BIOGRAFIAS ERÓTICAS
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Georges Bataille - O Erotismo

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Georges Bataille  - O Erotismo
De entre os seus principais trabalhos podemos destacar: "O erotismo" (1954); "A experiência interior" (1943); "O culpado" (1943); "A parte maldita" (1949); "A literatura e o mal" (1957), e seu polémico ensaio apontado anteriormente, "Sobre Nietzsche" (1945). 

Bataille ainda escreveu obras literárias como "História do Olho" (1928), "Madame Edwarda" (1941) e "O Azul do Céu" (1957). 

Georges Bataille

No "O erotismo", Bataille defende que o erotismo é uma experiência unicamente humana, não explicável pela ciência, pois no erotismo, a continuidade possível está presente no outro.

Na sua argumentação sobre o erotismo, o ser é convocado a deixar as puras esferas do conceito e pousar nas tramas do corpo. 

Do ser em queda, somos levados àquilo que, ao mesmo tempo que é ultrapassado pelo erotismo, é também a sua chave: a reprodução. 

A aposta na imanência é radical, o ser começa quando começa o corpo, entendido como instaurador do abismo que separa um homem de outro homem, o que nos condena a uma solidão absoluta cujo império cessa apenas com princípio de outro, o império da morte: “Cada ser é distinto de todos os outros. 

Seu nascimento, sua morte e os acontecimentos de sua vida podem ter para os outros algum interesse, mas ele é o único interessado directamente. Ele só nasce. Ele só morre. Entre um ser e outro, há um abismo. 

Esse abismo receberá o nome de descontinuidade – os termos descontinuidade e continuidade são as chaves para compreensão daquilo que o erotismo põe em jogo.
A fim de apresentar a oposição fundamental entre continuidade e descontinuidade do ser, Bataille incursiona no que, na história da vida, precedeu a reprodução sexuada. 

No caso dos humanos (um de entre outros seres sexuados), apenas no nível das células reprodutivas, a morte coincide com o nascimento de um novo ser. 
O embrião é o resultado da fusão mortal (oposta à divisão mortal dos seres unicelulares) entre o óvulo e o espermatozóide, esses “dois pequenos seres descontínuos”. 

Desse modo, na origem da vida está a origem do abismo, a origem da solidão do ser descontínuo que somos: o embrião surge a partir dos cadáveres de dois outros seres descontínuos, o óvulo e o espermatozóide.
É preciso, no entanto, passarmos do espermatozóide ao homem, do óvulo à mulher, para entender que a radicalidade de nossa solidão coloca e é colocada em jogo pelo que Bataille chama de erotismo. 

Fazendo isso, entenderemos porque o homem é um animal-paradoxo, antónimo de si mesmo “e livre para se assemelhar a tudo que não é ele no universo”.
Outras ideias fundamentais desta obra, tratadas nela como um todo são a interdição e a transgressão. As interdições são as restrições impostas - nunca de fora - numa sociedade, para que o mundo humano permaneça com um certo grau de organização.

Elas estão diretamente ligadas ao mundo do trabalho, que é o mundo da acumulação, da ordem e da disciplina. Elas regram o mundo humano e são uma das principais características que nos diferenciam dos animais.

Assim, a interdição pode ser colocada próxima da descontinuidade do ser. Estando esta última ligada à sustentação das formas, ao respeito aos limites.

Já a transgressão é a ruptura, a quebra (temporária) das correntes das interdições, que nos traz a angústia e a sensação de pecado, que são o passo inicial para a entrada no erotismo. 

As transgressões estão ligadas ao mundo das festas, que é regido pela desordem, pelo constante dispêndio, a violência, o gastar de forma desmedida, enfim, os excessos. 

Porém, é importante ressaltar que a transgressão não existe em oposição à interdição - como no caso das ideias de bem e mal na tradição judaico-cristã mas sim a complementa, e não se opõem pura e simplesmente. 

A transgressão é essencial para a passagem do ser de um estado equilibrado para o estado de excesso sexual intrínseco ao erotismo. 

Ela faz emergir certa "animalidade" no homem, porém não acaba com a interdição, nem vice-versa. Sem as transgressões ou sem as interdições, o erotismo nunca estaria completo. 

Segundo Bataille, o cristianismo teria transformado todas as transgressões em pecado, rejeitando a impureza sagrada. Tudo aquilo relacionado às transgressões foi afastado da esfera do sagrado, o que fica evidente no modo como o cristianismo trata a figura de Lúcifer, o anjo da primeira transgressão, que perdeu seu status divino. 

Dentre os estudos que Bataille apresenta em "O erotismo", podemos destacar os dois sobre o Marquês de Sade, onde ele aponta primeiramente como Sade expõe em seus romances, uma espécie de "transgressão total", que iria além das capacidades humanas. 

No discurso de Sade haveria uma espécie de negação total do outro, pois se o erotismo leva ao acordo, ele desmente o movimento de violência e morte que ele é, a princípio. 

Bataille termina os seus estudos" sobre este autor explicando como foi ele quem nos revelou várias "verdades penosas". Ele preparou o caminho para os homens de hoje terem consciência do que significa para eles a transgressão. Assim nos é apresentado um Sade muito mais próximo das ideias contidas em seus livros. 

Agora iremos atentar mais especificamente à ideia de conflito presente no trabalho do autor de "O Erotismo". Ao considerar o erotismo, Bataille estabelece dois planos de conflito: através do deboche, que é uma oposição à elevação moral do pensamento; e através da subjectividade focalizada, que manifesta uma cisão da consciência. 

Para Bataille, o erotismo trás uma contradição insuperável e afirma uma cisão abissal no âmago da consciência. As contradições entre ordem e desordem, razão e instinto não são sanáveis. Desta forma, há uma heterogeneidade no espírito. O erotismo apresenta-se como "paradigma de contraditórios não conciliáveis".

Em "O erotismo", Bataille faz uma extensa dissertação sobre o tema enunciado no título, estudando-o de forma minuciosa e mostrando como ele está intrinsecamente ligado aos homens, sendo uma expressão deste em seus estados extremos. 

Há o erotismo dos corpos, quando os humanos se “cansam de ser a cabeça e a razão do universo” e, transgredindo o interdito, o impossível, fazem do abismo uma possibilidade precária de encontro dos seres, precária porque tal encontro não destruirá a descontinuidade, seus corpos não serão dissolvidos um no outro. 

Eles se apaixonam e, então, querem violar o corpo um do outro, abri-lo. Tiram a roupa, eis a primeira violação, a violência erótica se põe em jogo com a libertação das aberturas dos corpos. 

O ato decisivo é o de tirar a roupa, ele promove o obsceno, a transgressão do impossível que promoverá o encontro – ainda que precário.
A roupa é o biombo móvel que se porta a fim de interditar a encenação visível das regiões secretas do corpo, seus buracos e aclives obscenos, impossíveis ou inaceitáveis “das formas de vida social regulares, que fundam a ordem descontínua das individualidades definidas que somos”, isoladas umas das outras por um abismo. 
Suspenso o biombo das roupas, dois corpos se invadem, primeiro por intermédio dos olhos, depois utilizando o resto do corpo, ou melhor, o corpo inteiro: “A nudez se opõe ao estado fechado, ou seja, ao estado da existência descontínua”. 

A nudez é, portanto, a realização relativa da destruição dos contornos do ser, ou, dizendo de outro modo, a realização parcial da impossível continuidade entre um ser e outro, pois a total continuidade equivaleria à destruição dos seres envolvidos na cena erótica.
Assim, a nudez faz com que os corpos se abram “à continuidade através dos canais secretos que nos dão o sentimento de obscenidade”. 

A obscenidade equivale ao erotismo que perturba e desordena a “posse da individualidade duradoura e afirmada”. 

O império da descontinuidade, da solidão abismal que separa um indivíduo do outro, é abalado pelo movimento erótico. Chegamos, então, ao grande paradoxo do espírito humano.
Tal paradoxo consiste no seguinte: sofremos a solidão abismal da descontinuidade implicada no fato de sermos vivos, no entanto, ansiamos a imortalidade, equivalente da prorrogação infinita dessa mesma descontinuidade que nos angustia e nos abisma.
Bataille divide a atividade humana em dois campos; o gasto improdutivo, mais tarde um equivalente do erotismo, localiza-se no segundo campo.
O primeiro, o do “uso do mínimo necessário”, destinado à “conservação da vida e ao prosseguimento da atividade produtiva”, é o campo que se confunde com a noção de utilidade clássica, segundo a qual a vida tem por finalidade o prazer, mas um prazer moderado: o prazer excessivo seria patológico, devendo se submeter, por um lado, à aquisição, produção e conservação dos bens e, por outro, à reprodução e conservação das vidas humanas – o que para Bataille seria a redução da vida humana à condição mais lamentável.
O segundo campo da atividade humana, oposto ao primeiro, é o dos gastos inúteis, das finalidades sem fins, ou daquilo que encontra um fim em si. O autor francês oferece uma lista de exemplos: “o luxo, os enterros, as guerras, os cultos, as construções de monumentos suntuários, os jogos, os espetáculos, as artes, a atividade sexual perversa (isto é, desviada da finalidade genital)”.
Ele pode ser colocado como um dos precursores do que foi convencionado chamar de "pós-modernidade".

george bataille
Erotismo de George Bataille

erotismo

Devido às contribuições que esta obra é capaz de oferecer, principalmente no âmbito teórico através da discussão de conceitos, ela deveria ser mais frequentemente lida, apesar de seus diversos problemas, principalmente pelos que trabalham com história intelectual, relações de género e os que se interessam pelos acalorados debates sobre pós-modernidade e pós-estruturalismo. 

São só 8 as melhores posições para fazer sexo no carro?

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São só 8 as  melhores posições para fazer sexo no carro?
Ter sexo em veículos é sempre excitante, seja no camião, na carrinha, no avião, ou no carro mais ligeiro. Cai fora das quatro paredes e é um pouco como conduzir de descapotável com a cabeça ao vento. 

Há uma sensação de perigo, de urgência e uma certa adrenalina que confere ao momento uma dose forte de erotismo que devia ser experimentada por aqueles que querem incrementar a relação, mesmo que fosse em ambiente protegido.
"Olha companheira ou companheiro, hoje vamos ali à garagem ao veículo", "para quê?", pergunta ele ou ela, "Ora, para foder".

Mas para evitar aqui alguns constrangimentos, algum entorse de coluna, alguma joelhada inoportuna, reúnem-se aqui oito posições acompanhadas de ilustrações que, para além de confortáveis, facilitam a execução e, ao que parece, garantem bastante prazer e emoção aos "ocupantes".

1# ELA DIRIGE
Sentado no banco do condutor, coloque o parceiro ao seu colo, empunhando o volante do carro como apoio. Assim ele pode dirigir os seus movimentos com mais facilidade.

2# CACHORRINHO
Coloque o parceiro no banco traseiro na posição de cachorrinho, apoiada no vidro. Agora posicione-se atrás dele para começar o trabalho. Nesta é você quem controla o ritmo.

3# SESSENTA E NOVE
Deite-se de costas no banco traseiro e diga para ele ficar invertido em cima de si, fazendo o clássico 69.

4# MONTADA
Você deita-se no banco de trás e o parceiro monta por cima. Essa posição é interessante porque ele pode controlar a intensidade do sexo e sua inclinação, adequando-se assim aos estímulos que prefere.

5# DOMINADO
O parceiro vai por cima, no banco do passageiro, de frente para si. Segurando em sua cintura, deixe-o ao comando. Enquanto isso você pode beijá-lo ou brincar com o seu peito.

6# ESCANCARADA
Posicione-o no meio do banco traseiro com as pernas abertas para cima, apoiando o calcanhar no banco da dianteira. Assim você pode, ajoelhado, penetrá-lo à vontade. Um encaixe perfeito.

7# ENCAIXADA
Esta é parecida com a anterior, mas a penetração é mais profunda: ele fica deitado no banco traseiro e as suas pernas apoiam-se nos seus ombros.

8# EMPINADINHO
Deixamos a melhor para o final. Deitando o banco do passageiro, coloque-o de bruços nele, mas se apoiando com os braços no de trás. Você pode-se deitar por cima com suas pernas entre as dele ou, se preferir, ele fica com as pernas fechadas e você com as suas abertas em volta.



Os 10 livros de literatura erótica mais importantes de todos os tempos

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Os 10 livros de literatura erótica mais importantes de todos os tempos

Haverá quem pense se calhar que a literatura ou escrita erótica é coisa recente chegada com os novos tempos, só que ela remonta ao tempo em que à escrita ou existe no homem uma qualquer forma de se expressar. Encontra-se escrita e arte erótica em pergaminhos egípcios, em vasos gregos, em telas orientais. Depois temos os clássicos da literatura erótico-sexual. Entre os nomes, o leitor encontrará escritores reconhecidos no cânone literário mundial, como Mario Vargas Llosa, Charles Bukowski, Georges Bataille, Henry Miller e tantos outros. Deixamos aqui alguns dos mais importantes.
a-venus-das-peles1) A Vênus das Peles – Sacher Masoch
Masoch é um mestre. Não é à toa que o seu nome é base para o termo “masoquismo”, cuja inspiração está neste que foi o primeiro romance a descrever este tipo de relacionamento e fantasia sexuais de forma explícita e detalhada. Publicado em 1870, “A Vênus das Peles” ainda é um sucesso de vendas. 



120 dias2) Os 120 dias de Sodoma ou a escola da libertinagem – Marquês de Sade
Geralmente esgotado nas livrarias, este é um clássico da literatura erótica, uma obra-prima do Marquês de Sade, que também emprestou o seu nome para aquilo que ficou conhecido como “sadismo”. Acontece que seus livros causam espanto há séculos. Por quê? Bem, em “120 dias”, por exemplo, Sade narra a história de quatro homens que decidem viver orgias com 46 pessoas durante quatro meses.

Lolita3) Lolita – Vladimir Nabokov
Publicado em 1955, em Paris, foi escrito originalmente em inglês, embora Nabokov seja russo. A história é a seguinte: Humbert Humbert, um professor de literatura com quase 40 anos fica obcecado por Dolores Haze, de 12 anos, com quem acaba por se envolver sexualmente após se tornar o seu padrasto. Por contar a vida de uma menina precoce sexualmente, “Lolita” se tornou um clássico.

capa 15x23,4 aberta.indd4) O elogio da madrasta – Mario Vargas Llosa
Literatura de primeira qualidade é sempre uma certeza nas obras do peruano Mario Vargas Llosa. Neste romance, ele cria um contraponto entre amor e inocência ao revelar a sensualidade de dona Lucrécia, que acaba por se envolver com Fonchito, o filho de dom Rigoberto, o seu marido.


HISTORIA_DO_OLHO_1231468761P5) História do olho – Georges Bataille
Admirado por grandes nomes da literatura, como Roland Barthes e Julio Cortázar, Bataille estreou com a “História do olho”, em 1928, imprimindo uma visão surrealista das descobertas e extravagâncias sexuais do narrador e Simone, sua amiga. Também um clássico.


tropico-de-cancer
6) Trópico de Câncer – Henry Miller
Trópico de Câncer, ao lado de Trópico de Capricórnio, é um clássico da literatura erótica mundial. Com uma linguagem sexual explícita, “Câncer” chegou a ser banido dos Estados Unidos à época de sua publicação, em 1934, só voltando ao mercado na década de 1960.

pequenos passaros7) Pequenos pássaros – Anaïs Nin
Nesta obra, a autora francesa – que causou polémica na sua época ao escrever enredos permeados de erotismo e ideias feministas – narra 13 histórias de pessoas que encaram os seus anseios sexuais, sobretudo mulheres, dando vazão às suas paixões.



Mulheres-LPM-20118) Mulheres – Charles Bukowski
“Ela gemia, com a cabeça apoiada no travesseiro. Ãããiiii… Maneirei e fiquei só bimbando de leve.” Assim, entramos no mundo das aventuras sexuais de Henry Chinaski, alter ego de Bukowski, encontrando maravilhosas e literárias descrições em “Mulheres”. Sem dúvidas, um livro e tanto.


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9) A bibliotecária – Logan Belle
Há profissões e locais que geralmente causam fetiches sexuais. Bibliotecária é uma dessas profissões e, neste livro, Logan Belle utiliza a bela e jovem Regina Finch para mostrar um delicado jogo de dominação sexual.


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10) Cem escovadas antes de ir para cama – Melissa Panarello
Este livro causou certo alvoroço quando foi publicado, em 2003. A italiana, fã confessa de Vladimir Nabokov e Anaïs Nin, por exemplo, detalha neste livro desde a perda de sua virgindade, aos 15 anos, às mais loucas aventuras que viveu em orgias, sessões de sadomasoquismo com mulheres e homens casados. O livro vendeu milhões de exemplares e é um sucesso no Brasil.



A arte erótica japonesa - a Shunga

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A arte erótica japonesa - a Shunga
Não é estranho que o português ou, talvez mesmo, o japonês, tenham palavras tão comuns e com um sentido tão relacionado. Agora descobri a Shunga e pensei no termo Chungaria tão reservado e tão católico.

Shunga (春画) é um termo japonês para arte erótica. A maioria é um tipo de ukiyo-e (vulgarmente também conhecido como estampa japonesa, é um género de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX.), normalmente impresso a partir de blocos de madeira.

Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina; o teatro kabuki; os lutadores de sumo; cenas históricas e lendas populares; cenas de viagem e paisagens; fauna e flora; e pornografia.

Três anos depois da batalha de Sekigahara, conhecida como Divisão do Reino, teve início o período Edo no Japão. Governado pelos xoguns da família Tokugawa, o Edo Bakufu — outro nome para o momento histórico — começou na cidade de Edo, atual Tóquio.

Durante os 268 anos de relativa paz, o país vivia um momento de isolamento político-económico, em um sistema de feudos, e de valorização das artes. Foi nessa época que o teatro kabuki, a pintura em madeira e a arte do chá ganharam maior expressividade. 

Junto delas, a Shunga surgiu para se tornar a arte erótica japonesa.

Traduzido literalmente, a palavra Japonesa shunga significa imagem de primavera; "primavera" é um eufemismo comum para sexualidade.

O movimento ukiyo-e no geral procurava expressar uma idealização da vida contemporânea e apelar a nova classe chōnin.

Seguindo a estética da vida no dia a dia, a shunga do período Edo variava largamente nas suas representações de sexualidade. Como um tipo de ukiyo-e, era apreciada por todos os grupos sociais, apesar de desagradar o shogunato.

Quase todos os artistas ukiyo-e fizeram shunga algures nas suas carreiras.

A Shunga foi largamente influenciada por ilustrações de manuais de medicina chinesa no período muromachi (1336 a 1573).

Pensa-se que Zhou Fang, um pintor erótico da dinastia chinesa Tang, também foi uma influência. Ele, assim como muitos pintores eróticos do seu tempo de lá, tendia a exagerar o tamanho dos órgãos genitais, uma característica shunga.

Enquanto o significado literal da palavra "shunga" é importante, é na verdade um abreviamento de shunkyū-higi-ga (春宮秘戯画), expressão japonesa para conjuntos chineses de 12 pergaminhos com representações dos 12 atos sexuais que o príncipe herdeiro tinha de cometer como expressão yin yang.


Os artistas shunga representam cenas de sexo explícitas, procurando capturar as expressões de êxtase e prazer. 

A grande maioria das obras retratam o sexo entre homens e mulheres, mas também existem aquelas com um homem e várias mulheres, ou de homens com homens e até de humanos com animais e espíritos. 

Nelas, o sexo homoafetivo é comum e muito aceito, ainda que o padrão fosse o sexo hétero. 

Independentemente dos protagonistas, uma característica das obras shunga era a forma como os órgãos genitais eram representados. Pénis aumentados e vaginas realistas eram detalhados em uma construção meticulosa.

Junto das cenas — que transbordam luxúria —, elementos textuais poderiam compor o sentimento de prazer. Era comum encontrar legendas representando o diálogo entre os amantes e até onomatopeias para expressões de prazer.

No entanto, por mais que as cenas fossem muito realistas, elas não necessariamente representavam a realidade dos hábitos sexuais no Japão do período Edo. A grande maioria das obras espelhava as fantasias das pessoas e, por esse motivo, é comum identificar outras pessoas nas cenas, observando o ato, ou mais participantes, conferindo orgias.


Além do objetivo de traduzir a sexualidade em imagens, a shunga também trazia aspectos humorísticos em suas construções. Era através desse género que os artistas interpretavam obras literárias e peças de teatro com um olhar erótico-satírico.

As pinturas shunga eram frequentemente encontradas em paródias de livros educativos femininos, por exemplo, exatamente por contarem com essa faceta irónica. Mesmo assim, também representavam um empoderamento feminino desconhecido na época.

Por mais que muitas mulheres fossem representadas em bordéis e casas de prostituição, a shunga posicionava imagens femininas no mundo dos homens. Em diversos momentos, as protagonistas das pinturas davam às mulheres o direito de serem sexualmente ativas, procurando pelo prazer sexual — algo comumente experienciado apenas por homens.

8 brinquedos eróticos com conectividade wireless

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8 brinquedos eróticos com conectividade wireless
Você sabe muito bem que a grande maioria dos gadgets é praticamente universal. Isso acontece porque eles podem ser usados por jovens, idosos, homens e mulheres com as mais variadas preferências. Mas é preciso dizer que existem alguns aparelhos que não se encaixam muito bem nessa descrição, pois atendem a um público um pouco mais restrito — principalmente por serem proibidos para menores de idade.

E não adianta fazer como “naquele site” em que você consegue mentir a sua idade para acessar, pois os vendedores dificilmente deixarão você entrar para olhar as prateleiras neste tipo de loja. Já sabe do que estamos falando? De gadgets criados especialmente para “apimentar a relação” dos casais e também para estimular a sexualidade de homens e mulheres de todo o mundo.

Hoje, decidimos reunir uma série de apetrechos criados com essas finalidades e que não dependem de controladores acoplados, pois podem ser comandados sem fio. Ficou curioso para conhecer os principais aparelhos para adultos que encontramos em nossas pesquisas? Então aproveite a viagem e descubra se existe algum brinquedo erótico que seria perfeito para você.

1. OhMyBod Freestyle

O formato do aparelho já deixa bem claro qual é a finalidade principal dele, não é mesmo? Mas o que diferencia o OhMyBod Freestyle de outros pênis artificiais é o fato de ele ser ligado a um iPod via wireless. Com isso, o dispositivo pode interpretar as músicas que estão sendo tocadas para fazer com que a vibração seja emitida no ritmo da música. Com as alterações no volume, ainda é possível aumentar a intensidade do motor.



2. Better than Chocolate


Este aparelho funciona de uma maneira bem similar ao mostrado anteriormente, mas traz uma diferença bem interessante. Em vez de ser recomendado para a utilização direta nas relações sexuais, o Better Than Chocolate foi produzido para preliminares. Encaixado nas roupas íntimas da mulher, ele pode ser controlado remotamente pelo parceiro ou pela parceira para a estimulação do clitóris — pulsando de acordo com a música reproduzida no controlador.



3. Club Vibe

Também indicado para a estimulação preliminar, o Club Vibe é prometido como uma solução discreta e eficiente de aquecimento sexual. Os fabricantes afirmam que ele pode ser usado até mesmo em festas, pois é impossível que outras pessoas percebam a presença dele. Recomenda-se que o controle remoto seja dado ao parceiro ou à parceira para que a intensidade seja modificada. Vale dizer que ele vibra de acordo com a música dos ambientes.



4. We-Vibe 3

A principal diferença entre o We-Vibe e os outros aparelhos mostrados até agora está no fato de que ele pode estimular duas áreas diferentes. Enquanto uma das extremidades é utilizada para a estimulação do clitóris, a outra é introduzida na vagina e ainda promete atingir diretamente o “ponto G”. O controle remoto comanda a intensidade de todo o sistema, que é construído com silicone cirúrgico e antialérgico.



5. Lyla 2

Você já viu alguns vibradores que respondem a comandos de controles remotos, mas o Lyla 2 leva isso a um outro nível. Com alcance de até 12 metros de distância, o controlador reconhece gestos muito mais complexos, permitindo que carícias e massagens na estrutura sejam enviadas de maneira diferente para a base, que fica com a parceira. As vibrações são sincronizadas para que os dois envolvidos tenham sensações na brincadeira.



6. Mio Ring

Apesar de a grande maioria dos brinquedos sexuais serem desenvolvidos para as mulheres, também há alguns que podem ser usados por homens. Um ótimo exemplo é o Mio Ring, que funciona como um anel estimulador peniano e controlado remotamente. Há também versões similares aos estimuladores femininos, com controles sem fio para aumentar a interação entre os parceiros.


7. Kiiro

O Kiiro não é um aparelho único, pois possui duas partes interdependentes. A Onyx é uma estrutura especialmente produzida para a introdução do pênis, sendo responsável pela identificação de movimentos com bastante precisão — como promete a fabricante. Esses movimentos são enviados diretamente para o Pearl, que funciona como um vibrador. Você entendeu certo: ele funciona para permitir que parceiros possam ter relações à distância.



8. Love Palz

Este conjunto é bem similar ao Kiiro, permitindo que distâncias sejam encurtadas e as relações continuem aquecidas, mesmo sem a presença física. Conectado a um computador, as duas partes do sistema se integram via internet e fazem com que a relação sexual possa ser simulada. Ao contrário de outros brinquedos, o Love Palz não vibra e não tem estimulações adicionais, sendo baseado apenas na profundidade dos movimentos.



A Garota Dinamarquesa Gerda Wegener e Lili Elbe

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A Garota Dinamarquesa Gerda Wegener e Lili Elbe
O filme "A Garota Dinamarquesa" pôs em filme a história de Gerda Wegener (1886 – 1940), ilustradora e pintora, com Einar Wegener (1882-1931), também pintor, que na década de 1930, quis virar mulher, Lili Elbe, através de uma intervenção de cirurgia de redesignação sexual.

Quem foi Gerda Wegener? 

Nascida em Hammelev, Dinamarca, em 1886, Gerda cresceu em Hobro e se mudou para Copenhague quando adolescente, para perseguir seus interesses artísticos na Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes. Ela trabalhou como ilustradora de moda de sucesso para revistas como a Vogue e também pintou imagens eróticas de mulheres. Casa-se depois com Einar Wegener , que se tornou Lili Elbe.

Início da vida, casamento e carreira artística 

Gerda Marie Fredrikke Gottlieb nasceu em 15 de março de 1886 na pequena província rural de Hammelev, na Dinamarca, e cresceu na cidade um pouco maior de Hobro. A vida na cidade pequena de Gottlieb como filha de um clérigo e suas inclinações artísticas a deixaram desejando mais. Ela saiu de casa aos 17 anos para se matricular na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes de Copenhague. Lá, ela conheceu e se apaixonou pelo artista Einar Wegener (mais tarde Lili Elbe). Gottlieb e Wegener logo se casaram aos 19 e 22 anos, respectivamente, e a carreira de Gottlieb começou a descolar. 

Em 1904, o trabalho de Gerda Wegener foi apresentado na Galeria de Arte de Charlottenborg (a galeria de exposições oficial da Academia Real de Arte da Dinamarca), mas sem alarde. Em 1907, no entanto, sua arte foi destacada depois que ela venceu um concurso de desenho no Politiken , um jornal dinamarquês. A partir daí, ela conseguiu construir sua carreira ilustrando para revistas de moda feminina, que incorporavam uma sensibilidade Art Deco em suas páginas. 

As pinturas da indústria da moda de Wegener exibiam mulheres bonitas em trajes chiques, vestindo roupas curtas com lábios carnudos e olhos amendoados. Mal sabia o público que a pessoa que modelava para Wegener era seu marido, Einar, que posava em roupas femininas. 

Essas experiências de modelagem permitiram que Einar aceitasse sua verdadeira identidade de género e logo depois ele começou a viver sua vida como mulher. Mais tarde, ele adotou o nome Lili Elbe e decidiu se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual no início dos anos 1930 - tornando-se uma das primeiras pessoas a fazer isso na história. 

Quando surgiu a notícia de que as pinturas de Wegener de mulheres da moda eram de fato representações artísticas de um homem, o escândalo de flexão de género era demais para a pequena cidade de Copenhague. 

Arte erótica lésbica 

Com sua nova vida como lésbica na cidade de vanguarda de Paris, a arte de Wegener tornou-se significativamente mais arriscada. Além de seu retrato do mundo da moda que apareceu na Vogue, La Vie Parisienne, e também da elite intelectual do Journal des Dames et des Modes , Wegener começou a pintar mulheres nuas com frequência em poses sexualizadas. Às vezes, categorizadas como "erótica lésbica", essas ilustrações sensuais no estilo Art Deco foram capturadas em livros de arte ilícitos. Suas pinturas eróticas também chegaram a polémicas exposições de arte, que às vezes causavam uma reação pública. 
Auto-retrato de Gerda Wegener 
Wegener apreciou a notoriedade e a popularidade que a acompanhavam. Ela deu festas exuberantes e exageradas e se tornou uma artista bem conhecida na França e na Dinamarca. No entanto, seu sucesso público teve suas consequências: depois que Christian X, o rei da Dinamarca, tomou conhecimento de seu casamento com Lili Elbe, que legalmente se tornou uma mulher, o rei declarou seu casamento nulo e sem efeito. Em 1930, devido às questões legais que os afligiam da decisão do rei, o casal achou melhor seguir caminhos separados e o fez graciosamente.













Anos posteriores e morte 

Depois de se separar de Lili Elbe, Wegener se casou com o major Fernando Porta, um oficial italiano, aviador e diplomata, e se mudou com ele para o Marrocos. No entanto, o casamento durou pouco e o casal se divorciou em 1936. 

Mostrando seu apoio contínuo a Elbe, Wegener teria enviado flores para ela regularmente. Wegener também queria encorajar Elbe a se sentir melhor, pois a última estava se recuperando de sua cirurgia final que teria completado sua transferência; no entanto, a cirurgia não foi como planejada e, como resultado, Elbe morreu em 1931. 

Wegener foi profundamente afetado pela morte de Elbe. Quando retornou à Dinamarca em 1939, sua arte não estava mais em grande estilo e ela teve dificuldades financeiras. Antes uma artista de vanguarda de grande sucesso, Gerda agora vendia cartões de Natal baratos e pintados à mão. Sua última exposição de arte durante sua vida foi em Copenhague, em 1939. Wegener morreu sozinho logo depois em 1940.

Livros, filmes e exposições 

A história de Wegener e Elbe continua cativando na página e no filme. Man Into Woman , a história de Lili Elbe editada por Niels Hoyer, um amigo de Wegener e Elbe, foi publicada em 1933 e republicada em meados da década de 1950. Em 2000, o autor David Ebershoff ficçãoizou a história de Elbe no romance The Danish Girl, adaptado para um filme de 2015, estrelado por Eddie Redmayne como Lili Elbe e Alicia Vikander como Gerda Wegener. Em novembro de 2015, a arte de Wegener foi exibida no Museu Arken de Arte Moderna de Copenhague. 

Pintora e ilustradora, Gerda representou a escola da Art Nouveau e viveu consideráveis anos em Paris, onde foi bastante aclamada por suas telas, como também em ilustrações para publicações como Vogue, La Vie Parisienne e Fantasio. 

A artista estacionou sua carreira num período em que Einar, tema recorrente de suas pinturas, retratado, porém, como Lili Elbe, nome que usava ao se travestir, foi diagnosticada transexual. Gerda apoiou Lili em todas as etapas do processo que a levaram a realizar, em 1930, uma cirurgia de transgenitalização, a primeira, aliás, realizada numa figura pública. 

A relevância de tal fato pode ter ofuscado, porém, algumas obras que Gerda produziu durante sua carreira, que vão além das publicadas pela grande imprensa, ou os belos quadros que fez de Lili. Muitas delas expressam um erotismo singular retratam a cena lésbica, mostrando uma vez mais, uma artista na vanguarda de seu tempo.

Quem foi Lili Elbe (Einar Wegener)

Lili Elbe era uma pintora dinamarquesa transgênero que estava entre os primeiros destinatários já documentados de cirurgia de redesignação sexual.

Lili Elbe nasceu Einar Wegener em Vejle, Dinamarca em 1882 e mudou-se para Copenhague para estudar arte na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes quando adolescente. Depois de se casar com Gerda Gottlieb , Elbe descobriu sua verdadeira identidade de género e começou a viver como mulher. 

Depois de passar por quatro procedimentos cirúrgicos arriscados para transformar seu corpo de homem para mulher, Elbe morreu de complicações pós-operatórias em Dresden, Alemanha, pouco antes do seu aniversário de 49 anos. A história de sua vida foi transformada em dois livros, Man into Woman , e o best-seller internacional The Danish Girl, além do filme de 2015 com o mesmo nome, estrelado por Eddie Redmayne .

Início da vida, casamento e carreira

Nascido em 28 de dezembro de 1882 na pequena cidade de Vejle, na Dinamarca, Einar Mogens Wegener era um garoto artístico e precoce. Quando adolescente, ele viajou para Copenhague para estudar arte na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes.

Lá, Einar conheceu Gerda Gottlieb e eles se apaixonaram e se casaram em 1904, aos 22 e 19 anos. Os dois artistas gostaram de pintar juntos. Enquanto Einar tinha uma propensão para pintar paisagens, Gerda era uma ilustradora de livros e revistas de moda de sucesso. Na verdade, Gerda até pediu a Einar para sentar-se como modelo e vestir roupas femininas para seus retratos art déco de mulheres da moda. 

Retratos de Gerda

Os retratos de Gerda transformaram Einar na mulher bonita que ele sabia que sempre quis ser. Por meio dessas experiências, Einar começou a imaginar a vida como mulher. Viajando pela Europa, o casal finalmente se estabeleceu em Paris em 1912 e Einar transferiu sua identidade pública para Lili e viveu abertamente como mulher nos últimos 20 anos de sua vida. Ela escolheu o sobrenome "Elbe", depois do rio na Europa Central que atravessa Dresden, o local da última de suas operações de redesignação sexual. 

Uma nova mulher

Elbe comparou sua transformação feminina a nascer de novo e uma afirmação de sua verdadeira natureza. Agora ela era capaz de viver sua vida como Lili, porque agora era legalmente reconhecida como mulher, o rei da Dinamarca anulou seu casamento com Gerda em 1930. 

As duas se separaram amigavelmente e outra porta se abriu quando um velho amigo pediu a Elbe. mão em casamento. Ela ficou entusiasmada e planejou uma cirurgia final que envolvia um transplante de útero e a construção de uma vagina artificial, na esperança de que esse procedimento lhe permitisse ter relações sexuais com o noivo e eventualmente se tornar mãe. Mas esse sonho nunca seria realizado. 

Elbe morreu de paralisia do coração pouco depois na Clínica da Mulher em Dresden enquanto se recuperava de sua cirurgia final em 1931, pouco antes do seu aniversário de 49 anos. 
Livro: 'Homem em mulher' 

A história de Elbe foi publicada após sua morte por Ernst Ludwig Harthern-Jacobson (sob o pseudônimo Niels Hoyer), que selecionou a história de sua vida de seus diários pessoais, de acordo com seus últimos desejos. 

O livro, Man Into Woman , foi publicado pela primeira vez em 1933 nas edições dinamarquesa e alemã e inglesa, seguidas rapidamente (incluindo reedições da versão em inglês em 1953 e 2004). Man Into Woman foi um dos primeiros livros amplamente disponíveis sobre a vida de uma pessoa trans e, por isso, foi inspirador. 

De fato, Jan Morris (que relatou sua própria cirurgia de transição de gênero e transferência de sexo no livro de 1975, Conundrum ) observa que ela foi inspirada a fazer uma cirurgia para fazer a transição de gênero depois de ler a história de Elbe. Mais recentemente, a vida de Elbe inspirouThe Danish Girl (2000), um romance de sucesso internacional de David Ebershoff e um longa-metragem de mesmo nome (2015), estrelado por Eddie Redmayne .