Contos eróticos de natal - # fui pro campo, que merda!! - BIOGRAFIAS ERÓTICAS
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Contos eróticos de natal - # fui pro campo, que merda!!

Por esta época é sempre a mesma merda, cânticos de Natal de manhã à noite, de uma chuva de som ando a fugir, jim gom bell jim gom bell jim gom bell, foda-se!! é do som mas também da luz, o dinheiro a sair, toda a gente a pedir, são vampiros insaciáveis, atrás da minha carteira, o mesmo otário a dar, que já agora sou eu.

Porra!! que devia andar alegre a sorrir, tanta felicidade junta num só dia, merda dos doces que engulo e não desejo, de tanta carne e porras que como, caralho!! ando com dor de barriga, o meu colesterol está fodido, o ano inteiro a poupá-lo.
Foto de Matthis Volquardsen no Pexels
Foda-se!! como detesto, esta época do ano não passa, o sorriso dos lojistas a sugerir, aos meus filhos a comer-me, compra compra que ele paga, se tem cartão de crédito, não lhes faça essa desfeita, olha as crianças precisam disto, tanta bugiganga e tanta merda!! Caralho!! dói-me tanto a cabeça.

Agora foi a minha mulher, "ó querido, precisas de descanso, que tal passarmos uns dias no campo", não é que me agrade muito, com o humor com que ando, é passar da merda pra porcaria.

Mas quão estranho é o ser humano, criam uma imagem na cabeça, de lírios bons ares cheiros e luz, que tão bom é estar na serra, passarinhos voando por toda a terra.

Não para mim que ando fodido, com esta época de despesa e ruído, em vez de me reconciliar cá por dentro, galvanizado rural no campo fico, tanto cagalhão pela estrada fica, é bolas de merda seca esperando.

Os incautos da cidade chegam, vou pisar bosta com certeza, mesmo que olhe pro chão e me desvie, é que lá no campo assim se pensa, merda é bom e valoriza, temos de conviver com a porcaria.

E as mulheres!! muito que olham pra um gajo, olhos de fome em caras rosadas, do frio da curiosidade e do cio, clitóris vermelhos ardentes que muito querem, há ali desejo de mamada bem escondido.

Miram-me pés, pernas, e por aí acima, fodas que imaginam de cidade, bem melhores e sofisticadas, quanto mais velhas mais endiabradas, sem a vigilância do senhor padre, mas metem-me um medo do caralho, gajas sanguinárias que cabeças cortam, não há galinha animal que não matem, foda-se!! não é no campo que me sinto seguro.

E os animais, caralho? eles no campo vêm, têm consciência e têm alma, olham para mim de lado, lá vai o gajo que nos come, se nos conhece é lá do talho, sentimento de culpa me atravessa, que vê-los ali em vida à espera, de um destino por eles conhecido, cabrão que vai-me fazer em merda.

A única vantagem é que emagreço, faço-me vaca ruminante como eles, durante semanas só como ervas, uma espécie de vegano de memória curta, deixo de pensar em animais vivos, de recordar a vigilância daqueles olhos, de um qualquer deus que os ilumina.

Volto depois à velha rotina, a comê-los todo o dia, Cristo!! e a esperar que cresças e morras, lá mais ou menos para a Páscoa, por nós todos é, e bem mo dizem, eu não acredito mas acredita, é que reservei pra ti um tempo, sendo eu um pagão como eles, a tua sorte meu amigo é não ter ídolos.

Merda!! a caminhar no campo a pensar no que acabei de escrever, pisei uma bosta, tanta luz de Natal, e que cheira mal.


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