Cornuda até que sabe viver - Biografias Eróticas

Cornuda até que sabe viver

Há quem não goste, mas isto de viver em prédios com muitos andares e com muita gente é um mar de possibilidades para um solitário oportunista como eu, é que confessionário, tenho esta coisa de sempre ter gostado de ouvir atrás das portas, e, então nestes prédios, agora, ouve-se tudo o que se passa do outro lado.

Nunca quis coisas sérias, e então nestes prédios há tantos cornudos e cornudas que basta esperar, lançar a rede e como pescador experiente, que o peixe se deixe apanhar, e foi assim, confessionário, desta última vez.

Tinham chegado há pouco tempo ao prédio, um casal de meia idade, para minha sorte ou azar não sei, foram viver no andar em cima do meu, apanhei-os um dia no elevador, enquanto subíamos não falaram nem trocaram olhares, senti um frio na espinha, não via neles qualquer química, como se a sua existência conjunta, fosse antes uma obrigação, mulher bonita e vistosa, com ar submisso e reservado, ele bem apresentado, um homem de ar dominador.

Acho confessionário que não passou mais de uma semana, começaram a discutir, eu cá em baixo bem os ouvia, ela a gritar, "andas com outra puta, o que é que tu queres?", ele lá respondia "o que é que quero, o que é que quero? quero foder, não me dás o que quero, o que é que achas?", passavam horas nisto, eu calado a andar pela casa, "e se eu fosse fazer um broche ao vizinho, gostavas?", "vai fazer, estás à vontade, porra!!!", gritava ele.

Eu cá em baixo pensava para mim, "bom bom, vizinho sou eu", estava em vantagem com os outros, a minha última cornuda, a do quinto andar, tinha-me dado algum prazer, já tinha muita experiência, de como estas coisas se passavam, só que essa tinha-se entretanto divorciado, e isto confessionário, só é mesmo bonito, enquanto é o marido que as sustenta.

Já a tinha apanhado sozinha no elevador, sabia que se chamava Carla, e muitas vezes se ria para mim, quando discretamente lhe olhava para o corpo, dizia-lhe bom dia e boa tarde, ela a ver o meu pensar, "que belas mamas tem esta mulher", que confessionário, era tanto o desperdício que ganhei coragem para lhe falar.


Um dia virei-me para ela e disse-lhe, "desculpe que ouvi ontem a discussão", ela ficou assim surpresa a olhar para mim, a de ontem ela gritava "grande cabrão, vieste agora da puta, ainda cheiras a perfume barato", como ele não respondeu, pensei eu que deve ter abanado os ombros, ela continuou "devia pôr-te os cornos também, e dar umas fodas com o vizinho, o que achas?", ouvi-o a dizer "acho bem, podes dar-lhe a cona que não me importo".

Ela olhava para mim, devia estar a lembrar-se do que tinha dito, que quando saí no meu andar, disse-lhe logo "não se esqueça, sou o seu vizinho, mesmo de baixo, aquela porta é a minha", e sabes que mais, confessionário, ainda não tinha passado uma hora, ouvia-a lá em cima a dizer "vou lá abaixo comprar tabaco", minutos depois bateu-me à porta a perguntar se podia entrar.

Tinha acabado de tomar banho, ainda tinha o cabelo molhado, quando ela entrou foi direta ao meu sofá, sentou-se nele à espera de mim, pediu-me "senta-te, relaxa, peço-te que não fales, não digas nada", afastou-me o roupão para os lados, agarrou no meu caralho húmido, e confessionário, não pude fazer nada, ela começou a mamá-lo, "mas que mulher", pensava eu, apertou os lábios no meu pau, fechei os olhos a gozar.

O tempo naquele momento perdeu-se para mim, o meu caralho era uma estaca na mão dela, beijava-me a cabecinha, com a língua nervosa, num prazer de querer e de vingança, numa fome incontroversa, batia-me uma punheta e chupava, gemia como doido "humm ahumm", quando sentia aqueles lábios molhados, tão bom broche que me fazia, que desesperado pensava "vou-me vir na boca dela".

As minhas ancas não paravam, afaguei-lhe os cabelos, e na cabeça a afundava, quando a ouço dizer "vou-te engolir todo", e aí, confessionário, não aguentei mesmo, deixei-me ir naquela onda, quando explodi por dentro, soltei o meu leite que se prendia, e ela bebeu-o todo como queria.

Como entrou na minha casa, assim saiu sem uma palavra, e subiu para a casa dela, em quase silêncio, disse-me antes "amanhã venho cá abaixo outra vez comprar tabaco", lá em cima para o marido, ouço a voz dele "então havia tabaco ou não?", responde ela "já estava fechado, vai lá tu meu cabrão".

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