O Papiro de Turim e Além: O Sexo no antigo Egipto - Biografias Eróticas
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O Papiro de Turim e Além: O Sexo no antigo Egipto

A nossa percepção depende muito do conhecimento e sobre o antigo Egipto aquilo que nos é dado são normalmente pirâmides, múmias e faraós e as polémicas com hebreus e romanos, período da história da humanidade em que mais erótico não há, basta lembrar que é desta altura a história do romano Marco António que se dá ao luxo de atravessar o mediterrâneo só para ir entreter-se com a sua Cleópatra, 

Criativos e liberais, os egípcios experimentaram e documentaram suas actividades sexuais, em que sexo, erotismo e pornografia transbordavam das paredes e estavam presentes na sociedade egípcia.


As imagens e os objectos produzidos por eles demonstram os seus modos de vida e como algumas coisas permanecem as mesmas, mesmo após séculos, e depois de tanto tempo um objectivo permanece: a busca pelo prazer.

E foi somente no final do século XX que a sexualidade egípcia foi retirada do limbo onde estava devido a um puritanismo de arqueólogos cristãos e muçulmanos que dominavam as escavações do país.


Como sempre a verdade e o conhecimento que atinge a nossa percepção é dado por aquilo que nos dão, e normalmente, também uma realidade que persiste através dos séculos, em formas que vão evoluindo e sofisticando, é que há grupos que escondem essa verdade para um outro objectivo: o de poder e domínio.

Sexo antes do casamento, relações extra-conjugais, uma terceira pessoa na relação sexual e actos que remetem a acções sadomasoquistas eram comuns no Egipto dos faraós. 
No século XIX, perto da região do Vale dos Reis foi encontrado numa ânfora um dos mais antigos documentos com conteúdo erótico da humanidade, o Papiro de Turim, que hoje se encontra preservado no Museu Egípcio de Turim na Itália. O Papiro de 3000 anos possui imagens explicitas até mesmo para o nosso tempo. Durante anos, esteve escondido em uma biblioteca com acesso restrito apenas com agendamento e para certo tipo de pessoas. E só foi publicado em 1973.
Infelizmente, o Papiro não se encontra em perfeitas condições, possuindo diversas falhas. Somente no ano de 1980 o estudioso alemão J. Oslin apresentou ao mundo a versão completa do Papiro de Turim. O motivo pelo qual foi criado ainda não foi compreendido, mas as imagens presentes no documento são reveladoras.
As imagens no papiro trazem funcionários da corte egípcia e altos sacerdotes e mulheres que podem ser interpretadas como prostitutas. Os pénis presentes no Papiro possuem sempre um tamanho desproporcional, frisando a ideia do poder do pénis no mundo egípcio. Cada indivíduo da cena traz um pequeno diálogo de teor erótico, como: "Venha e faça-me amor por trás!".
O papiro soma-se a uma longa produção erótica do antigo Egipto, que inclui desenhos e esculturas de membros sexuais femininos e masculinos e representações do próprio ato. A variedade de imagens mostra-nos um Egipto que estava muito aberto para o sexo. No entanto, a sexualidade egípcia não era exposta em todos os lugares. Apesar de bem resolvidos quanto as suas práticas, os egípcios destinavam as imagens eróticas ao espaço privado.

Em diversas tumbas é possível encontrar grafitis primitivos mostrando cenas de sexo, muitas vezes em tom de crítica à realeza egípcia. Os templos também possuíam estátuas de deuses com erecção. O falo que estava presente em diversas imagens representava fertilidade e agressão, mas também indicava o poder sexual dos deuses. E em alguns papiros estava presente a ideia de que os egípcios acreditavam que os seus deuses criaram o mundo através do sexo.
Imagens do coito vaginal são comuns e se dividem em quatro posições básicas: o homem deitado em cima da mulher; o homem ajoelhado e a mulher de barriga para cima; o homem ajoelhado e a mulher apoiada em suas extremidades; e a posição lateral, com a mulher dando as costas ao seu companheiro.
Embora a presença não seja frequente, o coito anal estava longe de ser um tabu e está presente no repertório sexual egípcio. O Papiro de Turim é o documento com imagens mais representativas dessa prática sexual, e nele podemos perceber um homem ajoelhado e a mulher apoiada em suas extremidades e na lateral, um casal reclinado sobre um flanco.
O sexo oral não possuía tanto espaço, mas ainda assim encontramos homens com falos desproporcionais com uma figura feminina segurando o membro e aproximando-se com a boca. Pode ser considerada um dos raros exemplares de representação do sexo oral no mundo antigo.
Figuras femininas cheias de erotismo segurando os membros erectos dos seus parceiros também fazem parte das imagens de diversas paredes de construções egípcias. Exemplos de mulheres a masturbarem-se, muitas vezes com auxílio de consolos, eram bem comuns. 
Objectos de barro e pedra com formato de falo foram encontrados em diversas escavações. O seu uso tanto poderia ser para adoração quanto para o prazer da mulher e, posteriormente, o objecto era oferecido aos deuses, como maneira de ter fertilidade ou recuperar/melhorar a potência sexual.
As possibilidades no mundo egípcio antigo estavam abertas para todos e hoje é possível ter contato com as práticas desse povo, escondidas durante séculos.

2 comentários:

  1. Era foder e multiplicar, eram necessários seres humanos. A Inquisição/Igreja condenaram por causa do surto de sífilis que abalou a Europa. A Igreja teve um papel de "controlar" a sociedade... Apenas isso, no meu modo de ver... As bruxarias, eram perseguidas porque nos dias de hoje, tens rituais satânicos que são verdadeiras orgias completas lololololololololololol

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  2. Eles controlam por omissão, o que informam confunde, é no que escondem está a informação

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