Na gruta a tremer de amor frio - Biografias Eróticas
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Na gruta a tremer de amor frio

Tinham passado meses que o Bernardo me desflorara no barracão da casa dos pais e outros tantos em que nos encontrávamos para continuar o que tínhamos começado. Ele passava agora menos na terra, tinha sido recambiado para a cidade para estudar, e quando chegava procurava-me para me comer.

No quarto dele, outras vezes no barracão, na propriedade, ao longo de vários meses, abria-me para ele, e ele vinha-me ao cu. 

Por essa altura já tinha procurado outros homens, o Sandro que já me comera umas quantas vezes, e outros homens bem mais velhos a quem eu me tinha dado, o Rafa, o Chesko, e o Manuel João, um beato reservado com manias de religioso.

Também o irmão do Bernardo, o meu amido Manel, que desde que vira o irmão a ir-me ao cu, quis viver essa experiência, e muitas vezes, em vez de brincarmos com carrinhos, metia-mo-nos nas bicicletas pelos campos e onde parávamos, ele virava-me o rabo e eu ia-lhe ao cu.

Não sei, mas com o passar dos meses o Bernardo parecia ter mudado, era cada vez mais agressivo comigo, como se eu fosse o responsável por me desejar, por me levar para aqueles lugares escondidos, me despir, abraçar o meu corpo, abrir-me todo e comer-me. 
As nossas idades separavam-nos, nada nos unia que não fosse fodermos juntos, o que nutria por ele era prazer oferecido, e ele remorsos de parecer querer gostar de mim.

Naquele dia, estávamos juntos na casa da praia, os meus pais, o Raj, os pais do Bernardo,  o Braz e a D. Sílvia, a Bárbara, minha irmã mais nova, o Manel, eu e o Bernardo. 

Por aquela altura só o Manel  sabia que o irmão me andava a comer o cu, e quando ele aparecia tínhamos aquele acordo tácito de que quando ele estava eu era dele.


Os adultos andavam por ali cheios de tesão uns pelos outros, não pelos seus pares, o meu pai para ver se se escapava para estar com o Raj, a minha mãe para dar uma foda com o Braz, a D. Sílvia, sozinha, sei lá para se esfregar nela própria, e nós mais miúdos para fazermos o que queríamos.

Vi o Bernardo a olhar para mim com aqueles olhos de chamamento para o seguir. Dirigia-se para a encosta rochosa da praia que explorávamos quase sempre no interior de grutas formadas pelas tempestades e pela água do mar. Corri para ele, o Manel a ficar para trás com a Bárbara, com aquele saber que o que eu teria era o Bernardo a comer-me no interior de alguma delas.

Passámos a barreira, só nós dois agora juntos, e entrámos numa espécie de enseada pequena onde subimos umas rochas, mergulhando depois na água do mar, fresca por aquela altura, para aceder a uma gruta fechada, iluminada no interior pela luz do sol e o brilho reflectido dos cristais de sal nas paredes que a cobriam.

Sentia o meu corpo quase gelado, com pele de galinha, da frescura da água do mar, misturada com um calor vindo de dentro, por antecipação de sexo desejado, deitado sobre uma cama plana de pedra, fria mas suportável nos meus rins.

Queria-o muito, não estávamos juntos há algum tempo, e o Bernardo sendo o meu primeiro, desejava-o sempre, como um uniam-se sempre os nossos corpos, o meu rabo, o meu ânus ardia por ele, a minha boca para o mamar, o seu cheiro da púbis a ferir-me o interior das narinas.

Nus, vi-o a afiar o pénis comprido e rijo, como uma ameaça de dor conhecida e querida, a baixar-se agora sobre mim, a abrir-me e a levantar-me as pernas, o meu ânus à sua mercê. 

Deitado, o peito dele contra o meu, sem aviso, um beijo na minha boca, senti-lhe o caralho a forçar-me o cu, e sem espera, sem amor, enterrou-mo violentamente,  como uma arma sádica a infligir dor com propósito, abrindo-me todo ao fim.


Soltei um grito de dor, vieram-me as lágrimas aos olhos, não sei se do sofrimento, se por sentir a violência do Bernardo como uma despedida, nunca ele se comportara assim, e nunca mais foderia com ele, afastei-o de mim, ainda a contorcer-me, conhecendo uma realidade nova, de alguém que me queria mas que me magoava ao mesmo tempo.

Dava-me beijos na cara a querer pedir-me desculpa, a pedir-me para continuar, a querer ir-me ainda ao cu, num desejo que eu perdera e para mim era já passado, não queria olhar para ele, que se fosse embora e me deixasse ali, gemi de dor "vai-te embora, deixa-me".

Ao longo do tempo, tive experiências como esta de dor infligida, por sádicos que se comportavam como homofóbicos, mas que apesar disso gostavam de me comer o cu e eu  preparado de lhes infligir uma dor moral, que os ressentia numa espécie de desespero interior, de pensamentos presentes mas indesejados, com mulherzinha e filhos de cartaz.

Não me importava que me fodessem duro quando eu os sabia assim e eu queria, mas não com o Bernardo, uma dor para além de física, num amor que eu não tinha, por um ódio que não aceitava, nem esperava.

Regressei das rochas, já o Bernardo estava deitado na areia como se eu para ele e ele para mim fossemos só memória, envergonhado, mas parecendo feliz, com um sorriso numa personalidade que eu nunca vira, e uma cara para que eu não queria olhar.

Comigo e o Bernardo acabou-se tudo naquela tarde de verão.

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