambia-o com experiência, com a língua e os meus lábios a apertar-lhe a cabeça, como se já tivesse chupado muitos.

Sentia-lhe o cheiro doce do corpo a entrar-me pelas narinas, um gosto a salgado dos testículos, olhava para ele já sem vergonha a cada chupada como se lhe pedisse aprovação, e quando já estava bem teso perguntou-me o que eu queria ou como queria. 

Acho que não tive escolha, eu sabia bem o que tinha ido à procura, e só sei que lhe virei o rabo a dizer-lhe que gostava que me viesse ao cu.

Do meio dos seus cabelos pretos compridos, ele sorriu acenando que sim, depois ele deitou-me de barriga para baixo, eu senti o seu peso nas minhas costas, e depois o pau dele tocou no meu ânus, e eu senti-o a entrar no anel da minha fenda, a fazer força a entrar.

Ele pediu-me para alçar o cu, colocou uma almofada por baixo, e depois enterrou o pénis fundo dentro de mim, estando ele um bom bocado até a suar a partir-me o cu. 

Sentia pelo tom de voz dele, quase carinhoso, afinal não parecia ser só uma troca de dinheiro e favores, que ele estava a gostar de mim e de me foder.

Mesmo para a minha idade, acho que tenho um rabo de fazer inveja. E acho que ele se desforrou no meu cu, ou então não sei, achou que comendo-me forte eu voltaria lá para mais.

A partir daí, eu voltei muitas mais vezes, só que a minha maior fantasia era difícil de conseguir. Eu gostava de foder com um homem mas como se eu fosse uma mulher, com lingerie, e que ele me chamasse puta.

Um dia falei num desses sites com um homem, que depois descobri mais tarde, fiquei vermelho e até com medo quando o vi, que vivia no mesmo bairro que eu. 

Pensei coisas más, ele deve ter pensado o mesmo, mas depois vi-o com a mulher e o filho e ele viu-me com a minha mulher e as raparigas, e percebemos a coincidência. 

Naquela altura, decidimos encontrar-nos num desses hotéis baratos, falámos pouco, ele era simpático, bonito, bem constituído, eu disse-lhe que gostava que me fossem ao cu e gostava de me vestir de mulher, ele disse que sim que gostava e fomos para o quarto.

No quarto, eu vesti-me escondido dele com uma saia pequena da minha filha, uma lingerie de renda preta, uma meias de renda fina até acima também pretas, e apareci-lhe quando ele já estava na cama nu a acariciar o pénis teso.
Eu deitei-me com ele, e ao principio tratou-me de uma forma doce, como se estivesse enamorado de mim, deu-me beijos na boca, passava-me a mão pelo corpo todo e eu pelo dele. Tinha um cheiro agradável, perfumado, a pele jovem e macia, de um homem de pouco mais de 30 anos. 

Ele tinha um pénis generoso que comecei a chupar e sentia a mão dele a passar pelo meu rabo e pelo meu ânus, entre as cuecas apertadas, pelas minhas costas, a dar-me um tesão muito grande.

Eu chupei o pénis dele, bem de cima para baixo a saborear aquele gosto salgado de caralho, a prepará-lo para mim excitado com a antecipação crescente.

Depois, eu senti-o mais duro e violento comigo quando me começou a comer o cu. Dava-me palmadas no rabo e dizia "sua puta, és a minha putinha, dá-me esse cu todo, puta".

Não era nada que eu não gostasse, era o que eu queria, que ele me fodesse com força e me martelasse o cu a chamar-me o que lhe viesse à cabeça, puta e porca, que me dava muito prazer e gozo. Ele comia o meu cu, a bater forte com as coxas nas minhas nádegas, a enterrar o caralho dele.

Depois eu cavalguei em cima dele, a querer sentir-me uma puta desalmada, com as minhas ancas a dar a dar a descer pelo pau dele, a deixá-lo louco de tesão, a beijá-lo na boca como se fosse a amante e puta dele. Eu vi-me todo húmido e ele também.

Adorei. E como disse encontrei-o uns dias depois no café do meu bairro. Foi uma surpresa. Depois conto mais.

Contos Eróticos de Natal - Ruiva no aeroporto

15:56 0
Contos Eróticos de Natal - Ruiva no aeroporto

Ela está a olhar fixamente para mim. Ela deve estar a pensar “porque é que este caralho gordo está a olhar para mim”, e foda-se!! eu não consigo deixar de olhar para ela. E foda-se!! caralho do meu patrão que me fez viajar a dois dias do Natal para aprender umas receitas especiais, foda-se!! com baunilha e açafrão. 

O caralho do gajo a dizer, tu é que és o chef, tu vai mas é aprender, e eu agora estou aqui preso, neste caralho de aeroporto, a esta hora da noite, foda-se!! com esta gaja boa e ruiva a olhar para mim. 

Fico doido com gajas ruivas, fazem-me lembrar a Julie Moore, como é que serão os pelos dela? os de baixo lá na cona, foda-se!! devo estar a suar, porra!! que não há nada pior para um gordo que é suar, ainda por cima aquele vestido curto, e a gaja não deixa de olhar, deve estar a pensar, “vou pôr o gordo maluco”. 

E eu não estou a aguentar, que belas pernas de leite ela tem, meu deus!! os pelos ruivos lá no meio, um gentil molho com que brincava, foda-se!! muitas horas mergulhado, a lamber baunilha e açafrão, caralho!! olha a diabetes!!, esta gaja ainda me mata de tesão. 

Foda-se!! foi-se logo sentar à minha frente, com tantos lugares por aqui, quase vejo a cueca dela, de renda branca transparente, com sombra de cenoura e traços de pimento, ai caralho!! que estou a delirar, é da tesão e da tensão, ainda vou é desmaiar, e é que a gaja não tira os olhos de mim, ai meu deus!! que a minha fome é tanta, as minhas bolas vão rebentar. 

E caralho!! nem me posso levantar, agora até ia parecer mal, mais feio que um gordo a suar, pior é um gordo a fugir, daquela visão de seda, de caracóis que se enroscam, abraçados a lábios púrpura, a guardar a nascente sagrada, fonte de baunilha e açafrão, que eu bebia sedento até morrer, de satisfação, caralho!! de satisfação. 

Foda-se!! que tenho de reconhecer, não há nada mais belo que uma cona peluda ruiva, mas para um cozinheiro como eu, é como cortarem os cabelos a Sansão, fodem-me toda a inspiração, conas destas de deusas rebeldes, feitas de fogo de céu e inferno, ai caralho!! tenho de me levantar, ai caralho!! ela está a abrir as pernas, ai caralho!! que continua a olhar. 

Ela deve estar a pensar “caralho do gordo está com tesão”, e foda-se!! o meu pau mexeu-se por aqui, lá em baixo nas calças largas, foda-se!! que visão aterradora, de coisa esticada sobressaída, no meio de banha enrolada, sem respirar apertada, e é que a gaja olha e nem se ri, ruiva sádica e malvada. 

Foda-se!! que se vai levantar, onde vai ela caralho!!, um rabo branco a bambolear, ai o meu colesterol, caralho!!, o meu coração vai explodir, foda-se!! que ninguém se sente ali, esse lugar não está vago, devo alertar qualquer incauto, que a minha deusa pode voltar, ai que a vejo regressar, foi à casa de banho. 

Foda-se!! os pelos húmidos, de açafrão encaracolados, de urina e de baunilha, ai foda-se!! que me doem as bolas, por dieta num minuto a deus rezo, para que é que um homem precisa de carne?, é que basta o esqueleto para segurar um caralho, é o sentido da vida que os homens pedem. 

Eu senti que lambi os lábios, foi meu reflexo de mim coitado, ai caralho!! para minha vergonha, ela sentou-se no mesmo lado, e agora olha outra vez fixamente, não se ri nem pestaneja, ela abre as pernas e eu abro a minha boca, ai foda-se!! que há ali um triângulo, ai caralho!! dourado que tirou as cuecas, um emaranhado de arbustos para descobrir. 

Foda-se!! ai que me venho!!, e se me venho o que vou fazer, é agora que um gordo vai fugir, bato uma punheta na casa de banho, mas como me movo e como me mexo, entre paredes a suar, a sonhar com ela e o açafrão, o vale de baunilha na minha imaginação, e se me esqueço onde estou? 

Devo ter tirado dos bolsos lenços de papel, que passei desesperado na minha cara, pelas minhas peles do pescoço, está um caralho de um frio lá fora, mas eu aqui estou no sahara, foda-se!! que ela se levantou, caralho!! ela olhou para mim muito segura, e pergunta a cabra ruiva, “está-se a sentir bem?”. 

Foda-se!! com ela veio o cheiro, a baunilha e açafrão, a cona ruiva húmida que eu vira, como num buraco da fechadura, ao nosso lado gente passava, que corria perdida sem grande propósito, ela repetiu várias vezes, “está-se a sentir bem?”, mais parecia estar-me a acordar. 

Abri os olhos moribundo, com ela em cima de mim, eram os cabelos e os lábios vermelhos, os mamilos sem soutien, o ventre leve encostado em mim, as coxas de mármore em tripé, foda-se!! seria isto um avc, até que balbuciei entre dentes, “é do açúcar, já recuperei”. 

Mas foda-se!! que ela insistiu, uma voz doce também ruiva, fez vibrar os meus tímpanos doridos, “não foi o açúcar, fui eu, estava aborrecida, desculpa!”, e acho que pela primeira vez ela sorriu, a dizer, "olhe, tu tens uma nódoa nas calças".

Marido que gosta de levar no cu?

22:34 0
Marido que gosta de levar no cu?

Já o contei aqui. Desde que tínhamos ido á terra onde eu tinha nascido, a atmosfera entre mim e o meu marido tinha mudado. Quando regressávamos a casa, eu ainda não sabia se vinha aí uma tempestade entre nós ou raios de sol. 

Nos primeiros 30 quilómetros, a viagem ia sendo feita em silêncio. Tinham passado apenas algumas horas que o meu marido me tinha apanhado em flagrante, ele viu o Flávio a comer a minha cona e o meu cu, o meu amigo da adolescência, e ainda nem sequer tínhamos falado sobre isso. 
O meu marido conduzia e de tempos a tempos olhava para o meu lado, e mirava as minhas coxas luzidias, nuas, abertas e saciadas, e eu tinha a certeza de que ele ainda tinha a visão de ver o Flávio a ejacular na minha cona. 

Para tentar perceber melhor ver: marido prevenido e resolvido

Até que ouço o meu marido perguntar “gostaste do caralho dele?”, eu não sabia o que responder, tinha apenas a ideia que quando o meu marido viu o Flávio em cima de mim a enterrar aquele pau imenso na minha cona, e depois no meu cu, ele tinha gostado, e por isso arrisquei, “amor, o que dizer, gostei claro, desculpa amor”. 

O meu marido sorriu, “não querida, não peças desculpa, eu não esperava gostar tanto de ver ele a comer a tua cona”, quando ele disse isto, senti-me mais descontraída, “gostaste, a sério, a tua querida, toda aberta a levar com aquele pau, amor?”. 

Ele abanou a cabeça a dizer que sim, e disse, “também gostei do caralho dele, grande e grosso”, agora fui eu a perguntar, “gostaste como?”, o meu marido continuou, “grosso e rijo como pedra, deu-me prazer vê-lo, ali duro, a partir o teu cu, e foi como se o sentisse a penetrar-me e a partir o meu cu também”. 

Para mim não era surpresa, não é que tivesse provas, mas às vezes em reuniões de amigos, havia sempre um ou outro que perguntada se o meu marido era gay, que ele tinha ar de gostar de levar no cu. 

E agora pela primeira vez eu ganhava liberdade para perguntar, “querido, porquê? tu gostavas que o Flávio fodesse o teu cu, amor?”. 

De repente reparei, tínhamos percorrido uma distância imensa sem darmos por isso, olhei para o volume nas calças do meu marido, e passei a mão a sentir o caralho teso, “estás excitado amor!”, abri o zip das calças e tirei o caralho dele para fora e comecei a acariciá-lo. 

Depois continuei, “ainda não respondeste!”, ele olhou para mim, parecia estar a medir as palavras, ao mesmo tempo vi rubor nas faces, até que ele disse, “porquê? gostavas de ver o teu marido a levar no cu?”, agora fui eu que me ri, “não era essa a pergunta, mas acho que sim, ia gostar de ver o pau grande do Flávio a foder-te o rabo”, e dei uma gargalhada. 


Ele estava com atenção à estrada, eu fazia uma punheta suave, quando ele continuou, “acho que sim, eu ia gostar do teu amigo a partir o meu cu, mas já sei que vais pensar que o teu marido é gay.” 

Eu aproximei os meus lábios da boca do meu marido a dar um beijo, "não importa, amor, tu és o meu gay e eu sou a tua puta", e depois continuei, "ai amor, o Flávio fodeu-me toda, gostaste mesmo de me ouvir gemer?", eu senti que eu e o meu marido estávamos a atravessar barreiras quando ele disse, "gostei amor, eu fiquei cheio de tesão quando ele enterrou o pau no teu cu, o teu ânus a abrir todo e o caralho dele a entrar, foi lindo ver que tu gritavas de prazer".

Debrucei-me sobre ele, e comecei a chupar-lhe o caralho, a engoli-lo na minha boca, o meu marido continuava, "e tu dizias para ele te foder mais, e depois dizias que não querias mais e ele continuou a foder o teu cu, e quando ele se veio? a porra dele a escorrer do teu cu, adorei os teus orgasmos, querida".

Eu levantei-me um pouco a sorrir, "eu sou a tua puta, amor, gostas da tua puta?”, continuei a chupar o caralho do meu marido, eu ouvi-o a gemer, a dizer "foda-se que vou vir", até que o senti tremer, veio-me um gosto de leite amargo á boca, que bebi e lambi todo. 

Quando me levantei de novo, cheguei perto do ouvido dele a beijá-lo na face, “temos que fazer umas festas querido, a tua puta vai querer mais caralho, vais ver mais vezes a tua puta a levar no cu, queres amor?”. 

Ele sorriu a dizer que sim, nós estávamos a chegar a casa, e eu ouço-o dizer, “e o teu gay? também vai querer?”, eu respondi a passar-lhe a mão pelo cabelo a sossegá-lo, “vamos arranjar muito caralho para nós os dois. “

Ano 5019 do Planeta Pissa Maior

22:34 0
Ano 5019 do Planeta Pissa Maior

Ano de 5019. Acabei de fazer quase 13 milhões de anos luz, e finalmente estou em casa. Tão cedo não quero pensar em sexo, conas cus pilas, e qualquer tipo de relacionamento. Amanhã regresso aos meus trabalhos no Grande Colégio de Anúria, faz 30 anos que ali sou professor, académico, em estudos terrenos dos segundo e terceiro milénios da nossa era.

Neste momento com a minha idade avançada já pouco ali faço, reflito muito e dedico-me mais à procura de artefactos daqueles períodos, interessa-me muito o período da segunda quinzena 2015-2030 do segundo milénio, na sua maioria dados digitais que se perderam na grande exposição solar do terceiro milénio. 

Perdendo-se a informação antiga, produziu-se uma nova, e as pessoas hoje em 5019, vivem de acordo com ela e com certos padrões mentais e de pensamento. O passado perdeu-se para sempre.

Devo ser o único, eu Antinus, que tendo na mão alguns desses dados digitais com cerca de dois milénios de idade, subversivos para a compreensão dos humanos e máquinas atuais que ainda pensam, percebem e vêm coisas para além desses padrões.

Vejam lá que os homens e até alguns animais naquela altura agiam sem premeditação, sem fim, horizonte ou objetivo, não todos, já havia espécies desviantes, que não tinham coisas como sentidos e sentimentos.

Pelo que estudei desses espécimes desviantes, eles venceram, mas convenhamos, sentir-se algo ou ter -se sentimentos, eu Antinus acho isso um desperdício, da minha janela, do último andar desta torre de 300 andares, olho as formigas lá em baixo e penso, se hoje, se houvessem sentimentos, não sobrevivíamos. 

Que conceito tão estranho, mas ao mesmo tempo libertador, poder sentir sem propósito. Agora isso não acontece.

Naquela altura, os tais espécimes desviantes, que foram, digamos uma espécie de embriões, de génese, dos humanos que temos hoje, havia várias categorias, falavam nos "sem escrúpulos".

Mas esses do que percebo da informação digital que encontrei nas minhas escavações em Cavarnaum, eram compreensíveis, percebia-se o que queriam, ainda tinham intestinos e pelo que leio, faziam merda.

Bom agora não nos podemos dar a esse luxo, os humanos hoje já nascem sem intestinos, não nos podemos dar a esse luxo de cagar, nem que seja só nos outros, cagar não é opção, polui demasiado o ambiente.

Ainda que agora tenhamos uma ideia do universo inteiro, cagar cagar, ou melhor fazer só força, hoje também é possível no Planeta Pissa Maior, que vos conto mais abaixo, e só ali, há humanos e máquinas que só lá vão para isso, fingir que cagam, mas aqueles os "sem escrúpulos", faziam só isso, cagavam-se para os outros.

Pior pior eram os da outra categoria, uns que apareceram depois, uns espécimes que já começavam a estar desprovidos de sentidos e sentimentos, não tinham escrúpulos é certo, e agiam sempre e só para seu próprio interesse.

Ainda que dissessem que era no interesse comum, nem se percebia se cagavam ou não, e pelo que verifico nos meus registos, tinham já um olhar vazio, desapossado de humano, não gostavam de nada, e usavam muito frases feitas e ritmadas como agora.

Mas bem isso é só parte dos meus estudos, como ia contar passei o último mês no Planeta Pissa Maior, que está situado no quadrante oeste da galáxia Centaurus, e ali só se vai para foder, e não há problema, até um morto tem sorte. 

O Conselho Universal decretou que quem quer ter a sensação de utilização dos orgãos genitais, homem ou mulher, só o pode fazer no Planeta Pissa Maior, de maneiras que aquilo é uma espécie de orgia a céu aberto. 

Como contei acima, a ideia mesmo do grande Conselho Universal é que os seres viventes não se esqueçam do seu lado biológico, uma espécie de retiro que já não se percebe se é para se divertirem ou libertarem ou para ficarem desagradados e fugirem do Planeta.

A regra é não haver regras, pode-se fazer quase tudo, foder, cagar, mijar, ou fingir que se faz isso, fazer minetes, broches, comer comida que parece verdadeira, gajos, gajas, cus, mamas, e única restrição mesmo, e para aqueles que ainda querem ter uma experiência histórica de saber como os antigos fodiam, ou seja com alguma troca de fluidos, é o sexo inter-espécie. 

O Conselho acha que pode haver aqui um perigo de sair dessa troca qualquer ser estranho. Não sei porquê, porque já há poucas espécies que o conseguem fazer.

No segundo milénio qualquer homem, pequenos ou grandes, ainda tinha colhões, mas agora no quinto milénio, já não é preciso ter essa coisa desconfortável de ter duas bolas penduradas entre as pernas, isto para os terráqueos. 

Por exemplo o meu amigo e colega Hasbalex, do planeta Boratan nasceu com colhões nas axilas e uma pila enorme na testa. Para passar despercebido anda sempre com os tecidos na cabeça, ou lá o que é aquilo que tem em cima dos ombros, para não chocar espécies mais sensíveis.

De maneiras que quando se chega ao Planeta Pissa Maior, quase ninguém se entende, é cu é caralho avestruzes, tudo serve, e tá bem, deve-se dar aqui um desconto, no segundo milénio ainda não existiam as viagens espaciais.
De modo que não havia esta confusão de mistura, de promiscuidade, mas enfim sou eu que ainda sinto isso por ser um antiquário de dados digitais e me preocupar e tentar perceber a história passada.

Sempre me perguntei como é que o Hasbalex fazia, nunca lhe perguntei para não ferir suscetibilidades, mas acabei por descobrir que no Planeta Piça Maior as fêmeas do planeta Borotan têm vaginas também na cabeça.

De maneira que só agora percebi que para foder o Hasbalex deve abanar a cabeça, assim para trás e para a frente, como se estivesse a bater a cabeça numa parede, e as mulheres deixam-se ficar muito quietas. 

Não disse nada ao meu amigo Hasbalex, mas como tinha curiosidade, decidi ir comer uma Borotiana, e só posso dizer, que foi a pior experiência da minha vida. Ali agarrado à cabeça da mulher, as escamas, algum cheiro estranho, mas pronto há quem goste.

Por mim, não quero saber, sei que já não há escolhas, essas convenhamos dependem de sentir, e quem não sente não sabe o que faz, pelo menos por si, faz só o que os outros fazem.

Daí que ter ido comer uma Borotan, por me dizerem que era coisa boa, havia ali uma sucção estranha, como se fossem lábios lá dentro do buraco, uma espécie de duas conas numa só, mas no geral, foi uma desilusão. 

Uma chatice, e um trabalhão. Já  não sou novo e ali estava eu em pé, bem entesado, com o sistema de pilas sintéticas que me deram há algum tempo, experimento uma e depois experimento a outra, a foder-lhe uma vagina que tinha na cabeça. É que nem sabia onde devia agarrar.

Para experiência inter-espécie fiquei-me por aqui. 

Já não queria mais surpresas, e fico-me agora pelas conas e rabos robots, é que são mesmo máquinas de foda, e agora dou-me mesmo melhor com o silicone, vou dando umas instruções, agora mais devagar, agora mais depressa, mas enfim até me chatear, estar ali bumba bumba, no Planeta Pissa Maior só para espetar.