BIOGRAFIAS ERÓTICAS
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X # Uma massagem relaxante caseira ajuda a relação

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X # Uma massagem relaxante caseira ajuda a relação
É daquelas coisas que ajudam a apimentar e a sair da rotina.


O como se faz está disponível em todo o lado, basta ler na internet, o problema é sempre fazê-lo e pronto. 

Ultrapassar um sentimento de culpa e de vergonha quase sempre vindo de limites dados por convenções ou como é percebido por terceiros como meio de poder e de domínio. 


A opção é escolher ser livre dentro de limites razoáveis que não sejam da escravidão espúria.


E sinceramente é coisa que nem é preciso ter conhecimentos, basta querer sentir e deixar-se levar por esse desejo simples e inocente.



Uma massagem relaxante à pessoa que se ama ou, se não for o caso, com quem se escolhe viver a vida. 

Dê a ele ou ela esse prémio, essa entrega, escolhendo um dia uma hora, um certo calor, um ambiente, uma musiquinha, um óleozinho amornado à luz das velas e dos aromas.

Deite-o deitando-lhe um óleo bem escolhido pelo corpo nu as suas mãos a trabalhá-lo suavemente nas costas no pescoço, de alto a baixo, lentamente, nas nádegas nas coxas, sempre lentamente, sem pressa há muito tempo.

Nu também aliviando tensões na mente no corpo trocadas por tesões e uma vagina húmida, um ânus ardente, as mãos meigas num pénis teso numa boca a querê-lo um crescendo firme, num abrir abrir.

Faça-a, não esqueça o óleo nem a oportunidade.

MASTURBAÇÃO: que bom para uma relação amorosa

22:30 0
MASTURBAÇÃO: que bom para uma relação amorosa
Imagem de Pexels por Pixabay
Não é coisa que aconteça só com relações longas, acontece com todas, muitas vezes depois do primeiro filho, em que o sexo se torna quase uma obrigação, na maioria das vezes convencional ou de afirmação masculina.

É aqui que se aconselha a necessidade de se ser às vezes radical.

Nada como pedir ao outro com quem dormimos mais habitualmente o cumprimento de um desejo que é normal, só não é falado e muito menos conseguido por ser terra desconhecida, não desvendada, a punheta ao vivo.

Seja homem seja mulher hetero homo ou só paneleiro, peça ao seu parceiro para se masturbar à sua frente consigo a vê-lo e ele a vê-lo que o vê.

É necessário intervir, ser criativo, procurar novos interesses, paixões comuns, só que quase sempre com obstáculos culturais, convenções ou crenças, fazendo parecer impuro um desejo humano e por isso normal e puro.

Sempre germinam na sua cabeça travões e limites que não se ser efectivamente bom e querido aos outros.

Se é mulher, aprenda com o que vê, como é que ele bate a sua punheta, como aprecia a manipulação do seu instrumento tão querido, como tem aquele momento único, como se tocasse e fizesse música, num intimo universal bem espremido, se o vir e se ele gostar, é que já nem é masturbação, é um prazer a dois, é uma união.


Parece só uma punheta, só como dizia o outro, o principal órgão sexual não é o pénis ou a vagina, mas o cérebro. 

É por isso que a masturbação acompanhada e vista pelo parceiro é uma experiência sexual tão intensa muito mais do que aquela que se tem numa normal relação sexual.

Nesta vemos o prazer do parceiro. Estamos de fora como espectadores e a entrega, a dádiva, a libertação de nós mesmos e da nossa vontade é total.

Por isso bata uma punheta tranquila para a sua mulher ou homem.

Usos do erótico: o erótico como poder de Audre Lorde

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Usos do erótico: o erótico como poder de Audre Lorde
Em resposta às críticas do conservador Jesse Helms sobre seu trabalho, assim se expressou:
"Minha sexualidade é parte integrante do que eu sou, e minha poesia é produto da interseção entre eu e meus mundos [...] A objeção de Jesse Helms ao meu trabalho não tem a ver com obscenidade [...] ou mesmo com sexo. Tem a ver com revolução e mudança. [...] Helms sabe que meus escritos estão voltados para a destruição dele e de tudo o que ele defende".


Os Usos do Erótico: O Erótico como Poder, por Audre Lorde

“Há muitos tipos de poder: os que são utilizáveis e os que não são, os reconhecidos e os desconhecidos. 
O erótico é um recurso que mora no interior de nós mesmas, assentado em um plano profundamente feminino e espiritual, e firmemente enraizado no poder de nossos sentimentos não pronunciados e ainda por reconhecer. Para se perpetuar, toda opressão deve corromper ou distorcer as fontes de poder inerentes à cultura das pessoas oprimidas, fontes das quais pode surgir a energia da mudança. No caso das mulheres, isso se traduziu na supressão do erótico como fonte de poder e informação em nossas vidas.

Como elas expõem erotismo sexualidade em Biografias eróticas

15:50 0
Como elas expõem erotismo sexualidade em Biografias eróticas
Os diários sexuais femininos são um fenómeno editorial. Entre os autores, há pessoas de vinte anos que relatam um passado de prostituição ou de sexo selvagem.

Quando me coloquei na cabeça que a opção mais fácil que eu tinha para me sustentar quando saía da casa dos meus pais seria ser uma prostituta, pensei: 'Como vou ser uma prostituta, eu Eu quero ser alguém'

Ela tinha 17 anos. Ela veio de uma família de bom status económico, estudou nas melhores escolas de San Pablo. 

Raquel Pacheco, assim, tornou-se Bruna Surfistinha, uma brasileira que hoje, já aposentada, é uma das autoras mais lidas de seu país. 

Foi o suficiente para ele contar em um livro - O doce veneno do escorpião - seus três anos dedicados a sexo pago e drogas. A primeira edição vendeu 10 mil cópias. E um filme será feito. 

Biografia Erotica
A garota de 21 anos é uma celebridade no seu país. Tem a sua própria página web que é visitada por 15 mil internautas por dia, e no seu blog conta com luxo detalhes dos seus encontros com homens, mulheres e casais, as festinhas em que participou e as suas aventuras nos clubes de swingers. 

E agora, você pode acompanhar as suas notícias pós-prostituição. "Desde que eu era uma boa menina este ano, o Pai Natal trouxe-me um presente". Eu quero ser 100% Raquel novamente. Eu faço um brinde grato de Raquel para Bruna. A nova Raquel nunca iria emergir sem Bruna. " 

E ela menciona o dinheiro que ganhou (será muito, um pouco?) com essa vida. Além disso, ela dá conselhos às mulheres sobre como conquistar um homem. E como se comportar com eles.

E para os fãs do voyeurismo, já havia uma história com cem escovadas antes de ir para a cama, da italiana Melissa Panarello. 

Biografia erótica
Uma adolescente que, entre os 15 e 17 anos, ofereceu sexo em sua aldeia de Acicastello, perto de Catania, no sangue da Sicília. A menina, entediada em casa, e em pleno despertar sexual, decidiu testar-se completamente. Primeiro, ela se preparou. Então ela foi à procura de um amor idílico (quem não tem, nessa idade?). Finalmente, não parou.

Na Itália, ele vendeu um milhão de livros e direitos para 23 países e fez um filme de sua vida.

A vida sexual de Catherine M pode ser um pouco forte, devido às suas altas doses de sexo cru. E talvez fosse apenas outro livro, se não fosse a autobiografia da literatura erótica do passado, a prestigiada crítica de arte, jornalista, ensaísta e editora da revista Art Press: a francesa Catherine Millet. 

Biografia Erótica

Foi por isso que mais de meio milhão de livros foram vendidos? Ou porque ela fez e contou seu sonho - talvez compartilhado por milhões: ser possuído por tantos homens quanto possível.

A vida sexual de Catherine é um livro atípico, e isso, de certa forma, é uma limitação quando nos confrontamos, investigamos e comparamos o mundo do sexo. E aqui não falamos sobre qualidade ou intensidade, mas sobre formas de conceber o relacionamento íntimo. Para o autor, sexo e por isso ela confessa é uma função mais fisiológica, assim como comer ou dormir; Algo que poderia ser verdade em alguns momentos tensos, normalmente não é.

E se o ato sexual puramente físico é prazeroso, se é feito com amor ou já com amor, o resultado é imensamente melhor. 

Em contraste, Millet nem sequer levanta a questão dos sentimentos, que é o que realmente faz o sexo se tornar mágico. Ela também fala muito sobre sexo grupal, algo que, como lemos, deve ter sido moda em certos ambientes parisienses, mas isso está longe das preocupações do leitor comum. As descrições mecânicas de como ela era possuído por até 20 homens e coisas assim são o menos interessante do livro, que se move entre o relatório, a confissão e aqui é a sua maior reflexão de atracção.

Shangai Baby, do chinês Wei Hui, é outra história que se volta para o erotismo, mas com a textura de um haiku (poesia oriental). 

No entanto, a mulher chinesa que estava à procura de aventuras sexuais chocou o governo de seu país há cinco anos. A proibição oficial e a queima de 40 mil exemplares do romance, por "decadente, vicioso e escravizado da cultura ocidental", não ampliaram o interesse pela história contada ali. 


Biografia erótica
Um pouco em tom biográfico, outro pouco na ficção, Wei Hui propõe submergir no interior de uma geração de jovens chineses que enfrentam tabus sociais como a homossexualidade e as drogas. No mercado negro, o romance de Wei Hui vendeu mais de dois milhões e meio de livros pirateados. Razão que chegou para atrair a atenção internacional; foi traduzido para 24 idiomas e seu autor ficou famoso. Aos 32 anos, Wei Hui mora com a mãe em Xangai, tornando-se referência para uma geração de mulheres na China do século XXI.

A ORIGEM DA NECESSIDADE DE ESCREVER.

Agora, o que leva essas mulheres a contar suas aventuras sexuais? Apenas uma questão de mercado.

"Neste tipo de trabalho, existe um sistema armado de construção mental sobre o erotismo que se reproduz, que retorna a si mesmo, como um fim. 

É retornar ao corpo de maneira repetitiva e obsessiva; uma permanência no desejo, sua formulação e sexo ", analisa a escritora Tununa Mercado, para quem o livro de Catherine Millet é um desafio neste campo literário. 

Por quê? Em princípio, diz Mercado, porque a marca das aventuras sexuais na literatura sempre foi viril. "Essa ordem de dominação, penetração e triunfo sobre o feminino, que está quase violando e que não é questionada demais", observa. 

Madonna no meu Portugal erótico

23:02
Madonna no meu Portugal erótico
Há uma coisa que Madonna não é, é turista. E se reside agora em Portugal, é mais uma viajante, o que quer dizer que quer sentir e procurar significado nessa estadia.

Muitas têm sido as razões que apontam para essa decisão, a de viver em Portugal, uma a do filho futebolista David Banda ter um lugar de treino no Benfica, a outra parece ser a de privacidade, e a outra ainda, a razão fiscal.

Surpreende-me é quem sendo rico, como imagino que será Madonna, decida, na sua perfeita razão, entre umas quantas centenas de países mais civilizados e eloquentes, trocar por exemplo Los Angeles por Portugal para viver.

Do filho, com tantos clubes e havendo dinheiro, parece-me exagerada essa razão. 

Da razão fiscal, de residência sem impostos, também não me parece razão suficiente, dadas as maquinações existentes de a eles poder fugir. Residir em Portugal só para poupar alguns cobres parece-me um sacrifício desproporcionado, que certamente os especialistas da diva saberiam resolver.

Da privacidade, essa sem dúvida existe, face à natureza do próprio povo, ameno sim, mas pouco dado a diferenciar quem mereceria tratamento especial, evidenciado pelo episódio do estacionamento dos 15 carros da cantora, em que logo apareceram almas padrão da comunidade dizendo "ela é igual às outras só tem é de pagar".

E Madonna mereceria tratamento especial em Portugal? Se calhar sim. Só que isso anularia o efeito, se for esse, pretendido, que é ninguém lhe ligar nenhuma.

Vamos à minha razão, porque se não for essa, Madonna se por cá passar algum tempo, acabará por a encontrar. Não só uma experiência dos sentidos, apesar da sua biografia erótica, após a turbulência, essa acontecerá, como é já sinal pela alteração de percepção que a sua passagem gera. 

Um país de vielas sujas e escuras, de amarelos enegrecidos e macilentos, a sua presença torna-os vivos e sem segredos, um postal indesejado, de um erotismo pré-fabricado, difícil de superar, nem a Madonna o consegue, às húmidas mulheres portuguesas.

O que encontrará em Portugal é um sentido, um místico antigo e subterrâneo, para os estrangeiros, algo demoníaco, a transgressão está na mente, a cabeça a dizer não, um plano transformador sem opção, uma nova existência, nunca mais serão quem são, uma serpente constritora, destrói antes de renovar, muita escuridão por tão pouca luz.


Maias - Serpente da Visão 
Será Portugal a fazer com que a Madonna galáctica descubra a mulher simples que quer ser, e aí Portugal será ainda mais erótico do que já é.


Georges Bataille - O Erotismo

20:43 0
Georges Bataille  - O Erotismo
De entre os seus principais trabalhos podemos destacar: "O erotismo" (1954); "A experiência interior" (1943); "O culpado" (1943); "A parte maldita" (1949); "A literatura e o mal" (1957), e seu polémico ensaio apontado anteriormente, "Sobre Nietzsche" (1945). 

Bataille ainda escreveu obras literárias como "História do Olho" (1928), "Madame Edwarda" (1941) e "O Azul do Céu" (1957). 

Georges Bataille

No "O erotismo", Bataille defende que o erotismo é uma experiência unicamente humana, não explicável pela ciência, pois no erotismo, a continuidade possível está presente no outro.

Na sua argumentação sobre o erotismo, o ser é convocado a deixar as puras esferas do conceito e pousar nas tramas do corpo. 

Do ser em queda, somos levados àquilo que, ao mesmo tempo que é ultrapassado pelo erotismo, é também a sua chave: a reprodução. 

A aposta na imanência é radical, o ser começa quando começa o corpo, entendido como instaurador do abismo que separa um homem de outro homem, o que nos condena a uma solidão absoluta cujo império cessa apenas com princípio de outro, o império da morte: “Cada ser é distinto de todos os outros. 

Seu nascimento, sua morte e os acontecimentos de sua vida podem ter para os outros algum interesse, mas ele é o único interessado directamente. Ele só nasce. Ele só morre. Entre um ser e outro, há um abismo. 

Esse abismo receberá o nome de descontinuidade – os termos descontinuidade e continuidade são as chaves para compreensão daquilo que o erotismo põe em jogo.
A fim de apresentar a oposição fundamental entre continuidade e descontinuidade do ser, Bataille incursiona no que, na história da vida, precedeu a reprodução sexuada. 

No caso dos humanos (um de entre outros seres sexuados), apenas no nível das células reprodutivas, a morte coincide com o nascimento de um novo ser. 
O embrião é o resultado da fusão mortal (oposta à divisão mortal dos seres unicelulares) entre o óvulo e o espermatozóide, esses “dois pequenos seres descontínuos”. 

Desse modo, na origem da vida está a origem do abismo, a origem da solidão do ser descontínuo que somos: o embrião surge a partir dos cadáveres de dois outros seres descontínuos, o óvulo e o espermatozóide.
É preciso, no entanto, passarmos do espermatozóide ao homem, do óvulo à mulher, para entender que a radicalidade de nossa solidão coloca e é colocada em jogo pelo que Bataille chama de erotismo. 

Fazendo isso, entenderemos porque o homem é um animal-paradoxo, antónimo de si mesmo “e livre para se assemelhar a tudo que não é ele no universo”.
Outras ideias fundamentais desta obra, tratadas nela como um todo são a interdição e a transgressão. As interdições são as restrições impostas - nunca de fora - numa sociedade, para que o mundo humano permaneça com um certo grau de organização.

Elas estão diretamente ligadas ao mundo do trabalho, que é o mundo da acumulação, da ordem e da disciplina. Elas regram o mundo humano e são uma das principais características que nos diferenciam dos animais.

Assim, a interdição pode ser colocada próxima da descontinuidade do ser. Estando esta última ligada à sustentação das formas, ao respeito aos limites.

Já a transgressão é a ruptura, a quebra (temporária) das correntes das interdições, que nos traz a angústia e a sensação de pecado, que são o passo inicial para a entrada no erotismo. 

As transgressões estão ligadas ao mundo das festas, que é regido pela desordem, pelo constante dispêndio, a violência, o gastar de forma desmedida, enfim, os excessos. 

Porém, é importante ressaltar que a transgressão não existe em oposição à interdição - como no caso das ideias de bem e mal na tradição judaico-cristã mas sim a complementa, e não se opõem pura e simplesmente. 

A transgressão é essencial para a passagem do ser de um estado equilibrado para o estado de excesso sexual intrínseco ao erotismo. 

Ela faz emergir certa "animalidade" no homem, porém não acaba com a interdição, nem vice-versa. Sem as transgressões ou sem as interdições, o erotismo nunca estaria completo. 

Segundo Bataille, o cristianismo teria transformado todas as transgressões em pecado, rejeitando a impureza sagrada. Tudo aquilo relacionado às transgressões foi afastado da esfera do sagrado, o que fica evidente no modo como o cristianismo trata a figura de Lúcifer, o anjo da primeira transgressão, que perdeu seu status divino. 

Dentre os estudos que Bataille apresenta em "O erotismo", podemos destacar os dois sobre o Marquês de Sade, onde ele aponta primeiramente como Sade expõe em seus romances, uma espécie de "transgressão total", que iria além das capacidades humanas. 

No discurso de Sade haveria uma espécie de negação total do outro, pois se o erotismo leva ao acordo, ele desmente o movimento de violência e morte que ele é, a princípio. 

Bataille termina os seus estudos" sobre este autor explicando como foi ele quem nos revelou várias "verdades penosas". Ele preparou o caminho para os homens de hoje terem consciência do que significa para eles a transgressão. Assim nos é apresentado um Sade muito mais próximo das ideias contidas em seus livros. 

Agora iremos atentar mais especificamente à ideia de conflito presente no trabalho do autor de "O Erotismo". Ao considerar o erotismo, Bataille estabelece dois planos de conflito: através do deboche, que é uma oposição à elevação moral do pensamento; e através da subjectividade focalizada, que manifesta uma cisão da consciência. 

Para Bataille, o erotismo trás uma contradição insuperável e afirma uma cisão abissal no âmago da consciência. As contradições entre ordem e desordem, razão e instinto não são sanáveis. Desta forma, há uma heterogeneidade no espírito. O erotismo apresenta-se como "paradigma de contraditórios não conciliáveis".

Em "O erotismo", Bataille faz uma extensa dissertação sobre o tema enunciado no título, estudando-o de forma minuciosa e mostrando como ele está intrinsecamente ligado aos homens, sendo uma expressão deste em seus estados extremos. 

Há o erotismo dos corpos, quando os humanos se “cansam de ser a cabeça e a razão do universo” e, transgredindo o interdito, o impossível, fazem do abismo uma possibilidade precária de encontro dos seres, precária porque tal encontro não destruirá a descontinuidade, seus corpos não serão dissolvidos um no outro. 

Eles se apaixonam e, então, querem violar o corpo um do outro, abri-lo. Tiram a roupa, eis a primeira violação, a violência erótica se põe em jogo com a libertação das aberturas dos corpos. 

O ato decisivo é o de tirar a roupa, ele promove o obsceno, a transgressão do impossível que promoverá o encontro – ainda que precário.
A roupa é o biombo móvel que se porta a fim de interditar a encenação visível das regiões secretas do corpo, seus buracos e aclives obscenos, impossíveis ou inaceitáveis “das formas de vida social regulares, que fundam a ordem descontínua das individualidades definidas que somos”, isoladas umas das outras por um abismo. 
Suspenso o biombo das roupas, dois corpos se invadem, primeiro por intermédio dos olhos, depois utilizando o resto do corpo, ou melhor, o corpo inteiro: “A nudez se opõe ao estado fechado, ou seja, ao estado da existência descontínua”. 

A nudez é, portanto, a realização relativa da destruição dos contornos do ser, ou, dizendo de outro modo, a realização parcial da impossível continuidade entre um ser e outro, pois a total continuidade equivaleria à destruição dos seres envolvidos na cena erótica.
Assim, a nudez faz com que os corpos se abram “à continuidade através dos canais secretos que nos dão o sentimento de obscenidade”. 

A obscenidade equivale ao erotismo que perturba e desordena a “posse da individualidade duradoura e afirmada”. 

O império da descontinuidade, da solidão abismal que separa um indivíduo do outro, é abalado pelo movimento erótico. Chegamos, então, ao grande paradoxo do espírito humano.
Tal paradoxo consiste no seguinte: sofremos a solidão abismal da descontinuidade implicada no fato de sermos vivos, no entanto, ansiamos a imortalidade, equivalente da prorrogação infinita dessa mesma descontinuidade que nos angustia e nos abisma.
Bataille divide a atividade humana em dois campos; o gasto improdutivo, mais tarde um equivalente do erotismo, localiza-se no segundo campo.
O primeiro, o do “uso do mínimo necessário”, destinado à “conservação da vida e ao prosseguimento da atividade produtiva”, é o campo que se confunde com a noção de utilidade clássica, segundo a qual a vida tem por finalidade o prazer, mas um prazer moderado: o prazer excessivo seria patológico, devendo se submeter, por um lado, à aquisição, produção e conservação dos bens e, por outro, à reprodução e conservação das vidas humanas – o que para Bataille seria a redução da vida humana à condição mais lamentável.
O segundo campo da atividade humana, oposto ao primeiro, é o dos gastos inúteis, das finalidades sem fins, ou daquilo que encontra um fim em si. O autor francês oferece uma lista de exemplos: “o luxo, os enterros, as guerras, os cultos, as construções de monumentos suntuários, os jogos, os espetáculos, as artes, a atividade sexual perversa (isto é, desviada da finalidade genital)”.
Ele pode ser colocado como um dos precursores do que foi convencionado chamar de "pós-modernidade".

george bataille
Erotismo de George Bataille

erotismo

Devido às contribuições que esta obra é capaz de oferecer, principalmente no âmbito teórico através da discussão de conceitos, ela deveria ser mais frequentemente lida, apesar de seus diversos problemas, principalmente pelos que trabalham com história intelectual, relações de género e os que se interessam pelos acalorados debates sobre pós-modernidade e pós-estruturalismo. 

São só 8 as melhores posições para fazer sexo no carro?

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São só 8 as  melhores posições para fazer sexo no carro?
Ter sexo em veículos é sempre excitante, seja no camião, na carrinha, no avião, ou no carro mais ligeiro. Cai fora das quatro paredes e é um pouco como conduzir de descapotável com a cabeça ao vento. 

Há uma sensação de perigo, de urgência e uma certa adrenalina que confere ao momento uma dose forte de erotismo que devia ser experimentada por aqueles que querem incrementar a relação, mesmo que fosse em ambiente protegido.
"Olha companheira ou companheiro, hoje vamos ali à garagem ao veículo", "para quê?", pergunta ele ou ela, "Ora, para foder".

Mas para evitar aqui alguns constrangimentos, algum entorse de coluna, alguma joelhada inoportuna, reúnem-se aqui oito posições acompanhadas de ilustrações que, para além de confortáveis, facilitam a execução e, ao que parece, garantem bastante prazer e emoção aos "ocupantes".

1# ELA DIRIGE
Sentado no banco do condutor, coloque o parceiro ao seu colo, empunhando o volante do carro como apoio. Assim ele pode dirigir os seus movimentos com mais facilidade.

2# CACHORRINHO
Coloque o parceiro no banco traseiro na posição de cachorrinho, apoiada no vidro. Agora posicione-se atrás dele para começar o trabalho. Nesta é você quem controla o ritmo.

3# SESSENTA E NOVE
Deite-se de costas no banco traseiro e diga para ele ficar invertido em cima de si, fazendo o clássico 69.

4# MONTADA
Você deita-se no banco de trás e o parceiro monta por cima. Essa posição é interessante porque ele pode controlar a intensidade do sexo e sua inclinação, adequando-se assim aos estímulos que prefere.

5# DOMINADO
O parceiro vai por cima, no banco do passageiro, de frente para si. Segurando em sua cintura, deixe-o ao comando. Enquanto isso você pode beijá-lo ou brincar com o seu peito.

6# ESCANCARADA
Posicione-o no meio do banco traseiro com as pernas abertas para cima, apoiando o calcanhar no banco da dianteira. Assim você pode, ajoelhado, penetrá-lo à vontade. Um encaixe perfeito.

7# ENCAIXADA
Esta é parecida com a anterior, mas a penetração é mais profunda: ele fica deitado no banco traseiro e as suas pernas apoiam-se nos seus ombros.

8# EMPINADINHO
Deixamos a melhor para o final. Deitando o banco do passageiro, coloque-o de bruços nele, mas se apoiando com os braços no de trás. Você pode-se deitar por cima com suas pernas entre as dele ou, se preferir, ele fica com as pernas fechadas e você com as suas abertas em volta.