2016 - Biografias Eróticas

20 conselhos básicos para ajudar a melhorar a relação sexual

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20 conselhos básicos para ajudar a melhorar a relação sexual
A relação sexual é um aspeto muito importante nos relacionamentos. Ela serve de termómetro para detetar como está a relação no lado afetivo e como isso está influenciando a intimidade do casal.

Quando o sexo cai na rotina e há uma diminuição no apetite sexual, é imprescindível investir em estratégias para esquentar os momentos a dois.

Para ajudar, seleccionamos 20 conselhos de como melhorar a relação sexual.

Aí vai:

1 – Tenha auto-confiança. A mulher segura é sexy. Mesmo quando está fora de forma ou com uns quilinhos a mais, para o homem, o que conta mesmo é a sensação que você faz ele sentir. Se ambos estão envolvidos na sensualidade, sem dúvida o sexo será ótimo.

2 – Capriche no que vai usar. Escolher a lingerie certa pode salvar uma noite entediante. Você pode também ousar e colocar uma fantasia para vocês se divertirem ainda mais juntos.

3 – Não tenha um dia específico ou hora marcada para a relação sexual. Isso aumenta as chances de frustração, pois ninguém tem hora para sentir desejo. Deixe acontecer, sem pressão.

4 – Tenha paciência e saiba esperar, não vá com tanta sede ao pote. Tentem manter o mesmo ritmo. Se você está mais a fim que seu parceiro, invista nas carícias para que os dois entrem no clima juntos.

5 – Tomar banho com o seu companheiro pode ser uma ótima forma de esquentar o clima e aumentar a intimidade entre os dois. Além disso, o banho é relaxante e ajuda a preparar os dois para o sexo.

6 – Após o banho, perfume algumas áreas específicas com perfumes ou óleos aromatizantes afrodisíacos. Isso pode fazer a diferença e deixá-los mais animados.

7 – A massagem também é uma alternativa muito interessante para apimentar o clima entre o casal. Ela pode começar ainda no banho, com espuma ou sabonete e continuar na cama com óleos para massagem.

8 – Outra dica é usar velas para massagem. Estas velas deixam o ambiente com um aroma gostoso e ao derreter elas se transformam em óleo para massagem. As velas também dão um ar mais sensual ao ambiente.

9 – Quando estiver fazendo ou recebendo massagem, faça o melhor proveito que puder deste momento. Não vá de cara aos pontos, explore cada centímetro do corpo do seu parceiro e se deixe ser explorada. Esse suspense deixa o casal ainda mais animado.

10 – O beijo também é um grande aliado nessa hora. O beijo com paixão é uma das melhores formas de despertar o desejo. Por isso, invista nos beijos calorosos e nunca deixe de beijar seu companheiro, pois o beijo é um dos principais ingredientes de uma boa relação. Se o beijo não é bom, provavelmente a relação também não é.

11 – Abuse da criatividade e faça sexo em lugares diferentes. Pode ser em um ambiente diferente da casa ou ainda em outro lugar que não seja sua casa ou o motel. Só tome cuidado para não ter uma relação sexual em público, pois isso é proibido.

12 – Deixe seu parceiro mais à vontade mostrando que você também tem interesse por assuntos relacionados ao sexo. Sugira posições diferentes ou diga que quer ver um filme picante com ele.

13 – Algumas brincadeiras sensuais ajudam a desenvolver a sexualidade do casal e a deixá-los mais à vontade. Uma opção legal é brincar com o dado strip-tease ou com outros brinquedinhos e jogos sensuais que podem ser encontrados em sex shops.

14 – Para deixar seu companheiro ainda mais excitado, não apague todas as luzes. Deixe o ambiente um pouco iluminado para que ele possa ver suas curvas e assim o clima esquentará ainda mais.

15 – Tenha sempre alguns itens necessários por perto. Isso inclui lubrificantes, camisinhas tradicionais ou diferentes, vibradores e outros produtos que achar interessante. Vá até um sex shop e se divirta comprando apetrechos para apimentar sua vida íntima.

16 – É importante lembrar que se a penetração ocorre antes dos dois estarem bem excitados, é possível que isso cause algum desconforto ou que a relação não seja tão boa quanto poderia ser. Perceba os sinais do seu parceiro e também saiba dar sinais de que está pronta para o ataque.

17 – Varie as posições sexuais para descobrir pontos diferentes de prazer. Se você não gosta muito do sexo, pode ser que a culpa seja da posição que vocês fazem sexo. Mudar as posições pode fazer vocês se entenderem melhor na cama. Que tal experimentar algo novo?

18 – Outro ponto a ser considerado é que orgasmo não é o fator mais importante na relação sexual e muito menos o único motivo pelo qual as pessoas fazem sexo. Saiba valorizar o momento, o prazer pode vir de diversas maneiras, mas não virá se vocês ficarem pensando apenas no orgasmo.

19 – Use aquele momento após a relação sexual para ficarem abraçados em silêncio. Não precisam conversar neste momento, o silêncio fala por si nessas horas. Ficando juntos vocês já estão demonstrando amor, cumplicidade e respeito um pelo outro.

20 – Leve em consideração que o mais importante na relação sexual não é o tempo de penetração ou quantas vezes conseguiram chegar ao orgasmo, mas sim passar um tempo juntos, com intimidade. Aproveitem cada parte da relação sexual, sem pular etapas, pois uma não é mais importante que a outra.

Não se esqueça que os sentidos são os sensores do desejo e tudo o que faça para o aumentar nunca é demais. 

Manuel Teixeira Gomes - Biografia

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Manuel Teixeira Gomes - Biografia



Oito anos de trabalho de investigação, histórias e facetas pouco conhecidas, 632 páginas, 1700 notas de rodapé, bibliografia «extensíssima», árvore genealógica, cronologia. Esta é uma breve descrição do livro «Biografia – Manuel Teixeira Gomes», da autoria do também portimonense José Alberto Quaresma.
O que é esta biografia de Manuel Teixeira Gomes, um homem do mundo, que, em 1925, pressentindo já a ditadura que se aproximava e cansado da política portuguesa, renunciou ao mais alto cargo da República e se exilou, de forma voluntária, numa cidadezinha da costa da Argélia?
O livro, explica o seu autor José Alberto Quaresma, «é quase um diálogo entre mim e o Teixeira Gomes», sendo de algum modo «inovador em termos de biografia», uma vez que é «escrito no tempo presente».
Dividido em sete partes, o livro «começa no início do século XIX, com a prisão do avô de Teixeira Gomes, que era liberalista e acabou por morrer na cadeia como preso político, descreve um enorme arco temporal, que vai até 1950, com o regresso dos restos mortais a Portimão». Aliás, a cidade natal do estadista e escritor «vai acompanhando toda a biografia, quase como se fosse uma personagem secundária» da história que aqui se conta.

Fragmentos sobre amor e erotismo do diário de Anais Nin

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Fragmentos sobre amor e erotismo do diário de Anais Nin

O texto recuperado de uma publicação de 1978 conduz-nos pelo percurso de vida da escritora Anais Nin e pelas suas ideias a respeito de arte, amor e erotismo, amigos, feminismo. 

Uma das maiores escritoras e uma das figuras humanas mais interessantes do século XX — Anais Nin — continua praticamente desconhecida do grande público.  

Mas à pergunta “quem é Anais Nin?", podem ser dadas respostas variadas: é a pessoa que publicou pela primeira vez o "Trópico de Câncer" de Henry Miller, é a assistente de Otto Rank, discípulo de Freud, é alguém que em certa fase de sua vida decide morar num barco no Sena, para transformar um sonho em realidade, é a precursora de novas ideias sobre a mulher, é a amiga e incentivadora dos artistas antes da celebridade, é ela mesma uma artista refinada e profunda? Ela se auto define basicamente como uma anarquista espiritual.

Amor e erotismo



"As ideias são um elemento separador. Os universos mentais são isolantes. O amor é a comunhão com outrem. Ele nos faz abraçar todas as raças, o mundo inteiro; todas as formas de criação”.

"Muitos precisam de mitos para amar, mas quando eles se volatilizam, o seu amor acaba. Eu afirmo que quando o mito fracassao amor humano começa. Então nós amamos um ser humano e não um sonho nossoUm ser humano com todos os seus defeitos”.

“O amor pode não só descobrir uma personalidade em potência, que dorme enterrada e disfarçada, mas também fazê-la sair até à luz. Ao ser amado mostramos um lado desconhecido dos outros. É o amante que opera a transformação e é a ele que damos nosso Eu mais amplo, nossos dons mais completos. Os observadores de fora não vêem jamais o ser humano acrescido do que surge sob o fogo de um amor intenso (...). Assim, toda a realidade me parece sempre mais subjectiva, co-dependente do olhar do amante, o olho da câmara, o olho do pintor”.

“A maioria dos cínicos acentua a “comédia” do amor, esquecendo que os instantes de ilusão e de paixão são os maiores momentos da vida, aqueles dos quais a gente se lembra sempre. Fixar-se tão longamente sobre a desintegração da paixão, quando colocada à prova pela realidade humana, é o mesmo que afirmar que a morte acaba por triunfar sobre nosso corpo, o que não significa que, por causa disso, devamos nos recusar a viver ou a amar. O que eles esquecem é que a paixão não é apenas uma fusão sensual intensa, mas um modo de vida, que produz, como entre os místicos, uma consciência mais viva da vida inteira”. 

“Eros e a sensualidade são o motor que coloca a máquina em movimento; eles são a fonte, a origem, a chave, a Mãe, no sentido que Goethe dá a esse termo. A unidade na multiplicidade, nenhuma dualidade tortuosa e artificial, nenhuma divisão cristã entre corpo e espírito, nenhum divórcio estéril entre emoção e razão, mas razão e emoção unidas inseparavelmente e soldadas juntas como efeito e causa. Instintos, motivações vistos como aquilo que são: as engrenagens que comandam nossa maneira de pensar, mesmo a mais racional; a formidável parte oculta do minúsculo “iceberg” visível sobre a água”.

“O corpo é um instrumento que só produz sua música quando nos servimos dele como um corpo. Sempre uma orquestra. E da mesma forma que a música atravessa as paredes, a sensualidade atravessa o corpo e chega ao êxtase”.

“O sexo perde todo seu poder e toda a sua magia quando se torna explícito, mecânico, exagerado, quando se torna uma obsessão. É um erro não misturá-lo com a emoção, a fome, o desejo, com caprichos, lágrimas, risos, palavras, promessas, histórias, sonhos, fantasias mais profundas que mudam sua cor, perfume ritmo e intensidade. Eis o que lhe dá suas texturas surpreendentes, suas transformações subtis, seus elementos afrodisíacos. Sem isso, restringimos nosso mundo de sensações e o esvaziamos de seu sangue. Só o ritmo uníssono do sexo e do coração pode criar o êxtase”.

“Se as experiências pudessem passar pelo crivo da arte ela imporia a necessidade da beleza. Ela nos indicaria que o único vício é a torpeza e nos livraria automaticamente dessas caricaturas da sexualidade que querem fazer passar por erotismo. Ela devolveria à sensualidade sua nobreza, que está ligada à qualidade e ao refinamento de sua expressão, refinamento que deve ser o da plenitude”.


Retirado de https://www.labrys.net.br/labrys29/arte/maria%20cunha.htm

Excerto Erótico da "História do Olho" - Georges Bataille

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Excerto Erótico da "História do Olho" - Georges Bataille
“A linguagem erótica de Sade não tem outra conotação que a de seu século, ela é uma escritura; a de Bataille é conotada pelo próprio ser de Bataille, ela é um estilo; entre as duas, algo de novo nasceu, que transforma toda experiência em linguagem extraviada e que é a literatura.”

Roland Barthes
O olho de gato

"Fui criado sozinho e, até onde me lembro, vivia angustiado pelas coisas do sexo. Tinha quase dezasseis anos quando encontrei uma garota da minha idade, Simone, na praia x. 
As nossas famílias descobriram um parentesco longínquo e nossas relações logo se precipitaram. 
Três dias depois do nosso primeiro encontro, Simone e eu estávamos a sós em sua casa de campo. Ela vestia um avental preto e usava uma gola engomada. Comecei a dar-me conta de que ela partilhava a minha angústia, bem mais forte naquele dia em que ela parecia estar nua sob o avental.
As suas meias de seda preta subiam acima do joelho. Eu ainda não tinha conseguido vê-la até ao cu (esse nome, que eu sempre empregava com Simone, era para mim o mais belo entre os nomes do sexo). Imaginava apenas que, levantando o avental, contemplaria o seu rabo pelado.
Havia no corredor um prato de leite para o gato.

― Os pratos foram feitos para a gente sentar – disse Simone. ― Quer apostar que eu me sento no prato?
― Duvido que você se atreva – respondi, ofegante.

Fazia calor. Simone colocou o prato num banquinho, instalou-se à minha frente e, sem desviar dos meus olhos, sentou-se e mergulhou o rabo no leite. 
Por um momento fiquei imóvel, tremendo, o sangue subindo à cabeça, enquanto ela olhava o meu pau a erguer-se nas calças. Deitei-me a seus pés. Ela não se mexia; pela primeira vez, vi a sua ‘carne rosa e negra’ banhada em leite branco. 
Permanecemos imóveis por muito tempo, ambos ruborizados.

De repente, ela levantou-se: o leite escorreu pelas suas coxas até âs meias. Enxugou-se com um lenço, por cima da minha cabeça, com um pé no banquinho. 
Eu esfregava o pau, remexendo-me no assoalho. Gozamos no mesmo instante, sem nos tocarmos. 
Porém, quando a sua mãe retornou, sentando-me numa poltrona baixa, aproveitei um momento em que a menina se aninhou nos braços maternos: sem ser visto, levantei o avental e enfiei a mão por entre suas coxas quentes.

Voltei para casa a correr, louco para bater uma punheta de novo. No dia seguinte, amanheci de olheiras. 
A Simone olhou-me de frente, escondeu a cabeça contra o meu ombro e disse: ‘Não quero mais que tu batas punheta sem mim.’"

Sobre o Erotismo - Reflexão de Ana Alexandra Carvalheira

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Sobre o Erotismo - Reflexão de Ana Alexandra Carvalheira

"Vivemos tempos de grandes transformações sociais na forma de viver as relações amorosas e sexuais. São tempos frenéticos, cheios de canais de comunicação que se abrem por todos os lados. 

A Internet é uma ferramenta social ao serviço do amor e do sexo e o imediatismo tornou-se um valor fundamental. O amor é hoje um bem de primeira necessidade e a realização sexual é desejada e obrigatória mas, ao mesmo tempo, os laços amorosos tornaram-se frágeis. Zygmunt Bauman fala do “amor líquido” e aponta o dedo ao medo de estabelecer relações de longa duração e à tendência para as relações fugazes, superficiais e com pouco compromisso. 

O Dr. Francisco Allen Gomes constata uma certa “desregulação da sexualidade à semelhança do que aconteceu com a economia e com a estrutura social”. Diz que as interdições e os tabus se desmoronaram e a diversidade sexual é a regra. Estas análises levantam muitas questões. Tenho pensado sobre o impacto de tudo isto no erotismo. Quais são as ameaças ao erotismo nestes tempos modernos?

Horóscopo Erótico das mulheres de cada signo

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Horóscopo Erótico das mulheres de cada signo


ÁRIES
Horóscopo Erótico - Áries
O signo de Áries é intenso e muito fogoso, adora seduzir e dificilmente tem medo na hora de arriscar. Sabe e gosta de provocar. A mulher de Áries não aceita nunca ser submissa. FAZ PAR COM: GÉMEOS, ESCORPIÃO, SAGITÁRIO E… ÁRIES


TOURO
Horóscopo Erótico - Touro
Sexo é amor para Touro. Românticos como mais nenhum, são afetuosos e gostam de segurança na hora de se envolver. A mulher é muito sensual e gosta que façam de tudo para agradar ela. FAZ PAR COM: Balança, VIRGEM, SAGITÁRIO E… TOURO


GÉMEOS
Horóscopo Erótico - Gêmeos
Na hora de se envolver, busca sempre novas emoções e é bastante criativa. Adora uma palavra carinhosa em todo o momento. Mas a verdade é que precisa de ser estimulada para não perder o interesse. FAZ PAR COM: balança, CAPRICÓRNIO, AQUÁRIO E… GÉMEOS

Caranguejo
Horóscopo Erótico - Câncer
Cumplicidade é que a gata de Carenguejo exige. Precisa de carinho e quanto mais afetuoso for o parceiro, mais se vai entregar. Quando sabe a verdade dos sentimentos do outro, se entrega e se torna mais desinibida. FAZ PAR COM: balança, AQUÁRIO, PEIXES E… Caranguejo 


LEÃO
Horóscopo Erótico - Leão
Vibrantes, se entregam a 100% ao prazer. Adoram chamar a atenção e por isso sussurram, gritam e geme. A mulher gosta de elogios e de ser considerada excitante. FAZ PAR COM: ÁRIES, TOURO, AQUÁRIO E… LEÃO


VIRGEM
Horóscopo Erótico - Virgem
É muito controlada, mas tem imensa vontade de se aventurar. Quando encontra a pessoa certa, se liberta. Gosta de dar o melhor de si a seu parceiro e faz com que o sexo seja muito dedicado. FAZ PAR COM: ÁRIES, TOURO, CAPRICÓRNIO E… VIRGEM


balançaHoróscopo Erótico - Libra
Quando é amada em pleno, tem total satisfação sexual. Para esta mulher, o sexo é todo o momento e não apenas o ato por si só. FAZ PAR COM: TOURO, GÉMEOS, AQUÁRIO E… balança

ESCORPIÃO
Horóscopo Erótico - Escorpião
É o erotismo em pessoa e torna todos os momentos muito intensos. Se todos estiverem na mesma onda, tudo é permitido. É provocante, intensa e sabe bem o que faz levar o outro à loucura. FAZ PAR COM: ÁRIES, Caranguejo, PEIXES E… ESCORPIÃO


SAGITÁRIO
Horóscopo Erótico - Sagitário
Odeia rotinas e por isso o sexo nunca é convencional. Adora momentos e experiências diferentes. Sabe ser descontraída e retirar o máximo partido do sexo. FAZ PAR COM: Caranguejo, LEÃO, ESCORPIÃO E… SAGITÁRIO


CAPRICÓRNIO
Horóscopo Erótico - Capricórnio
Sexo é amor e quando existe este sentimento, não há limites. Por vezes demora a se soltar, mas quando o faz é tremenda. FAZ PAR COM: TOURO, LEÃO, VIRGEM E…. CAPRICÓRNIO


AQUÁRIO
Horóscopo Erótico - Aquário
Esta mulher adora tudo o que é diferente e dá tudo para experimentar coisas novas. Aliás, a relação só dá certo se estiver sempre experimentando coisas novas. FAZ PAR COM: GÉMEOS, VIRGEM, ESCORPIÃO E… AQUÁRIO

PEIXES
Horóscopo Erótico - Peixes
Para a romântica de Peixes, o sexo não existe se não houver amor. Se entrega quando ama e consegue ser bem fantasiosa. FAZ PAR COM: Caranguejo, balança, SAGITÁRIO E… PEIXES

Livros - Biografias e Histórias Reais : "erótico"

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 Livros - Biografias e Histórias Reais : "erótico"
O que era mais uma transgressão literária hoje parece ter-se feito género. Acho que Henry Miller, Georges Bataille, D. H. Lawrence, e outros, pensariam que a sua literatura colaria com essa classificação. 

Mas existe a perversão da confusão entre romance erótico, romance que possui cenas eróticas, e romance, que não é uma coisa nem outra, são mais trapalhadas romanceadas com cenas de sexo explicito em palavras intermediados por suspiros de amor eterno.

Para isso, apesar de serem milhares, pensei fazer uma lista de livros considerados eróticos com uma critica pessoal, que acrescentarei ao longo do tempo:


1. Quinze Tons de Constrangimento - Ana Paula Barbi
       

Quinze anos de atividade sexual, quinze anos do mais puro constrangimento. 

Ainda não me humilhei publicamente o bastante, então resolvi compilar minhas quinze piores vergonhas para ver se descolo uma grana para pagar a terapia. Ḿais ou menos como se cinquenta tons de cinza fosse um episódio de Os Trapalhões.






2. Eu, Dommenique - Dommenique Luxor


Os homens que procuram Dommenique envolvem-se com ela em um sofisticado jogo de dominação e submissão. É um jogo com limites previamente combinados, mas não há jogadas ensaiadas. Dentro desses limites, tudo pode acontecer. ...









Os nove livros eróticos ou sobre sexo mais picantes lançados nesta Bienal

  Dicas para a hora “H”, biografias picantes, sexo-cabeça e muitas, mas muitas opções para quem curte as narrativas “melo-eróticas” ao estilo Cinquenta Tons de Cinza. A 24ª edição da Bienal Internacional do Livro vai até este domingo (4) no Pavilhão do Anhembi e oferece um monte de títulos eróticos que acabaram de ser lançados. A [

"Literatura Erótica"

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    O novo fenómeno erótico, após As Cinquenta Sombras de Grey.  Uma nova história de êxito na auto-publicação.  ...
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    Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre é uma intensa história de amor, povoada de fantasias sexuais, tensão e erotismo, onde os protagonistas tratam por tu a paixão.   Após provocar...
  • S.E.C.R.E.T. Partilhado

    A aguardada sequela de uma das trilogias mais excitantes da literatura erótica actual: S.E.C.R.E.T.   Sem juízos. Sem limites. Sem vergonha Este é o lema de S.E.C.R.E.T, onde as fantasias não têm regras, mas...

Excerto Erótico do livro "O Cortiço" - (1890), de Aluízio Azevedo

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Excerto Erótico do livro "O Cortiço" - (1890), de Aluízio Azevedo
Sensualidade, perversão, remorso, reincidência.

Ingredientes perfeitos para uma das cenas mais eróticas da literatura universal.

1. Vou reproduzir aqui o trecho, antes contextualizando-o na narrativa.

O Miranda era um comerciante português que casara com a “levada da breca” Estela, cujo dote garantia-lhe a prosperidade nos negócios. 

Tendo apanhado em flagrante a mulher em adultério com um dos seus caixeiros (o que se repetiria ao longo dos anos com outros empregados), Miranda, acovardado diante da possibilidade de escândalo e perda de status social, decide simplesmente pela separação de corpos, dormindo desde então em quartos separados, mas mantendo as aparências do casamento. 

Viviam na mesma casa sem trocarem palavra ou olhar, odiando-se mutuamente.

O amor por automóveis tem caminhos misteriosos

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O amor por automóveis tem caminhos misteriosos
Acordei hoje à procura de outras formas de erotismo, quase sempre incompreendidas, que é o amor por carros, histórias esquecidas que vale a pena registar.

1. Homem preso quando tentava fazer sexo com ... carro (link abaixo)

Um homem foi preso pela polícia quando tentava abusar de um automóvel. Ao que parece, estava nu e agarrado ao tubo de escape. 

Para os transeuntes da cidade de Newton, no Kansas, ver um homem nu debaixo de um carro já era suficientemente suspeito. Depois, o facto de o indivíduo estar a acariciar o escape, sugerindo ter segundas intenções, alertou mesmo os espíritos mais tolerantes, que resolveram partilhar as suas suspeitas com a polícia, que acorreu ao local na esperança que tudo não passasse de uma paródia.

“O indivíduo foi apanhado a tentar enfiar o pénis no tubo de escape do carro”, lê-se no relatório das autoridades. Mas a polícia não resistiu a proporcionar mais detalhes, confessando que “mesmo depois de o termos mandado parar, ele continuou naquilo”. 

A literatura erótica

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A literatura erótica
De que falamos quando falamos de erotismo? 

A palavra gera muitas confusões e a primeira está na tentativa de fazer do erotismo um sinónimo de sexualidade. 

No entanto, de há algum tempo para cá, essa confusão parece ter atingido os media, as redes sociais, a literatura, a opinião pública em geral. 

De tal forma que um livro como As 50 Sombras de Grey vende milhões sob o epíteto de “erótico” como se não fosse apenas uma versão alargada dos muito estimáveis romances cor-de-rosa da Harlequim Books (em Portugal comercializados pela editora Abril sob os nomes de Bianca, Júlia, Sabrina), os Corin Tellado lidos nos anos 60 e 70. 

Pior, é como se atrás dele não existissem milénios de literatura Erótica (assim mesmo, com “E” maiúsculo), do bíblico Cântico dos Cânticos aos poemas de Sapho, da Arte de Amar de Ovídio aos livros de Sade, de Sacher-Masoch a Henry Miller onde o erotismo se manifestava na sexualidade mas não só. 


Manifestava-se na linguagem, nos elementos, na moral, nas verdadeiras transgressões que se faziam aos códigos sociais e religiosos de cada tempo.

Regra número 1: “não há erotismo sem transgressão”, como explica George Bataille nesse ensaio fundamental chamado, justamente, O Erotismo (ed. Antígona).


Brigitte Bardot no filme Desprezo (1963) de Jean-Luc Godard, baseado na novela erótica de Alberto Morávia

Regra número 2: o erotismo, porque ligado à transgressão, está ligado à morte e ao sagrado. Eros não era o deus da sexualidade era o deus das ligações e o seu oposto Tanatos, deus da morte e da desligação. Ora sem Eros e Tanatos não há erotismo.


Maria Schneider e Marlon Brando no filme Ultimo Tango em Paris de Bernardo Bertolucci, uma balada de sexo e morte

Regra 3: o erotismo não se resume aos uso dos órgão sexuais. Erotismo é uma forma de ligação impulsionada por um desejo. O que impulsiona o erotismo é a busca de algo que não se tem, o Outro. Logo, o principal veículo do erotismo é a linguagem, verbal e não verbal. Quem tem uma linguagem pobre vai ter sempre um erotismo pobre. 

Esta relação fundamental entre a palavra e o erotismo está magistralmente tratada por Pascal Quignard no livro Vida Secreta (ed. Notícias) a precisar urgentemente de ser reeditado por cá.

Quem vai mesmo mais longe, quando um novo conservadorismo triunfa em toda a linha, é Manuel S. Fonseca da editora Guerra&Paz que, depois de ter publicado, num só volume, o bíblico Cântico dos Cânticos e o livro licencioso Manual de Civilidade para Meninas de Pierre-Félix Louÿs, volta agora ao escritor francês libertino, do final do século XIX, início do século XX, para iniciar uma coleção de livros eróticos.

Três filhas de sua Mãe, de 1910, foi traduzido pelo poeta João Moita, e narra as aventuras de um jovem estudante com as quatro mulheres que lhe aparecem como vizinhas, precisamente uma mãe e as três filhas, cada uma com a sua idade, a sua experiência ou inexperiência, os seus desejos. 

Os livros de Louÿs foram considerados muito subversivos e uma dessas “subversões” era a importância que ele dava à sexualidade feminina, como celebrava o desejo sexual das mulheres (e o seu direito a ele), mas também as perversões, a capacidade transgressora, impúdica e libertina das mulheres. 

A Mulher e o Fantoche
 é a sua obra mais aclamada e teve adaptações ao cinema de Josef von Sternberg (com Marlene Dietrich), de Luis Buñuel e de Julien Duvivier. Foi publicada há uns anos pelo Círculo de Leitores.

Três Filhas de Sua Mãe, ou as mulheres ao poder, neste livro de Pierre Louÿs, que abre a coleção Eróticos Guerra&Paz

Eróticos Guerra & Paz terá continuidade apenas em 2018 e o responsável editorial, em entrevista ao Observador, prefere não anunciar ainda os títulos seguintes mas afirma que o seu objetivo “é lançar um conjunto de livros clássicos e contemporâneos, de prosa, poesia e ensaio onde o tema seja o erotismo mas não sejam necessariamente aquilo que o tempo e a história da literatura definem como erótico. 

Não sou um editor convencional e não quero publicar coisas convencionais”. E cita o poema de Herberto Helder, Amor em Visita, como “uma das coisas mais eróticamente grandiosas da literatura portuguesa das últimas décadas”:

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.(…)

Questionamos Manuel S. Fonseca, que além de editor da Guerra & Paz é cronista de cinema no jornal Expresso, sobre se, no tempo das novas tecnologias, quando há uma liberdade sexual impensável há apenas 40 anos, quando basta um click para aceder a conteúdos eróticos e pornográficos na internet, onde a publicidade banalizou os corpos e a sensualidade, se ainda é possível o erotismo?

Acredito que vai continuar a haver pessoas a escreverem e a filmarem o erotismo, ainda que de outra forma. Talvez precisemos de afastar essa ideia de que erotismo tem que ter sexo. Ora o erotismo é também a expressão de um tempo se este tempo é diferente talvez tenhamos que procurar literatura contemporânea erótica que não obedeça ao erotismo como nós nos habituamos a pensá-lo. Penso que agora que as imagens parecem esgotadas talvez os grandes livros eróticos do futuro sejam aqueles onde o principal veiculo de transgressão será a linguagem e não as relações sexuais”.

Grande literatura erótica, para quem só se contenta com muito:

“Cântico dos Cânticos”
“Filosofia de Alcova”, Marquês de Sade
“Novelas Eróticas”, Manuel Teixeira Gomes
“Henry & June”, Anaïs Nin
“A Vida Sexual de Catherine M.”, Catherine Millet
“O Erotismo”, Georges Bataille
“Teoria King Kong”, Virginie Despentes
“Amor em Visita”, Herberto Helder
“Antologia de Poesia Erótica de Satírica”, org. Natália Correia

Seja porque as regras morais das sociedades contemporâneas eliminaram muitos interditos em relação à sexualidade e às ligações entre os corpos e o mundo em redor, seja porque as tecnologias criaram formas de proximidade que já não precisam de presença física, seja porque o novo milénio trouxe um novo puritanismo como reação ao excesso de imagens hiper-sexualizadas que circulam no espaço público e os milennial parecem ter substituído o desejo de encontros sexuais por um novo romantismo, a verdade é que a literatura erótica e o cinema erótico que foram pujantes nos anos 60 e 70 e foram declinando nos anos 80 para quase desaparecerem no novo milénio ou surgirem numa versão comercial kitsch que envergonharia a grande dama do romance cor-de-rosa, Barbara Cartland.

Os homens, que foram os principais produtores de literatura erótica, parecem ter-se recolhido num sofrimento melancólico devido à ascensão social feminina (veja-se o livro de contos de Frederico Pedreira, Um Bárbaro em Casa, ed. Língua Morta que, apesar das inúmeras fragilidades, nos dá um curioso retrato deste mal estar que os homens das novas gerações desenvolveram em relação ao corpo e à sexualidade feminina que sentem como inalcançável). 

Por outro lado, as mulheres parecem ter trocado a sua emancipação social, sexual, financeira, por um definitivo desejo cristão de amor, casamento e uma casa com piscina. 

Ou será que, como questiona o filósofo italiano Emmanuele Coccia, a nossa busca do prazer está hoje quase totalmente dirigida aos objectos de consumo? Será que o erotismo do século XXI só se pode encontrar na nova relação erótica com a comida (e veja-se a abundante literatura que se produz sobre o tema e a ascensão mediática dos Chefs tornados alvo do mais puro fascínio erótico), com marcas de ténis ou gadgets tecnológicos.

Nove Semanas e Meia um dos filmes eróticos que marcaram o imaginário dos anos 80, como Kim Bassinger e Mickey Rourke a darem um uso muito criativo ao frigorífico

Em Portugal, que já produziu muitos e bons escritores e poetas eróticos, vemos que este tema está hoje reduzido (ainda) aos poetas da Geração 61, como Maria Teresa Horta ou Casimiro de Brito, que pouco dizem a quem cresceu nos anos 80 e viu filmes como Nove Semanas e Meia de Adrian Lyne, Lua de Mel, Lua de Fel, de Polansky, Henry & June de Philip Kaufman, quem leu Al Berto, Luís Miguel Nava ou Herberto Helder, quem não idealizou a revolução sexual mas efectivamente a viveu. 

Onde estão os novos escritores e poetas eróticos em Portugal? A Douda Correria acaba de fazer sair Caim e Lilith, um diálogo erotizante entre duas figuras bíblicas, escrito pela poeta Sandra Andrade, que pode marcar o renascimento do erotismo na nova lírica portuguesa.

Eis que um leito acolheu, cúmplice, dois amantes;
diante das portas fechadas da alcova, ò Musa, sustém o passo!
Espontaneamente, sem a tua ajuda, palavras mil hão-de ser ditas
e não se quedará inerte no leito a mão esquerda;
hão-de os dedos inventar que fazer naqueles sitios
em que, às escondidas, mergulha as suas setas o Amor…”
[Ovídio, livro II, Arte de Amar]

É certo que na nossa tradição os poetas têm feito mais pelo erotismo do que os romancistas: da lírica trovadoresca a Camões — o que é o episódio da Ilha do Amor (e não dos Amores) senão um grande momento de erotismo?– de Bocage a Florbela Espanca, Natália Correia ou, mais recentemente a Fátima Maldonado, Helder Macedo no seu poema longo Romance ou Nuno Júdice na novela O Complexo de Sagitário.

O romance erótico tem sido pouco cultivado entre nós com algumas exceções, como o erotismo relutante de Eça de Queiroz, em especial no Primo Basílio, as Novelas Eróticas de Manuel Teixeira Gomes, ou O Amor é Fodido de Miguel Esteves Cardoso.

Depois há toda uma escola de romancistas cuja capacidade de trabalhar o erotismo redunda normalmente em desgraça ou apenas em mau gosto como os casos famosos de José Rodrigues dos Santos, Miguel Sousa Tavares ou Hans Nurlufts (pseudónimo literário de João Soares).

Os Sonhadores, 2003, o tabu do incesto em versão light por Bernardo Bertolucci

Como nota Pascal Quignard em
 Vida Secreta, a boca e os olhos são os mais importantes órgãos do erotismo. Os olhos por onde entram as imagens que vão alimentar o nosso imaginário e a boca, que recebe o alimento e a linguagem (curiosamente o latim mostra como estas ligações arcaicas mama (seio e mãe) e ama (a que cuida/amor). 

Ambas as palavras com vários “a” e “o” redondos como a boca do bebé que recebe a comida e como os primeiros sons que a sua garganta emite antes de dominar a verbalização das palavras.

Não obstante a escassa produção de romances eróticos em Portugal, há por todo o mundo obras primas que construiram o imaginário sobre o erotismo. Desde o oriental Kamasutra, a outros menos explícitos mas não menos transgressores, como A Arte de Amar, de Ovídio, pai de toda a literatura erótica Ocidental, a obras como Lolita de Nabokov, A Morte em Veneza de Thomas Mann, Pantaleão e as Visitadoras de Mário Vargas Llosa, A Casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo Ribeiro, Axilas & outras histórias Indecorosas de Rubem Fonseca, As Sobrinhas da Viúva do Coronel , de Guy de Maupassant, A História de O de Pauline Réage, pseudónimo de Anne Desclos… 

Não há, portanto, desculpa para nos termos tornado analfabetos eróticos. E deixamos sugestões, do romance à biografia, do ensaio à poesia.


"CÂNTICO DOS CÂNTICOS"




Cântico dos Cânticos é um momento de apoteose poética, onde o sagrado e o profano convivem na mesma exaltação do encontro erótico entre os corpos. Obra que se tornou símbolo maior do erotismo sexual, religioso e amoroso, onde se evoca a nostalgia do momento em que os corpos não estavam para sempre divididos e entregues a uma solidão ontológica inultrapassável. Onde se evoca o segredo, a busca, a ausência e onde o erotismo é, antes de tudo, a tentativa de encontrar o absoluto no cerne de cada ser.

"FILOSOFIA DE ALCOVA"

A Filosofia de Alcova, do Marquês de Sade, uma edição da Antígona

Filosofia de Alcova, publicado em 1795, não é “p’ra meninos”. Que é como quem diz, não é para quem torce o nariz às pulsões mais violentas, agónicas e mortais que fazem parte do humano. Não é certamente para quem considera, como Rosseau, que o Homem nasce bom e é corrompido pela sociedade. A Filosofia de Alcova, mais do que um livro erótico sobre a educação perversa que recebe a jovem e pura Eugénia, é um livro político que influenciou profundamente autores como Freud, Maurice Blanchot, Pierre Klossowsky. Sobre ele escreveu o poeta Paul Éluard: “Sade quis devolver ao homem civilizado a força dos seus instintos primitivos, quis desembaraçar a imaginação amorosa dos seus próprios objetos. Julgou que daí, e só daí, nasceria a verdadeira igualdade(…)”


"NOVELAS ERÓTICAS"


As Novelas Eróticas que o ex- presidente da República Manuel Teixeira Gomes escreveu depois de se exilar na Argélia. Edição Relógio d’ Água
Uma das coisas mais eróticas destas novelas de Teixeira Gomes é a Língua Portuguesa. A mestria com que ele usa as palavras, o ritmo, faz confluir o mundo interior e exterior, como funde o explícito e o implícito, o manifesto e o latente. Nestas histórias curtas, publicadas pela primeira vez em 1935, encontramos a celebração da beleza e juventude dos corpos masculinos e femininos mas também dos elementos, do cosmos e do caos. O erotismo, e Teixeira Gomes compreendeu-o tão bem como Bataille está intimamente ligado à morte, às festas pagãs, à violência.


"HENRY-JUNE"
“Henry & June” retrata a relação da escritora francesa Anaïs Nin com o escritor Henry Miller e a sua mulher June
Este livro é apenas uma parte dos diários eróticos da escritora francesa Anaïs Nin e retrata o envolvimento amoroso da escritora com Henry Miller, outro autor fundamental da literatura erótica, e com a mulher deste, June. Henry & June, que deu origem ao filme homónimo é maravilhosamente escrito, colocando o enfoque na busca feminina do prazer que se faz na ultrapassagem de interditos vários entre eles a homossexualidade.


“A Vida Sexual de Catherine M.”



Em 2001, o entusiasmo de Eduardo Prado Coelho convenceu-nos a ler a biografia sexual da famosa curadora e crítica de arte francesa no livro A Vida Sexual de Catherine M. A obra não é grande coisa, convenhamos, mas serviu para uma geração de jovens provincianos descobrirem como uma mulher pode viver de forma verdadeiramente libertina e sobretudo dos prazeres do sexo em grupo. Foi um bestseller em vários países.


“O Erotismo”, Georges Bataille

“O Erotismo”, de George Bataille, escritor, filosofo, antropólogo francês. (Edição ilustrada na Antígona)

Este ensaio de George Bataille, escritor e filósofo francês, devia ser obrigatório para qualquer pessoa que pense escrever — e não somente um livro, um conto ou um poema erótico, mas quem quer pensar a cultura, a arte, a política. O erotismo é uma viagem histórica, social, antropológica e filosófica às origens do erotismo nas primeiras comuniddaes humanas, na sua relação com o aparecimento no homem de uma consciência simbólica, uma consciência do sagrado, do trabalho, da guerra, etc. Tributário dos estudos de Marcel Mauss mostra como o erotismo está sempre ligado aos interditos e à sua transgressão.


“Teoria King Kong”, Virginie Despentes

“Teoria King Kong” é um ensaio polémico sobre a sexualidade (Editora: Orfeu Negro)
Embora seja um livro que em grande parte revisita as teorias de Bataille, este ensaio da polémica cineasta francesa Virginie Despentes, saiu recentemente em Portugal na Orfeu Negro, é já um marco nos estudos de género, e apesar da má fama da sua autora não é um livro siderado pela histeria feminista. Virginie aborda a sexualidade feminina e masculina e a construção de interditos e preconceitos que impossibilitam que homens e mulheres tenham uma vivência livre do seu erotismo. Um dos pontos de partida do livro está nas vivências tidas pela autora durante os anos em que trabalhou como prostituta.


“Amor em Visita”, Herberto Helder

“O Amor em Visita”, primeiro livro de Herberto Helder pode ser lido no seu “Ou o Poema Contínuo”
É provável que a tribo cada vez maior de “donos” de Herberto Helder fique chocada por esta poesia ser considerada erótica. Mas certamente só quem tem uma visão exígua do erotismo e da poesia do autor pode recusar-lhe esta dimensão. O corpo, o órgão sexual feminino, o sangue menstrual e a sua relação com os astros, as constelações, os ritmos da natureza formam uma grande tessitura erótica, no sentido de Eros, como deus tutelar das ligações cósmicas. Se no Amor em Visita esse fulgor erótico é claro e pujante, noutros poemas da sua obra encontramos de novo esta expressão profunda de vida e morte, da religiosidade através da sexualidade. É a própria linguagem que transgride os seus códigos e o corpo da língua portuguesa é levado aos limites.


“Antologia de Poesia Erótica de Satírica”, org. Natália Correia

Antologia organizada pela poeta Natália Correia e que a levou ao banco dos réus. (Uma edição Antígona/Frenesi)
Esta antologia que atravessa toda a história literária portuguesa é também um marco na resistência e luta contra o fascismo. Publicada pela primeira vez em 1966, levou Nátalia Correia e o seu editor Ribeiro de Mello, da Afrodite, a um processo em tribunal que resultaria na sua condenação. Começando no século XIII vai até ao século XX e engloba autores inesperados como Antéro de Quental ou Fernando Pessoa. Esta antologia tem ainda um cultíssimo prefácio de Natália Correia precisamente sobre o erotismo.

(Excerto de um artigo do observador neste link https://observador.pt/2017/08/27/a-literatura-erotica-ainda-e-possivel-no-seculo-xxi/ que poderão ler mais desenvolvido.