Agosto 2017 - Biografias Eróticas

Como dar o rabo - 3 passos

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Como dar o rabo - 3 passos
Não me ligo nessa coisa do estereotipo do homossexual. Não quero, não desejo, não amo, não gosto, nem penso ter uma relação com outro homem. Tenho só esta coisa de gostar da sensação erótica, livre e espontânea de ser enrabado. Sexo, erotismo, sentidos sem sentimentos. 

Mas dar o rabo a outro homem pressupõe que se retire prazer. Aí o prazer pode ser de vários tipos dependendo da pessoa que dá e que recebe o cu. Pode ser sensual erótico, sadomasoquista, ou outro, como de submissão ou dominio.

Poderá ser só abrir as pernas e pronto, como poderá ser algo mais, como uma experiência emocional e afectiva, que envolve os sentidos, e para quem o deseje, sentimentos mais descomplicados como o de amizade.

Elenco alguns pontos a ter em conta:

1. Desmistificar o ânus:

O ânus, talvez por não ser instrumento de órgão reprodutor como o pénis e a vagina, e ao mesmo tempo estar associado à libertação dos resíduos não desejados pelo corpo, tem associada a carga pejorativa de local sujo.

Só que por vezes parece esquecer-se que também o pénis e a vagina são instrumentos de libertação de resíduos não desejados pelo corpo. Está bem, uns são líquidos e outros sólidos, mas tal não significa que sejam igualmente sujos. 

O ânus, mais propriamente o recto, se vazio, possui elementos internos que o tornam limpo e fazem dele um meio sexual mais higiénico até que a vagina ou o pénis.

A maioria das doenças sexualmente transmissíveis têm origem na utilização de uma vagina não higienizada.

Donde a questão é sempre a mesma, saber escolher com quem se tem relações, aproveitando o potencial erógeno do ânus, sabendo distinguir uma pessoa de carácter e corpo limpos, daqueles que o não são.

E não se esqueça que dar o cu é natural, olhe bem para os animais, não todos é certo, mais os parecidos com o homem, gostam de dar, levar e comer o cu.


2. Preparação e ambiente

A preparação e o ambiente são muito importantes de quem gosta de dar o cu. Só que há sempre muitas circunstâncias que podem colocar em causa esses factores, tendo que adaptar-se às várias situações que ocorrem.

Um engate ocasional é diferente do contacto ou ligação com um amigo com quem se combina previamente um encontro e há tempo para se preparar tudo.

Ter uma relação em casa, é diferente de tê-la num hotel, num carro, ou até numa casa de banho. O ideal é tê-la em casa no recato da habitação, com alguém que se conhece, moderando o ambiente, uns cheirinhos que contam, umas luzes mais tranquilas,  uns espelhos que são muito importantes, lubrificante e óleos essenciais.

Mas compreendo que por vezes no carro à saída de um bar, ou até numa casa de banho de uma discoteca ou qualquer outro sitio, pode ser mais excitante. Aí na preparação contam os gestos, a colocação da voz, o saber entender e excitar o outro.

3. Execução de dar o cu

Esta deve ser a parte mais fácil. Mas cuidado o cu devido à sua dinâmica própria tem tendência para fechar. Mesmo para aqueles que sabem ir ao cu, tem que se dar sempre umas instruções e pedir paciência. Se estiver lubrificado a pénis pode escorregar melhor, mas isso não implica que não custe um bocadinho ao principio.

Quando me estão a penetrar, eu costumo bater na perna dele, como que a dizer "agora só a cabecinha, espera um pouco". Vou sentindo o cu a abrir devagarinho, mais fácil se estiver com muita tesão, e vou dando instruções para meter mais lá dentro. 

Quando o cu está bem lubrificado de cima a baixo, eu gosto de dizer "parte-me o cuzinho todo", para manter o homem focado no meu cu. Para o incentivar ainda mais, gosto de olhar para ele, a abrir uma nádega e a empinar o rabo, para o excitar.

Há mais, mas isto é o mais importante.

Dar o cu é bom e faz bem à saúde - 7 pontos

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 Dar o cu é bom e faz bem à saúde - 7 pontos
História

Há aproximadamente quatro mil anos, Deus olhou para a Terra e apanhou em flagrante os habitantes de uma cidade entre o Rio Jordão e o Mar Morto entregues aos prazeres da carne – mais especificamente, do ânus. 

É o que conta a Bíblia sobre Sodoma e como o seu povo teria desaparecido, por volta do ano 1.400 A.C, ao provocar a ira do Senhor com tamanha lascívia. Os sodomitas desapareceram, mas, hoje, em pleno século 21, o pecado deles permanece vivo entre nós.

Embora se fale mais no assunto de dar o cu, por exemplo, a comer a outro homem, o assunto continua tabu.

Não é para menos. A região anal não foi necessariamente “projetada” para o sexo e, em um país com forte influência religiosa como Portugal, usar uma parte do corpo pura e simplesmente para o prazer é chocante. 

Apesar de ir e levar no cu ser uma prática comum nas relações sexuais entre homens, além de não servir para a procriação, no geral a sociedade é ainda muito preconceituosa.

O preconceito com o cu, porém, é proporcional ao nosso fascínio pela região. 

Recentemente, uma performance artística causou enorme polémica porque os atores exploravam os ânus uns dos outros em cena. 

“Isso lá é arte?!”, esbravejaram os mais educados críticos da internet sobre o espetáculo “Macaquinhos”, que foi exibido até na Europa.

O cu, antes marginalizado, agora é uma estrela.


Hipocrisia

Se, na prática, o cu tem o seu lugar cativo, no discurso, não é bem assim. 

Há hipocrisia em relação a sexo. Na pornografia, por exemplo, há pesquisas que mostram que as pessoas, ao mesmo tempo em que usufruem de pornografia, reprovam o seu consumo.

No caso do sexo anal heterossexual, estudos recentes mostram que há mais abertura para a prática, embora não seja possível ter certeza se as pessoas estão fazendo mais ou apenas falando mais sobre o assunto. 

O problema é que, para a maioria das pessoas, o sexo anal ainda é para ‘dar de presente’, e não visto como uma potencial fonte de prazer, mas outros acreditam que dar o cu é um hábito de meninas “fáceis” e “vagabundas”.

Comer cu é poder

A noção pejorativa da prática de ir ao cu tem raízes históricas, em que a penetração anal está associada unicamente à dor e à submissão. Ao ouvir ‘sexo anal’, ninguém pensa em carícias e beijos, muito menos entre duas mulheres. 

O imaginário masculino também se alimenta dessa noção. Para um homem heterossexual, é relativamente fácil obter sexo vaginal com a parceira, já o anal é mais difícil (justamente por conta das amarras morais) e, portanto, mais “valoroso”.

“O cu é o novo hímen”

Para completar a mítica que envolve o ânus, existe ainda a influência de preconceitos de género nos discursos sobre o assunto. De acordo com o senso comum, se um homem pratica sexo anal com a sua parceira, ele é o herói. 

Já a mulher que decide explorar essa possibilidade é a vagabunda. “Na superfície social, o homem percebe isso de forma compulsória, do tipo ‘se ela quiser praticar, tudo bem’. 

O mesmo não acontece na perspectiva feminina: se uma mulher menciona o sexo anal, significa que há algo de mau está com ela.

Questão de saúde

Para completar, existe uma enorme carência de informações sobre todos os aspectos envolvidos na prática. 

Mas, e se acontece um “acidente sujo”? A possibilidade de sair um pouco de fezes durante o sexo anal é real e, talvez, seja um dos principais factores que impedem o relaxamento das mulheres. Actualmente, existem uma série de dispositivos vendidos em farmácias e sex shops que ajudam a “limpar” o canal do reto.

O uso desses recursos pode deixar a mulher mais tranquila, mas é impossível – e nem seria recomendado, fazer uma limpeza completa.

Jogo de sedução

Na hora do vamos ver, só faz sentido se a mulher também tirar proveito da prática, se permitindo explorar novas sensações e usufruir de sua autonomia no sexo. 

Há mulheres que se sentem ‘putas’ quando fazem sexo anal, entrando no papel daquela que faz tudo na cama. Isso pode ser interessante, desde que ela sinta prazer nesse jogo.

Para algumas mulheres, no entanto, o papel de submissa é indissociável do ato. E tudo bem: não quer, não faz. E o parceiro tem que entender.  

Assim como são diversas as mulheres, são diversos seus desejos. Então, para obter prazer no sexo anal a palavra-chave é experimentação.

Como começar?

Obviamente, há dicas para quem pretende se iniciar. A primeira delas é não começar, literalmente, com tudo. Pedir para o parceiro explorar a região com a língua, por exemplo, ajuda a descobrir como o corpo reage às sensações.

Um dia, sexo oral expandido; outro, a ponta de um dedo; no outro, o dedo inteiro e por aí vai.

Sempre com lubrificante, porque o ânus não tem lubrificação natural e o atrito da penetração (mesmo de um dedo) pode causar microfissuras.

E cuspo não basta: é ralo e seca logo.

Uma outra dica é conciliar a exploração anal com estímulos do clitóris, com os dedos ou mesmo com um mini vibrador (minivibrador só no clítoris, heim? No ânus pode aleijar.

Embora seja possível chegar ao orgasmo apenas dando o cu, as massagens na outra zona erógena ajudam a relaxar e a excitar.

Quem consegue usufruir garante: vale a pena. 

Dar o cu é uma libertação sexual. A mulher que consegue livrou-se de muitas amarras sociais.