Divino amor lésbico em Santorini - Biografias Eróticas
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Divino amor lésbico em Santorini

Diz a minha mãe "ama-se quem se ama e não quem se quer amar"

Estávamos na ilha, eu, a minha mãe Clara e a Érica, melhor amiga dela, não era a primeira vez que viajava com elas, para Santorini ou outros sítios, de tempos a tempos, como o vento do Norte, a Érica aparecia e, digamos, quase que a raptava, "Clara, embora, vamos passear, dar uma volta", e, arrastada por aquelas mulheres vigorosas, atrás delas ia eu.

As voltas da Érica tinham essa coisa comum, envolviam quase sempre aviões, lugares distantes e quentes, quase sempre ilhas ou paraísos, muito sexo à mistura, era essa a intenção, almas gémeas a foder entre elas, unidas por laços de amor e segredo, ou com uns quantos pobre diabos que apanhavam, atraídos pelo seu cheiro guloso.

A Érica, como a minha mãe, era uma daquelas mulheres belas, de uma beleza serena e intima, a quem a natureza se curvou e deu tudo, única e incategorizável, linda por dentro e por fora, que me dava um tesão tremendo, sendo eu um miúdo ao pé dela, muitas punhetas bati por ela, um desejo de a ver nua, de a querer foder constante.

Para além da beleza em todo, a Érica tinha o Tê, o marido doido por ela, de posses e que lhe dava tudo, sem discussão ou resposta, dinheiro, paz e muito tempo, não conseguir viver sem ela, agradecia à minha mãe por se deixar ir, nem que fosse por curtos momentos, só para ver a mulher atrás das costas, para gozar dos seus pedaços de liberdade.

Como sempre chegados à ilha, havia regras a observar, tinham-me sido ditas muitas vezes, esquecidas quando solto, livre de lado a lado corria a ilha, em busca do inesperado no já esperado, eu a fome à procura da vontade de comer, de um poema de verão e de mar, que me soltasse desejo e prazer, e me fizesse gozar.

E assim conheci o Mogli, não se chamava assim é certo, mas alcunha que lhe dei, um nome indiano impronunciável, nos nossos dezasseis mais ou menos, com aquela pele cor de carne, lábios e olhos de outro mundo, feitos de noite e de forno, um peito yogui feito de osso, uns calções enrolados para cima, minha companhia na ilha.
Com ele, nas minhas divagações e andanças, descobria-as juntas nas esplanadas, a minha mãe Clara com a Érica, as risadas cúmplices a olhar os homens,  a porem-lhes nomes e a classificá-los, os que têm ar de ser bons fodilhões ou patetas, os só convencidos e os certamente rabos, elas unidas por esse laço feminino, livres nesta e em outras vidas, de se amarem sem amarras.

Mas mal tinha chegado, antes do Mogli conheci o "sem nome", sem nome porque nunca lhe falei, os nossos olhos falaram por nós, na piscina interior onde estava, a nadar suave na água, só os sons do marulhar das braçadas, ele um homem a chegar, a mergulhar no fresco liquido, espaço amado pra quem não quer sol, só fresco e silêncio. 

Mas isso agora não conta, conta a minha mãe e a Érica, encontrei-as no quarto do hotel, deitadas nuas na cama, a ignorarem a minha presença, o gosto adquirido de me verem vê-las, como se eu fosse uma câmara viva, a gravar pelos meus olhos o sexo delas, cheio de tesão compreendido.

Beijavam-se na boca, a Érica por cima da minha mãe, nessa hierarquia de gestos, parecendo ser ela o homem,  mulher a minha mãe, roçavam as vaginas uma na da outra, os seus pelinhos lindos, os clitóris húmidos de tesão, os lábios grossos delas, nos meus olhos concentrado, o meu pénis duro na minha mão.

Uma luz difusa, um reflexo de mar, caia-lhes sobre os corpos nus, unidos como um só, ondulando na mesma vontade, numa harmonia musical, a Érica lambia os seios da minha mãe, a descer por ela com a língua e os lábios, os olhos da minha mãe nos meus, um sorriso "de eu sou assim, filho", compreensão pelo meu tesão, a Érica é linda e desejável, eu também mesmo sendo tua mãe.

A Érica lambia os lábios grossos da vagina da minha mãe, afundada nas pernas e no clitóris dela, a corrê-lo de cima a baixo com a língua, a lamber-se numa gargalhada, a minha mãe a contorcer-se de prazer, de olhos fechados esquecida, daquele lugar e terra de deuses, num Olimpo interior só dela, onde só há nuvens e cores.

A Érica louca a beber dela, mais intensa ainda, como um animal selvagem, a puxarem-se uma à outra, quase tresloucadas e perdidas, num clímax aguardado, uma a dar mais que a outra, na igualdade de dar e receber certa, um misto de amor e desejo, a minha mãe a mover as ancas arqueada, a lutar contra a língua funda nela, a estremecer a gemer alto, num ai de cima abaixo, a vir-se húmida e molhada, para um corpo amolecido agora, e elas deusas deitadas num quadro terno.

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