Há chuva no pinhal - Biografias Eróticas

Há chuva no pinhal

Há aqueles dias invernosos, húmidos de chuva miúda, vaporosos, em que nos sentimos molhados por dentro e por fora, de movimentos apertados, sem saber o que fazer, apesar de tudo esperar, a aguardar que mude, que haja tempo, um raio de sol que ilumine, que dê espaço, que dê oportunidade, e eu, bem, estava num desses dias, uma preguiça energética, um tesão latente, no caralho, no ânus, principalmente no ânus, em toda a parte, apetecia-me tanto foder, mas sem iniciativa, sem pensar, sem escolher, sem mandar, queria deixar-me ir, pela mão dos outros, apetecia-me tanto levar no cu.

O mundo era meu, mas não meu, o desejo de distância, que as coisas fossem fáceis, sem labor, sem esforço, sem preço, apenas a entrega do corpo, pela entrega de outro, trocas sem discussão, sem negociação, sem futuro, sem promessas, sem expectativas, dar o cu e só, ser enrabado e só, uma manifestação física e só, uma explosão de sangue, sem exercício mental, ir, chegar, olhar, acordar, despir-me, dar o cu, vir-me, e vir-me embora, até onde parti.

Primeiro o meu gozo de carne, o mental que viesse depois, e para isso fazia-me ator, de mim mesmo e do meu prazer, saí na minha carrinha, para uma mata que já conhecia, onde se encontravam homens, uns à procura de cu, outros tantos de caralho, ali se acertavam as coisas, e quando lá cheguei, estava um gajo encostado, a um carro, perto de um maciço de árvores, alto, de cabelo rapado, cara de homem do leste, só mais tarde vim a saber, era moldavo.

Quando saí da carrinha, e me fui aproximando dele, pôs a mão no pau, a encher a mão que era grande, um redondo grosso nas calças, a falar-me com os olhos, ou com os ombros, eles mexiam, sem palavras desnecessárias, "quero comer-te esse cu todo", fui rodando sobre mim próprio, a mostrar-lhe o que tinha, o meu rabo redondo empinado, desejoso de ser comido.

Acenei-lhe com a cabeça, para entrarmos na carrinha, tinha câmaras a filmar-me, depois queria ver-me foder, ou mostrar a quem quisesse, uns dias depois mostrei-os à minha irmã, e nem queria acreditar, de me ver naquele pau a mamar, o moldavo a enrabar-me, o meu cu aberto, o caralho a entrar, dois prazeres e um só momento, despimo-nos os dois por completo, queria dar-lhe o meu corpo todo, sem entraves ou obstáculos, que me agarrasse, dominasse e fodesse, que me fosse ao cu como quisesse, deixar-me-ia ir no seu comando, fosse carinhoso, meigo ou violento.

Lá fora caía agora, uma chuva mais grossa, um momento que era neutro, tornara-se agora mais intimo, o moldavo deitou-se ao meu lado, dois corpos nus entrelaçados, procurou-me a boca beijou-me, senti-lhe a língua na minha, o caralho teso colado ao meu, mãos grandes me percorriam o corpo, a explorar-me todo num abraço largo, minha pele e pele dele em cima, um manto de beijos apertado, ondeava por mim entrando, um amor sexo e carinho, gemi a abrir-lhe as pernas pedindo, em mola presas em redor dele, "come-me o cu, quero muito".

Dei-lhe um óleo para a mão, queria que me untasse, que me ungisse se quisesse, era uma flor que se abria, a respiração era intensa, caía chuva na rua, vinha cheiro de terra, de pinheiros molhados, num frio inesperado, um calor me percorria, dos dedos dele no meu ânus, nas minhas nádegas à volta, no meu peito colado, nos mamilos tensos do moldavo, rodei por ele e fui baixando, até lhe encontrar o caralho.

Aqueci-o na minha boca e chupei-o, êxtase de sensações e desejos, alargou as pernas a dar-me espaço, para esquecer o corpo e dar-me o caralho, grande, grosso, e farto, ia por ele de alto a baixo, nos meus lábios apertado, na minha língua que brincava, mergulhada nuns pelos louros, nos colhões em baixo cheios, um pau duro e rijo vergado, que queria tanto a partir-me o cu, os dedos dele não paravam, andando de lado redondo, ora no meu cabelo, ora no meu ânus molhado.

Puxou-me para ele, por cima e em frente, deitado ele de costas, apanhou-me as nádegas com as mãos, largas grandes como palmas, a pousá-las naquele pau duro, no meu ânus sentido encostado, um fresco de cuspe molhado, agarrou-me no pescoço, beijou-me, deu-me uma mordedura leve, com uma voz quente, ouço-o dizer-me, "adoro esse teu cu, tão bom, quero comer-te bem, mete amor, mete-o no cu", virei-me para a câmara que ali estava, gravando tudo como queria, agarrei no pau duro, meu rabo, minhas nádegas, anel tenso rosado, meu ânus preparado.

Apontei-o e enterrei-me nele, soltei um suspiro profundo, arqueado no ar para o forçar, que caralho grosso na minha mão, gemi com os olhos molhados, num beijo declarado, "humm, aihmm, aihmm, quero tanto, humm", ondeava as nádegas e as ancas, movimento combinado num só, para cima e para baixo, pouco a pouco o pau entrava, até o sentir bem fundo dentro, a abrir-me o cu todo, um anel apertado largo, agarrei numa nádega ao lado, a ver-me na câmara a ser fodido, pedi-lhe "amor, parte-me o cu todo, aihmm, hahammuuu, humm".

Ele fazia força e entrava, levantava as ancas e espetava, o pau grosso no meu cu, acertado no meu tom, descia por ele e enterrava-o, numa sincronia perfeita, a ser enrabado como queria, no abandono da natureza, na carrinha num pinhal, dentro dela aquele vapor, de sexo, de cheiro, e de gemer, um leve suor na minha pele, gotas de pérola e de luz, puxou-me o moldavo para ele, a rodear-me de braços preso, voz rouca que lhe saía "que cu tão bom, que foda tão boa".

Pediu-me para me virar, queria saltar-me para cima, enrabar-me por trás, partir-me o rabo todo, senti-o a encostar-se, a abrir-me as nádegas, a escorregar o caralho no meu vale, a enterrar a cabeça, e depois o tronco duro, de nervos, veias e aço, por mim dentro, a martelar-me as coxas, em embates violentos, duros e nervosos, grampos prendiam-me as bochechas da peida, ofegante, rouco, suado, matraqueava-me o ânus, aberto e oferecido, eu gemia, lembro-me, "aihmm foda-se!! que me partes todo, foda-se!! uhumm, aiii meu cu".

Não sei quanto tempo tinha passado, esse tinha-se desvanecido, perdido algures naquele momento, um fragmento congelado, só eu e o moldavo, mais nada e mais ninguém, senti-o a dizer "hahmm que vou vir todo", logo logo a gemer "aimm que foda", excitava-me em sintonia com ele, soltámos urros juntos, os nossos corpos estremeceram, num uníssono violento, veio-o em mim na minha pele, explodi um jacto de prazer.

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