BIOGRAFIAS ERÓTICAS: Outras histórias
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Uma pequena viagem

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Uma pequena viagem

𐌸 Quando a minha amiga disse que o conhecido dela era capaz de me levar ao céu eu não queria acreditar. Ela não me deu pormenores, mas ela sabia o quanto eu procurava, o sentido da vida e conhecer-me a mim própria, só podia ser uma viagem espiritual.

Esse era o meu caminho há décadas, visitara todas as igrejas, todos os ahsrams da India, todos os locais santos do mundo, videntes, místicos, profetas, e alquimistas, a todos eles me dobrara, nesse meu intenso fervor religioso, de velas, incenso, cheiro e cor, de livros antigos e histórias de vida, mas eu não encontrara ainda.

Mas eu persistia, se há um caminho há pessoas, se há pessoas há crentes, e então numa peregrinação desajeitada, ia iluminando os meus pés, hesitantes a descer becos escuros, com a verdade na mão e numa bola de cristal, a trilhar os obstáculos da física, calor, frio, montanhas e neve, juntos deles no seu habitat.

Quase me esquecia de dizer que essa minha procura estava facilitada pelo generoso rendimento e muitas propriedades que o meu falecido marido me deixou, eu ainda uma jovem viúva, cheia de saúde e esperança.

A minha amiga tinha-me dado a morada do tal conhecido e quando lá cheguei, o que posso dizer, não me agradou nada.

Apesar de digna e com personalidade, a moradia tinha um ar muito degradado por fora, de tinta baça de água corrida, rachas e cicatrizes nas paredes, ferrugem e musgo que a enegrecia, com uma selva a fazer de jardim, toda ela deixada à sua sorte, abandonada.

E a rua!!

A moradia e a rua pertenciam a dois mundos diferentes, como se a primeira já existisse há muitos séculos, e a segunda e as habitações á volta, um manto sem ordem e lógica, meias casas, barracas, e casebres, ali nascidos depois para a sitiar, com o abraço constritor de uma cobra.

Não devo ter demorado mais de meia hora até aquele sítio, da minha casa e bairro confortáveis, parada à porta daquela ruína, no interior aquecido do meu carro, eu senti um calafrio tremendo, na cavidade no líquido da minha espinha, um espasmo de dor de vértebra a vértebra, tão incomum que eu sabia que era medo.

Medo de sítios desconhecidos, onde não há guias ou manuais, reviews ou tutoriais, medo das pessoas que ali andavam, medo do tal conhecido, que me prometia levar ao céu, o que seria? Humano? Vampiro? Morto-vivo?

Eu estava perdida nestes pensamentos, irritada por a minha amiga me ter empurrado para este local, quando dei um salto de susto, alguém batia no vidro do carro, eu olhei e vi um homem de meia idade, com barba grande de escritor, e uns olhos egípcios serenos, quando ouço a voz dele, “venha, entre, estava à sua espera”.

Entrei na casa dele, e apesar do cheiro a bafio, de alguma coisa menos limpa, um pouco de repolho cozido, não sei porquê? mas o interior fez-me sentido, havia um caos organizado de objetos, livros, e pensamentos, um novo antigo misturado, um mundo fechado de um espírito único, sem cedências ou ruturas.

E quando ele disse, “vamos para a minha sala de trabalho, hoje sou eu que a levo ao céu”, uma espécie de manto quente me envolveu, uma luz espiritual sobre mim caiu, todas as fibras do meu corpo tremeram, e eu fui atrás dele até um quarto escuro, onde se escondia uma cama na luz mortiça.

Quando olhei para a cama, sem que houvesse outra mobília, sobressaltou-me a desarmonia e a solitude, apenas uma cama!!, debaixo de um feixe ténue de sol, e mais ainda quando ele me disse, “vou-lhe pedir que se dispa”, e eu perguntei, “despir como?”, e ele prosseguiu, “completamente”.

Eu podia não ter ouvido bem e insisti, “completamente quer dizer, completamente nua?”, ele abanou a cabeça a dizer que sim, e para acabar com as minhas dúvidas, ele continuou, “para a levar ao céu, eu tenho de lhe pôr as minhas mãos em cima”, ele mostrou-me as mãos e continuou ainda mais, “a sua amiga sabe, as minhas mãos são preciosas, é com elas que eu faço as mulheres tremer”.

Eu sei que a minha amiga é um pouco maluca, imaginei logo o quanto aquelas mãos tinham viajado pelo corpo dela, não que também não o desejasse, mas eu era uma mulher religiosa, esperava a grande mão macia de Deus, e não as duas de um homem qualquer.

Eu pousei os meus olhos sobre as mãos dele, eram grandes peludas e másculas, nascidas para um dom que desconhecia, ele disse, “não se vai arrepender, vou pô-la em transe, e depois vai ver, comunica com os anjos”, que diabo ele ao dizer aquilo, como poderia eu sair agora sem descobrir, prometeu-me ele conhecer anjos, e se calhar era o que eu queria.

Eu decidi despir-me e pedi para ele se voltar de costas, e enquanto fui tirando as minhas roupas aborrecidas, perguntei, “e o que faço?”, ele respondeu num murmúrio, “vai deitar-se de costas”, eu avancei nua para a cama e deitei-me, “agora vou pôr-lhe uma venda nos olhos, quero que sinta bem as minhas mãos, vamos juntos na minha nave, com o meu foguetão”.

Quando ele me tapou os olhos, milhares de imagens percorriam o meu cérebro, montanhas verdes do Tibete, recantos zen japoneses, o ruido e a violência das cidades, como se a energia fluísse rápida do meu corpo, feito de memórias viventes desnecessárias, quando as duas mãos, Haiii!! duas palmas como almofadas, que me tocaram num sossego adormecido.

Só um único pensamento se atreveu a percorrer o meu cérebro naquele momento, um que me dizia envergonhado, “foram tantas as deceções, não encontrara o que procurava, o sentido da minha vida, mas desta vez é verdade, desta vez vai funcionar”, as mãos navegavam lentamente pelo meu corpo ao saber da corrente e do tempo.

Foi rápido mas ouvi um farfalhar, alguma coisa que caia mole no chão do quarto, e depois mais que mãos, senti um corpo sobre mim, um que me abraçava e dizia “não estás só”, e a voz dele, uma voz húmida com cheiro a relva, hipnótica e telepática, falava não com a minha consciência, mas com os meus sentidos mais profundos, “deixa-me entrar”, dizia, “vamos juntos na nossa nave”, eu sabia, o pénis dele entrava na minha vagina, que os dedos dele lubrificavam, desculpava-me rápido porque tinha de ser rápido, “era uma união de carne, mágica e espiritual, o ser superior estava a ver-nos, e eu sentia que dizia que sim”.

Naquele momento, eu devo ter soltado um suspiro, tanto que ele dizia, “entra, ainda estás lá fora”, a minha consciência, razão, preconceitos, impunha-se sempre um pensamento, mesmo que fosse pouco e sem valor nenhum, “entra” dizia ele no meu ouvido, quando o pénis dele me trespassou fundo, como gelo glaciar se funde, á minha volta a minha vida ruiu.

Ele deve ter ouvido o meu gemido de prazer, senão não dizia “finalmente entraste, está cá, vamos de viagem”, ele começou a movimentar-se, eu a esquecer-me de mim própria, uma só névoa de nuvem me seguia, e depois de muitos anos passados, eu sabia como estar nos anjos, dele a acelerar em mim a penetrar, até que soltei um grito horrível, “ai ai”, de dissipação e vontade, de pressões acumuladas ao longo de anos, soltas pelas aberturas do meu corpo, tinha um orgasmo tremendo, e comecei a vir-me toda.

Achei que devia ficar em silêncio, ouço a voz dele, “desculpa, ainda não chegámos ao céu, vamos descansar aqui um pouco, e depois continuamos a seguir”, eu perguntei, “alguma vez vamos chegar lá?”, ele respondeu, “não, enquanto estivermos bem vivos, se chegarmos a algum sítio onde se possa dar e receber, é porque estamos no bom caminho, e não será esse o sentido? da vida? quero dizer?”.

Eu ouvi aquelas palavras sábias, rindo para mim comigo mesmo, que vindas de um charlatão sabido, mas nunca como agora, de viagem em viagem, eu tinha qualquer pressa de chegar ao destino.

Contos eróticos de Natal - há esperança

17:59 0
Contos eróticos de Natal - há esperança
Esta história que vos conto não teria qualquer interesse se não fosse uma coisa diferente.

Não estava à espera que os meus pais defendessem a Jussara na última reunião de condomínio do nosso prédio. Havia lá uns quantos, é verdade, mais as mulheres, que diziam que a Jussara era uma prostituta e que recebia homens em casa para fazer dinheiro, e por isso tinha de ir embora do prédio. 


Acho que toda a gente sabia disso há muito tempo, mas o verniz estalou foi quando alguns dos homens do prédio se metiam com ela no elevador e as mulheres deles não gostavam. 

Isto era o que essas mulheres sabiam, porque depois acabei eu por saber que a coisa era mais do que isso, alguns deles saiam de casa, diziam que iam ao café comprar qualquer coisa, e sorrateiros, iam ao andar cá de baixo, até que a Jussara começou a dizer que havia ali um “conflito de interesses” e o melhor mesmo era procurarem cona noutro lado. 

Só eu é que tinha ainda direito!!

A casa de Jussara que nós sabíamos que ela tinha comprado, falavam os meus pais ao principio, bastante baixo para eu não ouvir, que a ela lhe tinha custado a ganhar com os broches e fodas que dava, mas diziam eles também, o que tínhamos nós a ver com isso. 

Cá de cima da janela do meu quarto, eu costumava vê-la lá em baixo, num pequeno pátio que tinha, no verão então era uma prenda, eu vê-la de calção curto, nos peitos um top apertado, numas curvas que a moldavam, os cabelos negros longos encaracolados, que às vezes apertava num rabo de cavalo, mas que mulher bonita!! 

Preso a uma cadeira de rodas, por causa de um bêbado insano, num segundo tudo mudava, há meses que a minha rotina era essa, ver tudo o que a Jussara fazia, a imaginá-la dentro de casa, a foder com quem aparecia, e depois cá fora no pátio, bonita e boa como sempre, quando ela os mandava embora. 

Melhor do que ler os livros que já lera, todos os filmes que me chegavam, falar com as pessoas que ainda eram amigos, ou muito pior ainda, ouvir todos os ruídos da casa, o chiar das madeiras das portas, as batidas do vento nas persianas, os passos dos vizinhos lá fora, os gritos histéricos das mal-fodidas nos andares, porra!! até o barulho das sanitas, dos peidos e da merda que largavam, era ouvir a Jussara a exercer a sua atividade. 

Porque quando se está preso a uma cadeira de rodas, deixa-se de ver, deixa-se de sentir, até da pele se esquece, um casaco incómodo que se vai coçando, e só se passa a ouvir, num novo poder adquirido, esse sentido que vai mais longe, um sofrimento mais pesado, de saber até onde podia ir a nossa liberdade. 

Mas agora era Natal e os meus pais constrangidos quase se sentiam na obrigação de me perguntar o que eu queria receber. Foda-se!! o que poderia eu receber e para quê? Que caralho de utilidade eu daria a qualquer coisa? um homem crescido e lúcido preso no próprio corpo? a ser tratado pelos pais como se fosse um miúdo? 

Eu não queria nada!! Porque de nada me serve o que existe. De nada me serve o pouco que é dado às pessoas livres. 

E foi isso que disse aos meus pais “não tenham despesas comigo, obrigado pelo amor que vocês me dão, tanto que eu gostava de retribuir”, mas porque há minutos observava a Jussara, nessa minha rotina do dia-a-dia, a brincar eu continuei, “o que queria mesmo era a Jussara”. 

Eles pareceram perplexos, afinal o meu corpo estava diminuído, mas eu continuei, “a Jussara, sim, era ela que eu gostava de ter como prenda de Natal”, os meus pais disseram, “mas a Jussara como?”, e eu insisti, “posso não ter o que é preciso, mas vocês não se importam que eu cheire um corpo de mulher?”. 

Eles saíram de boca fechada da minha prisão, as quatro paredes do meu quarto, eu rolei as rodas da cadeira, até à janela e olhei lá para baixo, por momentos Jussara estava lá, estendia roupa numa corda, umas cuecas de renda cor de rosa, e quando ela olhou para cima e me viu, parecia ser a primeira vez, e caralho!! tive um arrepio, como se ela tivesse ouvido o que eu pedi aos meus pais. 

Acho que passaram alguns dias, e a minha mãe veio ter comigo, e quase silenciosa com um olhar húmido e terno disse para mim, “amanhã é Sábado e eu e o teu pai não estamos cá, mas programámos uma visita para ti, filho nós queremos que te divirtas, é o que mais queremos”. 

Para mim tinha sido uma tarde aborrecida, mas de manhã quando saíram, depois de me ajudarem a lavar e perfumar-me, eles repetiram, “pedimos à Jussara para te vir visitar, e ela disse que sim”, e porra”, eu fiquei atordoado, quando pedira aquela prenda tinha sido uma brincadeira, não era uma coisa bem segura que eu queria realizada, e pensei, “uma mulher e eu não sou homem não sou nada”. 

Mas foda-se!! que ela apareceu!! 

Ela entrou no meu quarto e pela primeira vez eu vi-a de perto, uma mulher tão jovem e tão bonita, as mamas saltavam-lhe do corpo, os lábios vermelhos de uma rosa, as coxas cheias numa minissaia, ela aproximou-se mais de mim e deu-me um beijo, “então querido tu és muito safado, a tua mãe me disse, tu andas sempre vendo a Jussara se passeando”. 

O meu sorriso era amarelo, o que eu poderia dizer a esta mulher, mas ela percebia o meu medo, e continuava dando instruções, “fica tranquilo amor, a Jussara compreende tudo e mais do que os outros”, eu só abanava a cabeça, e ela, “vai, amor, deixa a Jussara ver o seu caralho, vai deixa ver”. 

Ela começou a agarrar no meu corpo, a deitá-lo na cama ao lado, e foi-me tirando a roupa, a pôr-me nu e eu não dizia nada, mesmo que eu não fosse impotente, tenho a certeza que não levantaria, ela começou a tocar-me no pénis, até foda-se!! que saiu a sentença, “amor, esse aí está mesmo morto, não é assim”, e caralho!! eu só abanei a cabeça, afinal eu tinha de concordar. 

Mas depois veio o que falta a quase todos, a esperança!! 

Eu ouço a voz musical dela, para mim já era o suficiente, “mas não importa nada para a Jussara, eu vou fazer hoje de você o homem mais feliz do mundo”, ela começou a tirar a roupa, a minissaia e tudo o que trazia, para eu admirar aquela Vénus ali tão perto de mim. 

Ela falava, “está vendo estas mãos querido, eu faço maravilhas com elas, no meu negócio querido a maioria do meu trabalho não é boca nem cona nem cu, é mãos, isso aí, eu tenho record internacional”. 

Devia ter sido a primeira vez que eu falava, “record? de quê?”, e a Jussara respondeu, “record amor de conseguir uma ejaculação só com as minhas mãos, três segundos querido”, quando ela encostou o corpo dela ao meu, a abraçar-me num longo aperto, o cheiro dela envolvia-me todo, eu acho que balbuciei, “três segundos, como?”. 

Ela dizia, “três segundos, e então os mais arrogantes o meu prazer é maior, eu toco em dois ou três pontos do corpo deles, tipo chacras de tesão, você sabe, eu nem dou boca nem cona nem nada, e já se estão vindo logo, não se aguentando”. 

E ela continuava, “e você sabe, não é amor, no nosso negócio o contrato acaba com ejaculação, se largou porra para fora acabou”, meu deus, esta mulher era ainda melhor que eu esperava, “é assim, eu vou trabalhar estas mãos maravilhosas e nós, pode contar, vamos ressuscitar essa coisa que você tem aí no meio das pernas”. 

Eu sabia que era um caso perdido, mas aquela forma de amor dela, deixava-me preenchido, para mim era o que bastava, ela dizia, “e fica sabendo, eu vou com tudo, é mão, é boca, é cona, fica já sabendo, portanto não faz cena que Jussara não gosta”. 

As horas que passei com ela depois foram divinas, há meses que eu discutia com deus, e ela estar ali, sem contar, sem prever, sem admitir ser possível, aceitável pelos meus pais, era uma forma dele se desculpar comigo, e para mim, eu estava pronto a perdoar. 

Ela começou a brincar no meu pénis, muito mole e adormecido, como ela tinha dito antes, um cadáver desnecessário, mas tocava-me na boca, nos cabelos, no peito, todo o corpo dela me envolvia, quando se deitou comigo, as pernas que me rodeavam, senti-lhe o cheiro excitada, quando também em si tocava, um óleo denso da vagina, que a pouco e pouco se foi instalando, impregnando o ar de um perfume denso, até que ela estremeceu e se veio. 

A voz dela aproximou-se do meu ouvido, “fica sabendo amor, eu não tinha um orgasmo há muito tempo, adorei fazer amor contigo”, e ali ficámos por muito tempo, eu a guardar-lhe o corpo nos meus braços, ela não viu as lágrimas que me saiam dos olhos. 

Quando os meus pais chegaram à noite, a Jussara tinha saído, atrás dela só o seu perfume, eles entraram, deram-me uma palmada nos ombros, e disseram, “Bom Natal, filho”. 

Espelho meu, que belo cu tenho eu

22:10 0
Espelho meu, que belo cu tenho eu

Não é que tenha uma má relação com espelhos, não é assim!!, eu sempre gostei de espelhos, apesar de ter uma imensa dificuldade em entendê-los como objeto útil, pense-se que é a única maneira de nos vermos como um todo, pelo menos fisicamente, e para os inteligentes, intimamente, entrando dentro dos nossos próprios olhos.


Os espelhos todos eles assustam um pouco, como se tivessem olhos e a partir deles estivesse sempre a ser vigiado, ou, por não ser, como se diz, fotogénico, me enganarem e fazerem de mim uma pessoa mais feia do que realmente sou.

Mas ainda assim eu tenho sorte!!

A única parte de mim que é verdadeiramente fotogénica, e até um motivo de orgulho, é o meu cu.

O resto é para esquecer. Adoro ver o meu cu no espelho, e sei que o espelho não me engana, o meu cu recebeu sempre muitos elogios.

Mas isso é uma história que posso contar mais à frente!!

Em casa, para além dos funcionais, aqueles que se têm mais à mão para as necessidades vulgares do dia a dia, na casa de banho, etc. nós sempre tivemos um espelho de proporções não convencionais.

O quarto de dormir da minha mãe tem um desses que apanham uma parede de um lado ao outro, e de cima a baixo.

Demorei algum tempo a perceber porquê. Primeiro pensei que fosse para ela se ver melhor ao espelho, depois para fazer exercícios aeróbicos, depois, sempre ingénuo, para refletir mais luz pela casa toda, até que finalmente percebi.

É mesmo para foder!!

Aliás, para ela, a utilidade de um quarto só para dormir parece-lhe um profundo desperdício. Tanto espaço sem ocupação diurna quando devidamente equipado e decorado pode servir para tanto mais.

As minhas duas irmãs sempre gostaram muito daquele quarto espelhado, não se contentando com as portas espelhadas dos roupeiros. O meu pai que dorme num quarto à parte só lá entra com marcação prévia. Eu entrava lá quando a oportunidade o permitia e as possibilidades se concretizavam.

Hoje em casa, eu e a minha mulher, já temos os nossos espelhos, uns ainda maiores de parede a parede de lado e no teto. Com a diferença que eu ainda durmo naquele quarto, também.

Os meus dois filhos não os estranham, eles aprenderam cedo a razão daquela decoração e a sua utilidade.

Porquê e para quê esta coisa dos espelhos?

Os espelhos potenciam e geram uma espécie de efeito turbo sexo, não me perguntem porquê, fará parte da nossa natureza?

A minha mulher, por exemplo, gosta de colocar-se de maneira a estar a olhar para o espelho quando eu a estou a penetrar ou ela me está a chupar o pau.

Eu reconheço que é mais um sentido a participar no ato, para ela ver o pénis, meu ou de um outro parceiro, a enterrar-se na vagina ou no cu dela, que a estimula ainda mais.

Como eu dizia lá para cima, os espelhos são a única maneira de nos vermos como um todo, como se diz por aí, de nos vermos “em direto”.

Sendo nós um casal com algumas experiências “mais liberais”, é para o espelho que olho mais quando a minha mulher está a ser fodida por outro parceiro.

A foda deixa de ser apenas um ato físico, o de friccionar um pau numa zona apertada, até que gera uma “reação vulcânica” e rebenta, para se tornar também num ato do espírito, onde intervêm todos os sentidos e o cérebro.

Sei que também a minha mulher tem prazer em observar de vários ângulos através dos espelhos tudo o que está a acontecer quando sou eu o ator principal do ato, com parceiros, sejam homens ou mulheres.

Com os espelhos e o tempo, eu até descobri nela um gosto especial. Poderia ser indesejável ou impróprio, mas quando ela viu passou a desejá-lo. A minha mulher adora ver pelos espelhos outros homens a penetrar-me o cu.

Eu não tinha dito que o meu cu é fotogénico e que recebi muitos elogios por isso?

Pois!!, não é nada que eu só tenha recebido da minha mulher, aconteceu muitas vezes antes, mas há poucas coisas tão estimulantes quanto ouvir a nossa mulher ao mesmo tempo que outros homens nos estão a foder dizer que temos um cu bonito.

E os espelhos? Às vezes são traiçoeiros?

É verdade, muito traiçoeiros, mas nas vezes que importam são agradavelmente traiçoeiros.

A minha irmã Carlota, por exemplo, que sempre teve (ou herdou) uma certa inclinação para puta, ela elevava a utilização do espelho a um patamar superior.

Ela fazia-o na casa dos pais, com a incursão constante ao quarto da minha mãe, e pelo que sei, ela continua a fazer o mesmo na casa dela com o seu atual marido.

Explicando melhor, para ela, normalmente os quartos de dormir não têm portas, para além da inclinação para puta, ela tem também a tendência de ser apanhada a foder, em pleno ato, por homens que não são os seus namorados, ou como acontece agora, pelo atual marido.

E como? Ela deixa propositadamente a porta entreaberta, não muito para não estragar a surpresa, só a nesga suficiente que dê para ver o que se passa lá dentro, para que o potencial corno a veja quando ele chega a casa, através do espelho a ser fodida, e que depois ele se decida, ou a aprecia no momento, ou faz um escândalo e corre com o outro.

Mas isto da Carlota, é uma coisa à parte, em algum momento ela percebeu que podia ter créditos com essa ideia e, como sempre, cada vez mais puta, ela evoluiu.

Pior foi para mim, e sem qualquer intenção!! Pensava que ninguém estava em casa e não me preocupei em fechar totalmente a porta, só a encostei.

Naquela altura, nós tínhamos um empregado que fazia alguns trabalhos ocasionais na casa, como aparar sebes e outras pequenas tarefas. Normalmente, se eu o conseguisse seduzir, eu iria com ele para um anexo que tínhamos no jardim.

O problema é que o seduzi, mas não o levei para o anexo, mas para o quarto espelhado da minha mãe. Todos tinham saído de casa cedo e a previsão de regresso era quase à noite.

O trabalho que ele fazia era logo pela manhã, de maneira que após semanas de espera, estando a casa totalmente vazia, eu poderia levá-lo para aquele quarto e foder com ele.

Quando nós entrámos no quarto, eu reparei que ele ficou não só muito impressionado, mas também muito excitado. A visão de me estar a comer o cu e ao mesmo tempo estar a ver o pénis dele a entrar e a sair, deixou-o logo ereto e motivado para me foder.

Ele baixou o calção e tirou-o, e eu vi o pénis duro a saltar para fora quando ele o fazia, e logo logo quando eu também me despi, nós começámos a foder, ele em cima de mim a cavalgar-me, e a enterrar o pau dele no meu ânus todo aberto.

A visão da foda através do espelho deixou-nos tão estimulados que não demorou muito que ele se viesse para cima de mim e eu também.

Até aqui tudo bem!! O problema é que nem todos tinham saído de casa. A minha mãe estava no escritório e ouvindo pessoas em casa, mais do que isso, a ofegar, percebeu logo que alguém estava a foder no quarto dela.

Foi junto da porta e pela nesga apertada, ela olhou para o espelho e viu o pénis do jardineiro a foder-me o cu, ela não disse nada, mas eu percebi, que estando ela em casa, ela tinha visto tudo.

O jardineiro, esse, não foi despedido!!



Nunca se está completo e tu sabes

22:49 3
Nunca se está completo e tu sabes
Perdeu-se o tempo na minha cabeça e na minha consciência, devem ter passado, não sei, dez anos desde o acidente, não sei mesmo, se calhar mais, houve um momento certamente em que decidi que não tinha importância, a passagem do tempo, digo, pelo menos enquanto fosse jovem e não sentisse o peso da idade.

Para um paraplégico, sempre me perguntei se isso seria importante. Se iria sentir algo mais em velho do que já sinto hoje. Ser dependente.

Meu Deus, que não acredito em ti, que não existes, eu sei, o tempo que não sinto mas que perco a pensar nestas coisas. 

Nesta casa imensa que me foi deixada em testamento e que percorro quase todos os dias, os corredores sombrios, a casca das paredes que começa a cair, na minha cadeira de rodas, valha-me o pouco passado amealhado de que ainda se alimentam os meus sonhos e pensamentos.

Passado que renovo e reciclo como este som que estou a ouvir e de que me alimento, toma atenção Deus, meu único confidente e talvez ouvinte neste silêncio em que habito, gosto de orações, digo-te, para ficar ainda mais triste do que me sinto todos os dias.

Ele ainda não chegou! e estou preocupado, não me ligou e não disse nada!! 



É estranho, nunca se atrasou, ele sabe da minha ansiedade, estou mais dependente dele do que das minha pernas, posso arrastar-me, posso gritar por auxilio, mas não posso existir sem o meu amigo, é ele que me dá o sentido.

O resto que me rodeia, o que vejo da minha janela, e que vejo na minha ciência e imaginação, não me serve, é mais uma massa translúcida, uma substância gelatinosa, move-se sem propósito ou ensejo, concentra-se e dilata-se, e ao menor raio ou rasgo, desfaz-se em água e evapora-se.

O mundo, a existência, é feito de nada, as palavras que nos conduziam e formavam desvalorizaram-se, o que era ouro, nesta alquimia negativa, transmutou-se em lata, de que serve correr muito quando se é conhecido o destino, queremos assim tanto chegar ao fim.

Estou com fome e o Chris ainda não chegou. Não tenho comida em casa, já liguei para saber dele e o telefone parece estar desligado. 

É o que dá habituares-te a uma pessoa que te faz tudo, se ele te falta, ficas completamente indefeso, merda, quando aparecer vou ter que mostrar-lhe o quanto estou irritado por ser tão indisciplinado, ele sabe que não posso suportar a falta dele, naquele momento, naquela hora, e merda, não é o que me traz, é a presença dele.

Deus, desculpa, contigo só falo em último recurso, depois mesmo de falar contra uma parede, e antes só mesmo com o Chris.

E lá fora as ruas estão vazias, parece que o mundo morreu, o conteúdo do mundo, o seu miolo, essa doença que falam por aí, e que assola a natureza com a sua violência, um inverno solar, uma onda térmica, da minha janela só vejo as cascas do mundo, se não se transformarem em pó talvez sejam encontradas debaixo dele daqui a mil anos.  

Está tudo parado? Não, está tudo na mesma, apenas não há movimento.

O Chris apareceu-me como um empregado, a pessoa que a minha mãe ainda viva arranjou para me movimentar no espaço de uma casa imensa como um pedaço de carne. Há dez anos levanta-me, veste-me, deita-me, dá-me de comer, conhece o meu corpo nu, as minhas intimidades e fraquezas, é os meus braços e as minhas pernas.

Dizia a minha mãe que tinha de ser um homem. Todos os dias estes anos ele sai à noite e regressa de manhã. Podia ser eu, mas não, ele tem a sua família. 

Um dia perguntei-lhe "porquê Chris, porque razão estás comigo há tantos anos, porquê te sujeitas à minha indisposição, à minha agressividade, porque não vives outra vida? Isto basta-te?".

A resposta dele fez-me chorar, em silêncio, e escondido até de ti Deus, faz-me ainda chorar, ele disse que eu não precisava de pernas para voar, que ele entendia o mundo através dos meus olhos, que era uma forma de me amar, e que, mesmo que eu quisesse, que o forçasse, jamais me deixaria só.

E aqui estou eu sentado à janela à espera do meu amigo, chuvisca lá fora, e não sei se desta vez ele chega a tempo.

Quem foi que inventou a caipirinha?

23:55 0
Quem foi que inventou a caipirinha?
Tinha de ser uma rainha. E não uma rainha qualquer. Foi D. Carlota Joaquina Teresa Cayetana de Bourbon, rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, esposa do Rei Dom João VI, e mãe de Dom Pedro I, imperador do Brasil, que criou esta maravilha, de cor, de verde, de doce e amargo, de luz e transparência, uma combinação fortuita, de cachaça, lima e açúcar, que a punha ainda mais maluca do que já era de sua natureza.
Esta mulher era espanhola, filha do rei Dom Carlos IV da Espanha, e veio para Portugal, numa aliança, com 10 anos de idade para casar com o rei português. E a merda que ela arranjava começou cedo. Em toda a vida do rei só lhe arranjou problemas. 

Dizia-se dela que para além de ser cabra, também era puta, das muito sabidas, chamavam-lhe a megera de Queluz, palácio onde viveu parte da sua vida. A mulher era ninfomaníaca, para ela, era beber, foder, e foder ainda mais o juízo do rei. 

E dividia o povo!! Uns que que tinham pena do rei, por andar a ser encornado por uma puta espanhola, enquanto outros a defendiam a ela, porque o rei era um puritano, um religioso católico,  agarrado a crucifixos e rezas, sempre rodeado de padres e proibições, enfim, um gajo aborrecido.
E se em Portugal já era doida, eram festas ao estilo oriental, de mulher nuas a dançar, que tombavam em sedas alvas de tanto rir e brincar, mas no Brasil a coisa piorou, um calor que a suava e estremecia, e foi aí que criou a caipirinha, um acidente criativo, pediu frutas com cachaça, muito gelo à mistura, quando descobriu e reconheceu, que bebendo depois litros da coisa, tinha tudo o que mais queria. 

Depois de consumir cerca de 20 litros por dia, deve ser exagero, mas é o que se diz, já se compreende o que é que lhe aconteceu. Pretos!!! A mulher gritava pelos corredores que ficaria cega quando voltasse para Lisboa, por estar há tantos anos “no escuro, vendo somente negros”.

A porra é que não só os via, é que também os fodia, pela calada da noite, cheia de cachaça, ia ter com os empregados, sempre os da estrebaria, e toca os pretos a foder a rainha. Ainda assim teve, do rei, pensa-se, três filhos e seis filhas. O Imperador D. Pedro era meio indio, e se não era, parecia.

Quero ter um rabo grande!!

17:41 0
Quero ter um rabo grande!!
Temos matéria de supositório!!! Agora foi a Universidade de Oxford que se deu ao trabalho de fazer um estudo muito interessantes sobre rabos. Parece que mulheres com rabos grandes são mais inteligentes.

Um tal Konstantinos Manolopoulos, vejam bem o nome, só podia ser, "Mano Lo Pou Los", ou seja, em bom português, ponho a manápula nos cus para saber o quanto são importantes para o estudo que estou a fazer.

Merda mesmo é que só estudou cus de mulheres, esqueceu-se dos homens, e não foi coisa pouca, foram 16.000 mil cus que andou a estudar para concluir que nada melhor para as mulheres que terem um bom rabo e quanto maior melhor.

Mas mais, não chega, mulheres com rabos grandes e quanto maiores melhor, são mais inteligentes e mais resistentes a muito tipo de doenças. E se tiver gordura no cu, então muito melhor, é coisa boa, gordura especial, melhor que a abdominal, que regula e protege, de doença cardíaca.

Foda-se!! que porra interessante!! Afinal aquela ideia de gordura é formosura é mesmo verdade, mulher gorda e cuzuda até tem seus benefícios, já estou vendo homem adulto, fazendo contas pro futuro, exibindo rabo da mulher, estão vendo não estou maluco.

E porquê isso? A importância desse estudo?. Aquele mito de dizer, "você só pensa com o cu, isso vai dar merda", ou do chauvinista pra mulher, "você só tem ideias de merda", isso acabou, não é verdade, pior ainda se contra mulher rabuda, não dá né, pensar com o cu agora é inteligente, e como descobriram isso? Omega 3, claro.

Parece que gordura de cu é tudo omega 3, o omega entra e se armazena no rabo atrás, isso só nas mulheres bem entendido, e que aí depois o omega do cu se liga no cérebro e faz ele crescer..

Mas que caralho!! quem pensaria nisso, pessoal atenção, toda a mulher vai querer rabo grande, se prepara e aplica, cus pequenos não são opção, vão dizer que é burra e pouco inteligente, vejam bem rapaziada, silicone, bons glúteos é que importa.

E depois tudo isto se desenvolve, uma professora de matemática que esteve participando nesse estudo, com um rabo bom e grande, foi muito inteligente e dizia "eu adoro meu rabo, me faz inteligente, mas depois quando me visto é sempre um problema".

E continuava "toda a roupa que compro fica-se vendo o meu rabo, logo fico parecendo uma puta" e foi aí que desenvolveu uma fórmula matemática para calcular o que se põe à frente para esconder o que está lá atrás.

Foi aí que descobriu o famoso - o Quociente de Cu - uma fórmula matemática rigorosa que usa a proporção entre o comprimento das costas de um vestido (geralmente mais curto) e o comprimento da frente mais longa de um vestido para obter uma medida precisa do tamanho do vestido, também hoje conhecido como Cálculo do Cu de Costureiro.

Como verdadeira lutadora da causa das mulheres de rabo grande vem dizendo "somos mais inteligentes, e isso significa que a indústria da moda não pode deixar de olhar para as mulheres que têm nalgas grandes".

E aqui só podemos estar de acordo.

Contos eróticos de natal - # papai não esquece

23:14 2
Contos eróticos de natal - # papai não esquece
Confessionário, setenta anos fiz eu hoje, vinte dos quais na companhia da Marcela, a minha linda mulher. Nós não queremos, mas há momentos em que temos de cair no real. Hoje mais vezes do que as outras estou olhando para o espelho e vejo o quê? um velho com um brilho nos olhos, em que o jovem ainda está lá, bem dentro ao fundo, e que tem de tomar uma grande decisão.

Não foi de hoje, a Marcela tem necessidades e vi-a muitas vezes entrar na habitação de apoio, onde vive o Carlão, o meu guarda da quinta, e eu sabia, ainda me quis enganar a mim próprio, ela ia lá para ser fodida.

A Marcela, minha mulher, a única que tive na minha vida e que posso chamar assim de "minha", como coisa estranha que acontece uma só vez, atravessou-se no meu caminho, tinha ela os seus vinte anos, meu deus, era tão bonita, uma mulher tão desejada, e eu bem, recebi esse prémio da sorte, já com os meus cinquenta anos.

Trinta anos de distância, uma coisa mesmo impossível, mas nossa união sempre foi tão forte, nunca tinha pensado gostar de alguém, mas esta menina me foi ficando, se instalando na minha vida, quis muito que se fosse embora, eu sabia que esse dia chegaria, para acabar com o meu coração.

Esse dia era agora, eu andava a ser traído, a Marcela demorava-se por lá uma hora, e se a conhecia assim tão bem, o Carlão dela conseguia tudo, comigo sempre quis os três pratos, era oral, anal e vaginal, ficava imaginando aquele menino, comendo o cu da Marcela, e eu não sabendo como resolver isso, sentia que podia dar problema.

Se falasse com Marcela? dizendo assim "amor eu gosto de ti, mas não para andar fodendo com Carlão", e se ela discutisse, se ela não quisesse, e se fosse embora? não sabia o que decidir, se abrir o jogo, se ficar tudo como estava?.

Depois pensei sabe confessionário, quando me pus olhando no espelho, vejo o reflexo de um velho, e por isso compreendo, no meu corpo há marcas do tempo, contra isso não posso fazer nada, Marcela ainda é jovem e disso ela não tem culpa.

Resolvi falar com a minha mulher, não podia ser egoísta, Marcela me tinha dado vinte anos, os melhores da sua vida, não tinha jeito, ficar presa toda a vida, de maneiras que a apanhei na sala, e disse, "Marcela amor, preciso falar contigo".

Ela pareceu meio surpresa, com o tom grave como falava, ela me disse "há algum problema paizinho?", e eu disse, "tu sabes, estou um velho, esse dia ia chegar", vejo ela rir-se soltando uma gargalhada, continuei "e tu, meu amor, ainda és tão jovem", ouço-a "simmm? e depois?", não podia vacilar, sabia que ia doer, como se arranca um dente no momento, sara mais tarde e é só esperar.

Falei assim, "não me esqueço, me deste vinte anos de ti, Marcela, amor, quero que sejas livre, para viveres outras vidas", vejo-a pôr-se direita na cadeira, como quando quer resolver algo importante, "mas paizinho porquê essa conversa? não quero ir para lado nenhum", agora tinha de dizer, "é que sei que andas fodendo com o Carlão".

Ela tinha a boca aberta a olhar para mim, "diabo, paizinho, e depois? qual é o problema?", não sabia se me gozava, se estava a ser sarcástica, ou a ser má simplesmente, "problema? amor estou sendo traído, me diz o que deu pra ele?", ela me respondeu "o que dei? como assim?", devia estar se fazendo de parva "ora, se deu cu, se mamou lá no pau do Carlão, isso aí".

"Paizinho, isso não importa, Carlão é só foda, amor, sei lá,  é como mudar o óleo", "mudar o óleo?", continuou ela, "mas paizinho está excitado, quer saber é isso? está virando velho safado é isso?", está me gozando pensava, "primeiro óleo, agora eu é que era safado, já me tinha esquecido de tudo".

Ela se virou "paizinho, Carlão é só foda, gosto do pau dele, é grande e grosso, você sabe, gosto de mamar, mamo bem nele, sabe, você gostava de ver, era?", e eu assim pensando que essa menina ainda acaba comigo, vou ter aqui um ataque cardíaco, e eu assim ainda "ver? não sei?", ela se riu, "paizinho você pode ver, não tem problema, vai ver sua menina gritando, Carlão me abre bem o cu".

Eu ainda mexia "mas amor pensei você viver sua vida, sei lá com Carlão", foi quando ela se soltou mais "está maluco paizinho? Carlão não é nada, é só um caralho e um homem, porque amor, amor e sexo, já me basta o que tenho contigo".

Perguntei "comigo?", diabo não estava fodendo nada, eu olhava para ela, apetecia-me beber qualquer coisa, que fosse amarga o mais possível, "são as tuas palavras, a tua visão, o teu cérebro, a tua realidade que me excitam, que me fazem vir e ter orgasmos, paizinho, não esquece isso nunca".

A história e histeria do vibrador

10:07 0
A história e histeria do vibrador
Nem queria acreditar, como uma má ideia pode dar tão certo!! Veja bem a história do vibrador!! não é uma invenção do séc. 20, surgiu em meados do século 19 para fins supostamente médicos um massageador a vapor, para tratar da histeria, um distúrbio feminino causado pela ansiedade e irritabilidade.

A beleza nem está na ideia desse médico, ou coisa parecida, de inventar uma coisa para alegrar as raparigas ansiosas, beleza beleza foi do génio visionário que viu ali uma oportunidade em transformar aquele produto em coisa muito maior, para tratar as mais necessitadas.
Na altura a coisa era mal entendida, como hoje, muitas mulheres tinham um desejo sexual insatisfeito, e o tal génio médico pensou naquilo, o que pareceu óbvio depois de descoberto, de arranjar a máquina vibratória para as satisfazer e fazer felizes.

A histeria

Foi considerada doença no século 19, o hoje é mais conhecido e atribuído a "falta de foda", os sintomas são os mesmos, irritabilidade, insónia, ansiedade, dores de cabeça, choro e falta de apetite, entre outros sintomas, exclusivamente femininos.

O que era normalmente aceite em outras culturas, na Europa, o desejo feminino exacerbado por sexo, como excitação, fantasias eróticas, lubrificação vaginal e comportamento em geral melancólico ou irracional era visto como a doença da histeria.

O problema continua, nada se alterou, mulheres com "falta de foda" continuam a ficar histéricas e malucas, e se lhes falha o vibrador, então!! está tudo fodido.

Mas adiante, para amainar a “histeria”, o tal génio teve essa ideia fenomenal que arranjar um tratamento, primeiro manual, com a massagem no clitóris, feita diretamente pelo médico, no consultório.

Com as mãos, o médico estimulava a paciente com um dedo dentro da vagina, usando óleo de lírios como lubrificante, até que ela atingisse o “paroxismo histérico”, conhecido hoje como orgasmo. Depois de uma sessão de gemidos e gritos, a mulher ficava mais calma, e os sintomas desapareciam - pelo menos por um tempo.

Por causa disto escreveu-se muita merda e gastaram-se rios de dinheiro para chegar à conclusão que a tal suposta doença se resolvia afinal com o funcionamento normal da sexualidade feminina, e para a qual o alívio, não surpreendentemente, era obtido através do orgasmo, ou seja através de umas boas fodas ou com o vibrador.

Nos consultórios

Como os maridos não resolviam, ou pior, para as que não tinham ainda marido, as mulheres descobriram aqui o seu filão. Os maridos viam-nas malucas e histéricas e mandavam-nas para o médico, para lhes massajar o clitóris, coisa que até era bem aceite na altura, e elas corriam a encher os consultórios médicos em busca da suposta “cura” onde podiam então ter o orgasmo tão desejado.

Os médicos passavam horas a masturbar as clientes, preocupados com a sua saúde, a dar ao dedo, coisa que depois de umas centenas, entre novas, velhas e maduras, era uma tarefa extenuante.

Muitos médicos eram avaliados pelas "doentes", uns que eram melhores a massajar que outros, muita concorrência, mas enfim o que era bom ao principio começou a causar problemas de saúde também aos médicos como tendinites e problemas nas mãos devido ao esforço repetitivo.

O vibrador

Os médicos precisavam de uma máquina, a procura era tanta que os médicos já não tinham dedos a medir, e por isso, entre outras soluções, aparece o vibrador, patenteado em 1869, a vapor, e batizado de "The manipulator" (em português O Manipulador).

Embora fosse um aparelho grande e de aparência assustadora, as mulheres adoravam-no e o tamanho da engenhoca punha-as malucas que atingiam o orgasmo logo logo, permitindo aos médicos massajar um número maior de clitóris e descansar as mãos.

Primeiro foi o de vapor, depois aparece o vibrador movido à manivela que mais parece um berbequim daqueles antigos, e só depois aparece o eléctrico.

Democratização do vibrador 

Primeiro era só material de consultório - não foi sempre assim? - mas depois saltou para a rua. Muitas coisas entram pela medicina - a coisa faz bem, é para melhorar - só para serem aceites e não serem questionadas, para depois ser dispensada essa intermediação médica que nunca foi necessária.

Aparecem então todo o tipo de vibradores, muitas marcas, modelos, cores e feitios, adaptados a todos os tipos de mulher, em todas as faixas de preço, com vários tipos de energia, anunciados livremente em catálogos e revistas femininas.

Nessa altura usavam-se slogans - hoje dispensam-se também - "Para as mulheres para ajudar na saúde e a relaxar" ou ‘Todos os prazeres da juventude...vão pulsar dentro de si", e para não causar incómodos sociais, os fabricantes vendiam-nos com formas mais discretas de divulgar o produto, anunciando o uso noutras partes do corpo, vendendo-o disfarçado em caixas de aspiradores do pó, e até como um acessório que, uma vez conectado, poderia ser utilizado para outras finalidades, como prova o anúncio “A ajuda que toda mulher necessita”.

Com a libertação sexual feminina essa tramóia de ser usado com fins terapêuticos como se fosse um massajador de pescoço ou outra merda qualquer acabou, o vibrador passou a ser vendido como acessório sexual, em vez de instrumento médico, e ponto final.

Trailer da comédia “Histeria”, de 2012

Depois da repressão da mulher passou-se à bandalheira. Aparecem os filmes pornográficos e neles as actrizes e depois alguns actores começaram a usar o acessório como parte necessária do enredo, cabendo ao vibrador uma função muito importante de as estimular nas filmagens e também como objecto cénico.

Talvez por isso veio a ganhar uma conotação negativa na sociedade, associando o uso do instrumento a mulheres malucas e depravadas, desejosas de brincadeiras inconvenientes.

Com a revolução sexual isso acabou e hoje quase todas têm um na sua vida sexual, a histeria mantêm-se, ai se lhes tiram o vibrador!!, mas o que era visto como doença, é agora entendido como sinal de afirmação.

E só para registo, conheci uma dessas supostas histéricas que até tinha dado nome ao vibrador, chamava-lhe "salsicha", e quando ela falava, estou procurando ou me está fazendo falta o salsicha, já o pessoal sabia.

Contos eróticos de natal - # Gaja Energética

17:12 0
Contos eróticos de natal - # Gaja Energética
Faz um frio do caralho. Acabei de fumar um cigarro à janela, os meus senhorios não gostam que fume no quarto e tive que pôr o tronco e a cabeça de fora, e fiquei com os cornos todos molhados.
Ouço-os a discutir, até que me apetecia um chá, qualquer merda quente, mas não me quero meter no meio deles, acabo eu sempre fodido, ainda me mandam para o meio da rua, ela é uma bêbeda tarada, entra-me de repente no quarto, não bate à porta nem pede licença, quer-me ver nu e o caralho.

E ele, pior ainda que ela, não trabalha que está doente, mas todos os dias veste calcinha, de mulher com fio dental, e corre corre pro pinhal, pra fazer broche e dar o cu, e de tudo isso a mulher sabe, e um dia até me disse "oi Marcos, você já viu, né, meu marido é paneleiro, se ele rondar a tua porta, me diz, que eu corro com ele.".

Estou farto dos dois, mas preciso do quarto, não me dão nada, nem papel para limpar o cu, e decido sair, meter-me na noite, vou até à velha Deolinda, tem a tasca aberta de certeza, para quê o estabelecimento aberto até altas horas da noite? É que nunca fecha !

Demorei tempo a perceber esta velha, não é pelo dinheiro, é pela sua própria solidão, em vez de estar em casa a olhar para a televisão, está a servir copos aos clientes e a falar, e raio da velha que bom, tem sempre qualquer coisa pra dizer.

E a voz dela acalma como um analgésico, entra mansa e devagar se instala, e hoje preciso disso, disso e de descolar a roupa húmida do corpo, e de vinho, vinho quente, com mel e com whisky, com tudo caralho, um grogue que me faça adormecer.

Merda para estas vielas mal cheirosas, cheira a lixo e a sopa de couve, uma espécie de peido molhado no ar, e a merda é que estou dentro dele, e estas poças cheias de água, tenho as peúgas ensopadas e um buraco no sapato, que mais caralho me há-de acontecer, e esta merda de chuva que não pára de cair.

Entrei na Deolinda, graças a Deus, calor, conforto, "oi Deolinda", "oi Marcos", o cheiro doce a coisas boas, o vapor de água que de mim saía, e a voz desta velha, simples direta e precisa, hoje não quer muita conversa, está a fazer o balanço de si própria, o que ainda lhe reserva a vida, a ouvir música antiga dela, que me fere mas liberta, parece que estamos sozinhos, mas não, a Deolinda apontou-me uma criatura ao fundo, parece mover-se no escuro.


A Deolinda fez-me sinal, assim com a mão na cabeça, a dizer-me que ela devia ser maluca, "cientista choné" disse-me, até que a vejo a aproximar-se, diabo!! que mulher linda!! vinha meio tonta, devia ser da bebida, diz-me a Deolinda "está aqui há quatro horas, veio aqui passar o Natal, com certeza".

Aproximou-se ainda mais, do balcão onde estou sentado, colou-se a mim ao meu lado, deve ter sentido o meu cheiro, de pobre e que vergonha tenho, "oi, parece que estamos sozinhos os dois?", não sabia o que lhe dizer, não tínhamos nada a ver.

Os dentes brancos e certos, a pele macia e bem tratada, a roupa cara e de marca, corpo magro fino esculpido, uns olhos azuis feitos de água, apreciei-lhe uma peça de joalharia, que no pescoço envergava, nem era a beleza da peça, mas mais a forma como a usava, que me levou a crer, ser para não esquecer, a sua perdida inocência.

Ocorreu-me que ao falar-me me agrediu, estranho este sentimento, os pobres devem gostar de estar sozinhos com a sua própria miséria, do lado de cá da vida onde não há luz, onde se é transparente e não se existe, diz-me ela "sabes quem é o Einstein?", agarrado ao meu copo de grogue, abanei a cabeça a dizer que sim, sou pobre mas não sou ignorante, a Deolinda dizia "olha lá vamos nós outra vez com essa porra do Einstein".

Continuou ela bêbada "sabes ele provou que nós somos feitos de energia, e=mc2, a matéria, o teu corpo aqui ao meu lado, é uma ilusão temporária", nunca gostei de mulheres bêbadas, ou de me aproveitar delas, mas agora, sentia-lhe o cheiro adocicado do licor de amêndoa, e a mim apetecia-me bebê-lo da boca dela, e também estávamos sozinhos, a Deolinda era mobília e não contava, e o tempo de Natal é de tréguas.

Respondi-lhe "ai sim?, mas se eu fosse só energia não tinha fome como agora", perguntei à Deolinda se havia qualquer coisa pra petiscar, disse-me que tinha feito peixe frito, se eu fosse só de energia como esta maluca dizia, não me doía tanto o estômago, "sim, mas isso é ilusão nós somos energia, consegues ver? temos reflexos disso".

Ouço a Deolinda "bem meninos, gosto muito de vocês, mas faz-se tarde, vou fechar a casa", passou-se e saí eu e a maluca pra rua, voltei ao frio do caralho, ao desânimo de mais um dia, à chuva ao vento e à merda toda, diz-me a cientista passada, "anda, vem até minha casa, fazes-me companhia, é perto", fiquei assim meio na dúvida, entre uma gaja energética doida e dois senhorios tarados, "anda, comemos qualquer coisa, muito muito café que preciso, tomamos um banho quente, acendemos a lareira, e fluímos até de manhã".

Tomei banho, o cheiro da casa, o cheiro dela, as cores, a luz, fez soltar de mim uma camada de pó e lama, havia ainda eu por baixo, deu-me um robe uma toalha, e na sala vi mais de perto a cientista, e merda!! que era feita mesmo de energia, os meus olhos piscavam feridos pelo brilho intenso, das coxas luzidias, do busto, do pescoço esguio, do pequeno prado negro, de vítreo liquido correndo ao meio no rio.

Deu-me a estocada nos colhões, de um caralho que se levantou teso, que vi estrelas de tão instantâneo foi, esta noite seria uma ilusão, que amanhã seria outro dia, "anda vem, junta a tua energia à minha", eu nem queria saber, energia não me faltava, há anos que a armazenava, pior mesmo era a matéria, que tinha peso e cada vez mais.

Poemas Eróticos dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses

20:31 0
Poemas Eróticos dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses

A poesia trovadoresca galego-portuguesa faz parte da nossa cultura desde o início da nacionalidade, com destaque para o conteúdo erótico das cantigas de escárnio e maldizer, é o que nos mostra o livro 'Poemas Eróticos dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses', organização e tradução Victor Correia, ed. Guerra & Paz



Estudos de história literária confirmam a riqueza e a diversidade desses textos, revelando autores que assim podem ser resgatados de um injusto esquecimento a que estavam votados desde há séculos. É o caso dos trovadores cujas obras são apresentadas nestas páginas: João Soares Coelho, de Cinfães (c. 1211-1278 ou 79), era descendente de Egas Moniz, o célebre aio de D. Afonso Henriques.

É o caso dos trovadores cujas obras são apresentadas nestas páginas: 

João Soares Coelho, de Cinfães (c. 1211-1278 ou 79), era descendente de Egas Moniz, o célebre aio de D. Afonso Henriques.

Este trovador é dos poucos cuja biografia é relativamente bem conhecida, tendo sido estudado pelo historiador José Mattoso. Esteve ao serviço do conde de Serpa, irmão de D. Sancho II e, mais tarde, de D. Afonso III. 

O seu neto Estêvão Peres Coelho também foi trovador. Duas filhas suas foram mortas pelos maridos por ‘mau preço’, isto é, por adultério.

João Garcia de Guilhade, cavaleiro de Guilhade (Barcelos), viveu no século XIII, tendo frequentado a corte de D. Afonso III.


O galego Pero da Ponte frequentou a corte de Afonso X de Castela (rei de 1252 a 1284). Autor de sátiras contra os homossexuais, narra na cantiga ‘Eu digo mal, como homem fodilhão’ o episódio em que foi alvo de uma tentativa de violação.


João Vasques de Talaveira (Talavera de la Reina, Toledo) terá feito parte do círculo de trovadores da corte de Afonso X.


João Garcia de Guilhade


"Elvira Lopes, muito mal sabeis
acautelar-vos com esse vilão
que convosco dorme, com intenção
de vos roubar, e vós não entendeis;
receio que se convosco estiver
algum dia sozinho e vos foder,
essa traição provar não podereis.
(...) Eu vos aviso como ficareis
com esse vilão que trazeis assi
convosco, dormindo aqui e ali:
se com ele mais vezes dormireis,
esse vilão, se vontade tiver
de foder, foder-vos-á, se quiser,
e o que era vosso nunca mais tereis.

Dele direis: – Fodeu-me este vilão!
Mas ele dirá: – Oh mulher, eu não!
E com que provas o acusareis?"


João Soares Coelho

"Maria do Grave, grave é saber
porque vos chamam Maria do Grave,
dado que não sois grave no foder,
mas conseguir foder convosco é grave;
quero com conhecimento dizer,
apesar de eu pouco letrado ser,
que é difícil explicar este grave.
No entanto eu sei bem trovar e ler,
por isso quero explicar esse grave:
não sois grave no dinheiro a querer
pla vossa cona, mas fazeis-vos grave
pra quem gostar muito de vos foder;
por essa razão se deve entender
porque vos chamam Maria do Grave.
E dado que já expliquei esse grave,
tenho-me agora por bom trovador;
e bem vos juro, por Nosso Senhor,
que nunca eu encontrei mulher tão grave
como Maria – eu mesmo já provei –
do grave; e nunca uma mulher achei
que para foder me fosse tão grave."


Pero da Ponte

"Eu digo mal, como homem fodilhão,
o mais que posso sobre estes fodidos,
contra eles trovando e seus maridos;
um dele me deixou em grande espanto:
topou comigo e arregaçando o manto
quis em mim espetar o caralhão.
Ando fazendo versos e canções,
o mais que posso, e ando escarnecendo
dos invertidos que se andam fodendo;
um deles que de noite me espreitou,
quis dar-me do caralho, mas errou,
ao lançar-me por trás os seus colhões."
João Vasques de Talaveira
"Maria Leve, onde se confessava,
eu vos direi o que manifestava:
– Já sou velha, ai capelão!
Não sei de pecadora mais burguesa
do que eu; mas vede o que ora mais me pesa:
– Já sou velha, ai capelão!
Sempre pequei desde que fui fodida,
mas eu vos direi porque estou perdida:
– Já sou velha, ai capelão!"


Prefácio aqui

Como saber o tamanho do pénis?

17:10 3
Como saber o tamanho do pénis?
Há dias tinha perdido a alegria, não dormia nem comia, tinha lido umas coisas num desses blogues da treta, dos que dizem coisas mal informadas, perdi horas e anos de vida, ao ver neles escrito que um gajo coreano, um tal Dr. Kim qualquer coisa, tinha descoberto que há uma relação entre os dedos e o tamanho do pénis.

Diziam eles que o Dr. Kim tinha publicado que quem tem dedos grandes tem caralho grande, e dedos pequenos, já se sabe, um caralho pequeno, para mim isso não era novidade nenhuma, comparar partes do corpo que se vê, para avaliar as que estão escondidas, até uma namorada que tinha me dizia "gosto de homens com nariz grande", "mas porquê", perguntava eu, "nariz grande, caralho grande, certinho, não falha" respondia.

Mas pronto, eu nem queria saber como sabia ela isso, só podia ser por muita prática, por isso o meu nariz viu ela pouco tempo, agora um Dr. coreano a estudar comprimento de dedos e pilas, "pra quê?", perguntava-me eu, estes gajos não têm nada para fazer?, tanto sofrimento que causam, destroem a imaginação, surpresas já não nos esperam, nem desilusões ou expectativas, vê-se os dedos e pronto.

Noites de insónia em que rebolei na cama, foda-se caralho, e os pequeninos e os pequeninos, os que têm dedos pequeninos, como vão fazer, como se irão safar, elas a pedir "oh menino vá lá mostra os dedinhos", e nós a esticarmos os dedos para parecerem maiores, que humilhação!!, e esconder dedos, vamos ter de esconder dedos.

Até que acordei e disse, foda-se vou ler essa merda, vou à procura para ver se isso é verdade, se o Dr. Kim tinha escrito aquilo, se era verdade e sabem amigos, descobri que é mentira, quando vi que era mentira, caí em mim, um peso voou-me das costas, afinal podia ser feliz, mostrar os dedos pequenos, mas gordos muito gordos, graças a deus, e eu não sou gordo não sou gordo, os dedos é que são gordos.


Então não é que estes gajos destes blogues dizem uma coisa destas, daqueles que parecem credíveis, nem são para adultos, porra! ! caralho!! há jovens que lêem isto, e podem ficar traumatizados, tinha um amigo de escola o Figueiredo, que tinha uma manápula do caralho, e o gajo até é gay, passivo é dizer  pouco,  olha se lesse este post, ele a dizer-me seria "o que faço o que faço", o que sofreria pobre diabo.

Fui ler e vi, o que o Dr. Kim diz é precisamente o contrário, não há relação nenhuma do comprimento do pénis e o tamanho dos dedos, podem descansar "ufa!!", não há, agora o homem tem um fetiche de comprimentos de dedos e coisas, ou é com o caralho, ou com o tamanho dos colhões, ou com a performance para o desporto.

Aqui parece que há alguma verdade, relação entre dedos grandes e volume testicular, ou com desporto, agora o resto não, só que nem tudo podem ser boas noticias, parece que o gajo descobriu que gajos mais altos estão fodidos, estão condenados a ter o pénis flácido mais cedo, os pequeninos aqui safam-se melhor.

Agora este Dr. Kim, gajo que tem estudado muito estas coisas, para quê não sei, não sei quem lhe paga para isto, só para chegar a esta conclusão pôs uns estagiários a medir e a pesar caralhos, dedos, e colhões de 176 gajos, mas diz ele também, não sei como chega a esta conclusão, que um gajo com dedos grandes e com um caralho comprido flácido, não quer dizer que um gajo com dedos pequenos e um caralho curto, menos flácido por ser menos comprido, quando tesos podem ficar do mesmo tamanho.

Não percebo porque diz isso, mas parece importante ... mas uma coisa está clara, a noticia era falsa, não vou dizer o blogue falseador, não é parceiro meu, podemos estar todos descansados.

Comi as ostras, que possuíam forte gosto de mar e um leve travo metálico

13:42 0
Comi as ostras, que possuíam forte gosto de mar e um leve travo metálico


Paris é uma Festa, Ernest Hemingway, Dezembro de 1964.


"Quando a Primavera chegava, mesmo 
que se tratasse de uma falsa primavera, 
nossos problemas desapareciam, exceto 
o de saber onde se poderia ser mais feliz. 

A única coisa capaz 
de nos estragar um dia 
eram pessoas, mas se se pudesse 
evitar encontros, os dias não tinham limites. 

As pessoas eram sempre 
limitadoras da felicidade, 

exceto aquelas poucas 

que eram tão boas 
quanto a própria 
primavera."

-/*

"Comi as ostras, que possuíam 
forte gosto de mar e um leve travo metálico 
que o vinho branco gelado lavava, deixando 
somente o gosto do mar e a suculenta textura; 

à medida que ia sorvendo o líquido frio de cada concha 
e o fazia descer acompanhado do estimulante sabor do vinho, 
o sentimento do vazio foi-me abandonando 
e vi-me de novo feliz e cheio de planos."

-/*

"Sabe que sempre
haverá uma primavera, 
como um rio sempre volta ao
seu curso depois do inverno.

Quando 
a chuva fria perdura,
matando a primavera,
é como um jovem que
morre sem ter vivido."

-/*

"Mas 
sabíamos que 
haveria sempre 
outra primavera ..."

Mecanofilia, Homens loucos por automóveis, vejam?

08:48 4
Mecanofilia, Homens loucos por automóveis, vejam?
O que se faz por amor aos automóveis.

1. Homem preso quando tentava fazer sexo com ... carro (link abaixo)

Um homem foi preso pela polícia quando tentava abusar de um automóvel. Ao que parece, estava nu e agarrado ao tubo de escape. 

Para os transeuntes da cidade de Newton, no Kansas, ver um homem nu debaixo de um carro já era suficientemente suspeito. Depois, o facto de o indivíduo estar a acariciar o escape, sugerindo ter segundas intenções, alertou mesmo os espíritos mais tolerantes, que resolveram partilhar as suas suspeitas com a polícia, que acorreu ao local na esperança que tudo não passasse de uma paródia.

“O indivíduo foi apanhado a tentar enfiar o pénis no tubo de escape do carro”, lê-se no relatório das autoridades. Mas a polícia não resistiu a proporcionar mais detalhes, confessando que “mesmo depois de o termos mandado parar, ele continuou naquilo”. 

Quando os agentes chegaram ao local apanharam efectivamente o suspeito nu da cintura para baixo, a tentar ter relações sexuais com o veículo.

A cena de sexo ao vivo terminou quando os agentes, fartos da situação, resolveram dar um choque ao Don Juan dos escapes com um taser, que certamente lhe retirou a vontade de repetir a graça pelo menos nos tempos mais próximos.

A defesa do homem de 24 anos vai certamente contestar a acusação, eventualmente alegando que o sexo foi consentido, ou que o carro se insinuou de forma provocante, roncando em todos os cilindros. 

Ou, como o jovem estava bêbado, até poderá alegar que com o álcool confundiu o veículo com alguma amiga sua. Se bem que, como não há descrição do modelo, ficámos sem saber se o motivo da paixão era um deslumbrante Lamborghini recém-saído do stand, ou uma velha pick-up cheia de mazelas.

https://observador.pt/2018/05/05/homem-preso-quando-tentava-fazer-sexo-com-carro/

2. Homem admite ter praticado sexo com mais de mil carros (link abaixo)

Edward Smith é americano e vive com a namorada. Este caso não seria notícia se a namorada do citado Smith fosse um ser de carne e osso. Ora o caso é que a 'respectiva' deste senhor não é uma mulher, mas sim um carro, mais precisamente um Volkswagen Beetle (o famoso 'Carocha') chamado 'Vanilla' ('Baunilha').

Este homem de gosto peculiar explica: «eu sou um apreciador da beleza que nessa atitude vai um pouco mais longe do que a maior parte das pessoas».

Romântico por natureza, presenteia as máquinas pelas quais se apaixona com poesias, canções e horas de conversa, como qualquer homem apaixonado faz com o objecto da sua devoção.

Diz que, inicialmente, não percebia os sentimentos que o assolavam e explica que «havia momentos em se no meio do nada via um carro estacionado, imediatamente sentia que este precisava de amor». então, esperava que caísse a noite para o acarinhar, beijar e abraçar, avança o the telegraph.

Smith, de 57 anos, teve sexo com um carro pela primeira vez quando tinha 15 anos e explica que nunca se sentiu atraído nem por homens nem por mulheres.

A última vez que esteve com uma mulher foi há 12 anos atrás e não conseguiu consumar o acto sexual, pois, segundo o próprio afirma: «eu sei o que está no meu coração e não sinto qualquer desejo de mudar».

Antes de vanilla teve uma relação de cinco anos com victoria - um beetle de 1969 que comprou a um casal de testemunhas de jeová.

Porém, o seu gosto por máquinas é abrangente e não se fixa apenas nos carros. de acordo com o próprio, a experiência sexual mais intensa que já viveu foi com um helicóptero da série televisiva dos anos 80, 'airwolf'.

Edward smith aceitou falar pela primeira vez sobre as suas preferências sexuais para um documentário do canal televisivo norte-americano channel 5.

Este trabalho televisivo irá dar a conhecer à generalidade da população a 'mecanofilia', nome desta obsessão por máquinas (bicicletas, veículos a motor, helicópteros e aviões) que é comum a algumas centenas de pessoas.



https://sol.sapo.pt/artigo/19677/homem-admite-ter-praticado-sexo-com-mais-de-mil-carros