Meu sonho de mulher fudida - Biografias Eróticas
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Meu sonho de mulher fudida

A Carmenzita resolveu desabafar com o "Biografias Eróticas" do tanto que tem passado:

Há mais de uma semana que não durmo, de dormir a sério profundamente. 


Confessionário, nem sei como te descobri, acho que foi sorte, para te dizer que estou cá há seis meses, portugueses a estranhar uma colombiana como eu, que tenha um cargo alto numa empresa, de se ser sul-americana e professora, neste mundo de que só europeu sabe, e viaje por aí ensinando, ai confessionário, divirto-me tanto com o preconceito.


Mas tem estado tudo bem, adoro este país, muito sol e qualidade, para ver e desfrutar, do tempo que por mim passa, que aprendi a não ter pressa, saboreio a tarde calma, vosso rio, vosso vento, vossa luz, esta que me fere os olhos, as marteladas dos eléctricos, sendo vosso a mim é dado, ao sabor de um cigarro, vendo homens e pessoas, que me sorriem quando passam, monotonia e tédio que agradeço.


O meu problema, confessionário, tem sido o assistente, não é fácil estar longe, do meu namorado que lá deixei, não é fixo mas é o que tenho, que isto de homem p´ra uma vida, só quando um dia for velha, mas treme-me o corpo quente, quando o Joãozinho se aproxima, com aquela barba mal aparada, este modelo de português, miúdo bonito que me arranjaram.


Foi uma coisa que cresceu, desde quando cheguei, o Manuel G. a dizer-me "Zita minha amiga, aqui tens o Joãozinho", "que miúdo bonito", logo pensei, dizia ele "ele é pau para toda a obra", nem sabia o queria dizer, de alguém ser-se pau para toda a obra, mas por ali comecei, a tê-lo sempre atrás de mim, como um cachorrinho obediente, a pedir-lhe para me ensinar, como ser-se português, para esse sentir melancólico, de querer ter-se mais dor que os outros, e mais do que a realmente se merece. 


Foi assim, foi só rir-me de uma piada que disse, e perdi-me para ele, e acho que ele para mim, entra no meu gabinete e sinto-lhe o cheiro de homem, de quando se aproxima, falamos um com o outro, de miúdo a olhar-me o corpo, tesudo e comprometido, e eu, eu, não sei, que não pensava, e se não pensava não existia, e agora ando nisto.



No outro dia, falávamos de destino, não é que seja o meu assunto, traçava umas ideias com a mão, acidente talvez ocorreu, tocou-se-lhe a minha pele na dele, ao de leve e de lado sem querer, como um beijo doce de carne com carne, veio-me uma onda pelo corpo todo, a subir-me pelas pernas, pela vagina, pela barriga, e pelas mamas, um sentir molhado nas membranas do meu ser, vermelha como uma menina, acabou nos meus lábios, na minha língua.


Vejo-o a entrar, calmo e sereno, no gabinete onde o espero, porque trabalho esse não consigo, olho-lhe p´ras pernas fortes e imagino, o pénis duro a encher a minha boca, encostado à mesa e eu a mamá-lo, na penumbra daquele espaço, quando todos se foram embora, só eu e ele no meu sonho, levanto a saia e mostro-lhe as cuecas, que ele tira mergulhando, em mim no meio das minhas coxas.


Sinto-o na pele onde estou, em qualquer lado, onde como ou durmo, no chuveiro quando me banho, água morna que cai no meu corpo, onde acaricio as minhas coxas, dedos unidos que me percorrem, entram na minha vagina e abro-me toda, sonho com ele colado a mim, olhos fechados virados ao alto, o meu clitóris teso preparado, espeto o meu rabo de querer tê-lo, o Joãozinho enterrado em mim.

Quando falamos, lhe pergunto coisas, estamos juntos, vejo-o nu simples comigo, em que submissa ele me domina, numa alcova num quarto de hotel, em que nua abro uma janela, num vento quente que entra, abafado de setembro, de ele deitado satisfeito, de subir nele e de lhe dar, o que tenho de mulher, cubro-lhe o corpo com o meu, o pénis dele a entrar, em onda minhas ancas a baixar, "ai Joãozinho, ai tão bom".

Chego ao escritório cedo, no telefone digo "Joãozinho vem cá", "Dra. Zita, vou já", vontade dele me servir, doutora é o que me chama, que protocolo diabólico, este meu de me obrigar,a ser dura e patroa, quando meu desejo é não ser nada, de tirar a minha roupa, pedir-lhe a ele que me lamba, que me deite na mesa, me abra as pernas, que trema a língua no meu clitóris, que me faça esquecer que existo, momento que tudo à volta se perde.

Que me deite, que me force, e que me enterre, sentada na mesa e ele a penetrar-me, vira-me autoritário morde-me o pescoço, sinto-o colado a mim, duas células que se adequam, unidas com esse propósito, sinto-lhe o pénis teso a roçar em mim, a abrir-me mestre as nádegas, a enterrar-mo no cu.

Ai confessionário,não sei o que fazer, não durmo nada como te dizia, vou-me embora, tenho de ir, do Joãozinho e dos meus sonhos, e fugir fugir para Bogotá.

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