BIOGRAFIAS ERÓTICAS
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A arte erótica japonesa - a Shunga

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A arte erótica japonesa - a Shunga
Não é estranho que o português ou, talvez mesmo, o japonês, tenham palavras tão comuns e com um sentido tão relacionado. Agora descobri a Shunga e pensei no termo Chungaria tão reservado e tão católico.

Shunga (春画) é um termo japonês para arte erótica. A maioria é um tipo de ukiyo-e (vulgarmente também conhecido como estampa japonesa, é um género de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX.), normalmente impresso a partir de blocos de madeira.

Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina; o teatro kabuki; os lutadores de sumo; cenas históricas e lendas populares; cenas de viagem e paisagens; fauna e flora; e pornografia.

Três anos depois da batalha de Sekigahara, conhecida como Divisão do Reino, teve início o período Edo no Japão. Governado pelos xoguns da família Tokugawa, o Edo Bakufu — outro nome para o momento histórico — começou na cidade de Edo, atual Tóquio.

Durante os 268 anos de relativa paz, o país vivia um momento de isolamento político-económico, em um sistema de feudos, e de valorização das artes. Foi nessa época que o teatro kabuki, a pintura em madeira e a arte do chá ganharam maior expressividade. 

Junto delas, a Shunga surgiu para se tornar a arte erótica japonesa.

Traduzido literalmente, a palavra Japonesa shunga significa imagem de primavera; "primavera" é um eufemismo comum para sexualidade.

O movimento ukiyo-e no geral procurava expressar uma idealização da vida contemporânea e apelar a nova classe chōnin.

Seguindo a estética da vida no dia a dia, a shunga do período Edo variava largamente nas suas representações de sexualidade. Como um tipo de ukiyo-e, era apreciada por todos os grupos sociais, apesar de desagradar o shogunato.

Quase todos os artistas ukiyo-e fizeram shunga algures nas suas carreiras.

A Shunga foi largamente influenciada por ilustrações de manuais de medicina chinesa no período muromachi (1336 a 1573).

Pensa-se que Zhou Fang, um pintor erótico da dinastia chinesa Tang, também foi uma influência. Ele, assim como muitos pintores eróticos do seu tempo de lá, tendia a exagerar o tamanho dos órgãos genitais, uma característica shunga.

Enquanto o significado literal da palavra "shunga" é importante, é na verdade um abreviamento de shunkyū-higi-ga (春宮秘戯画), expressão japonesa para conjuntos chineses de 12 pergaminhos com representações dos 12 atos sexuais que o príncipe herdeiro tinha de cometer como expressão yin yang.


Os artistas shunga representam cenas de sexo explícitas, procurando capturar as expressões de êxtase e prazer. 

A grande maioria das obras retratam o sexo entre homens e mulheres, mas também existem aquelas com um homem e várias mulheres, ou de homens com homens e até de humanos com animais e espíritos. 

Nelas, o sexo homoafetivo é comum e muito aceito, ainda que o padrão fosse o sexo hétero. 

Independentemente dos protagonistas, uma característica das obras shunga era a forma como os órgãos genitais eram representados. Pénis aumentados e vaginas realistas eram detalhados em uma construção meticulosa.

Junto das cenas — que transbordam luxúria —, elementos textuais poderiam compor o sentimento de prazer. Era comum encontrar legendas representando o diálogo entre os amantes e até onomatopeias para expressões de prazer.

No entanto, por mais que as cenas fossem muito realistas, elas não necessariamente representavam a realidade dos hábitos sexuais no Japão do período Edo. A grande maioria das obras espelhava as fantasias das pessoas e, por esse motivo, é comum identificar outras pessoas nas cenas, observando o ato, ou mais participantes, conferindo orgias.


Além do objetivo de traduzir a sexualidade em imagens, a shunga também trazia aspectos humorísticos em suas construções. Era através desse género que os artistas interpretavam obras literárias e peças de teatro com um olhar erótico-satírico.

As pinturas shunga eram frequentemente encontradas em paródias de livros educativos femininos, por exemplo, exatamente por contarem com essa faceta irónica. Mesmo assim, também representavam um empoderamento feminino desconhecido na época.

Por mais que muitas mulheres fossem representadas em bordéis e casas de prostituição, a shunga posicionava imagens femininas no mundo dos homens. Em diversos momentos, as protagonistas das pinturas davam às mulheres o direito de serem sexualmente ativas, procurando pelo prazer sexual — algo comumente experienciado apenas por homens.

8 brinquedos eróticos com conectividade wireless

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8 brinquedos eróticos com conectividade wireless
Você sabe muito bem que a grande maioria dos gadgets é praticamente universal. Isso acontece porque eles podem ser usados por jovens, idosos, homens e mulheres com as mais variadas preferências. Mas é preciso dizer que existem alguns aparelhos que não se encaixam muito bem nessa descrição, pois atendem a um público um pouco mais restrito — principalmente por serem proibidos para menores de idade.

E não adianta fazer como “naquele site” em que você consegue mentir a sua idade para acessar, pois os vendedores dificilmente deixarão você entrar para olhar as prateleiras neste tipo de loja. Já sabe do que estamos falando? De gadgets criados especialmente para “apimentar a relação” dos casais e também para estimular a sexualidade de homens e mulheres de todo o mundo.

Hoje, decidimos reunir uma série de apetrechos criados com essas finalidades e que não dependem de controladores acoplados, pois podem ser comandados sem fio. Ficou curioso para conhecer os principais aparelhos para adultos que encontramos em nossas pesquisas? Então aproveite a viagem e descubra se existe algum brinquedo erótico que seria perfeito para você.

1. OhMyBod Freestyle

O formato do aparelho já deixa bem claro qual é a finalidade principal dele, não é mesmo? Mas o que diferencia o OhMyBod Freestyle de outros pênis artificiais é o fato de ele ser ligado a um iPod via wireless. Com isso, o dispositivo pode interpretar as músicas que estão sendo tocadas para fazer com que a vibração seja emitida no ritmo da música. Com as alterações no volume, ainda é possível aumentar a intensidade do motor.



2. Better than Chocolate


Este aparelho funciona de uma maneira bem similar ao mostrado anteriormente, mas traz uma diferença bem interessante. Em vez de ser recomendado para a utilização direta nas relações sexuais, o Better Than Chocolate foi produzido para preliminares. Encaixado nas roupas íntimas da mulher, ele pode ser controlado remotamente pelo parceiro ou pela parceira para a estimulação do clitóris — pulsando de acordo com a música reproduzida no controlador.



3. Club Vibe

Também indicado para a estimulação preliminar, o Club Vibe é prometido como uma solução discreta e eficiente de aquecimento sexual. Os fabricantes afirmam que ele pode ser usado até mesmo em festas, pois é impossível que outras pessoas percebam a presença dele. Recomenda-se que o controle remoto seja dado ao parceiro ou à parceira para que a intensidade seja modificada. Vale dizer que ele vibra de acordo com a música dos ambientes.



4. We-Vibe 3

A principal diferença entre o We-Vibe e os outros aparelhos mostrados até agora está no fato de que ele pode estimular duas áreas diferentes. Enquanto uma das extremidades é utilizada para a estimulação do clitóris, a outra é introduzida na vagina e ainda promete atingir diretamente o “ponto G”. O controle remoto comanda a intensidade de todo o sistema, que é construído com silicone cirúrgico e antialérgico.



5. Lyla 2

Você já viu alguns vibradores que respondem a comandos de controles remotos, mas o Lyla 2 leva isso a um outro nível. Com alcance de até 12 metros de distância, o controlador reconhece gestos muito mais complexos, permitindo que carícias e massagens na estrutura sejam enviadas de maneira diferente para a base, que fica com a parceira. As vibrações são sincronizadas para que os dois envolvidos tenham sensações na brincadeira.



6. Mio Ring

Apesar de a grande maioria dos brinquedos sexuais serem desenvolvidos para as mulheres, também há alguns que podem ser usados por homens. Um ótimo exemplo é o Mio Ring, que funciona como um anel estimulador peniano e controlado remotamente. Há também versões similares aos estimuladores femininos, com controles sem fio para aumentar a interação entre os parceiros.


7. Kiiro

O Kiiro não é um aparelho único, pois possui duas partes interdependentes. A Onyx é uma estrutura especialmente produzida para a introdução do pênis, sendo responsável pela identificação de movimentos com bastante precisão — como promete a fabricante. Esses movimentos são enviados diretamente para o Pearl, que funciona como um vibrador. Você entendeu certo: ele funciona para permitir que parceiros possam ter relações à distância.



8. Love Palz

Este conjunto é bem similar ao Kiiro, permitindo que distâncias sejam encurtadas e as relações continuem aquecidas, mesmo sem a presença física. Conectado a um computador, as duas partes do sistema se integram via internet e fazem com que a relação sexual possa ser simulada. Ao contrário de outros brinquedos, o Love Palz não vibra e não tem estimulações adicionais, sendo baseado apenas na profundidade dos movimentos.



A Garota Dinamarquesa Gerda Wegener e Lili Elbe

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A Garota Dinamarquesa Gerda Wegener e Lili Elbe
O filme "A Garota Dinamarquesa" pôs em filme a história de Gerda Wegener (1886 – 1940), ilustradora e pintora, com Einar Wegener (1882-1931), também pintor, que na década de 1930, quis virar mulher, Lili Elbe, através de uma intervenção de cirurgia de redesignação sexual.

Quem foi Gerda Wegener? 

Nascida em Hammelev, Dinamarca, em 1886, Gerda cresceu em Hobro e se mudou para Copenhague quando adolescente, para perseguir seus interesses artísticos na Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes. Ela trabalhou como ilustradora de moda de sucesso para revistas como a Vogue e também pintou imagens eróticas de mulheres. Casa-se depois com Einar Wegener , que se tornou Lili Elbe.

Início da vida, casamento e carreira artística 

Gerda Marie Fredrikke Gottlieb nasceu em 15 de março de 1886 na pequena província rural de Hammelev, na Dinamarca, e cresceu na cidade um pouco maior de Hobro. A vida na cidade pequena de Gottlieb como filha de um clérigo e suas inclinações artísticas a deixaram desejando mais. Ela saiu de casa aos 17 anos para se matricular na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes de Copenhague. Lá, ela conheceu e se apaixonou pelo artista Einar Wegener (mais tarde Lili Elbe). Gottlieb e Wegener logo se casaram aos 19 e 22 anos, respectivamente, e a carreira de Gottlieb começou a descolar. 

Em 1904, o trabalho de Gerda Wegener foi apresentado na Galeria de Arte de Charlottenborg (a galeria de exposições oficial da Academia Real de Arte da Dinamarca), mas sem alarde. Em 1907, no entanto, sua arte foi destacada depois que ela venceu um concurso de desenho no Politiken , um jornal dinamarquês. A partir daí, ela conseguiu construir sua carreira ilustrando para revistas de moda feminina, que incorporavam uma sensibilidade Art Deco em suas páginas. 

As pinturas da indústria da moda de Wegener exibiam mulheres bonitas em trajes chiques, vestindo roupas curtas com lábios carnudos e olhos amendoados. Mal sabia o público que a pessoa que modelava para Wegener era seu marido, Einar, que posava em roupas femininas. 

Essas experiências de modelagem permitiram que Einar aceitasse sua verdadeira identidade de género e logo depois ele começou a viver sua vida como mulher. Mais tarde, ele adotou o nome Lili Elbe e decidiu se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual no início dos anos 1930 - tornando-se uma das primeiras pessoas a fazer isso na história. 

Quando surgiu a notícia de que as pinturas de Wegener de mulheres da moda eram de fato representações artísticas de um homem, o escândalo de flexão de género era demais para a pequena cidade de Copenhague. 

Arte erótica lésbica 

Com sua nova vida como lésbica na cidade de vanguarda de Paris, a arte de Wegener tornou-se significativamente mais arriscada. Além de seu retrato do mundo da moda que apareceu na Vogue, La Vie Parisienne, e também da elite intelectual do Journal des Dames et des Modes , Wegener começou a pintar mulheres nuas com frequência em poses sexualizadas. Às vezes, categorizadas como "erótica lésbica", essas ilustrações sensuais no estilo Art Deco foram capturadas em livros de arte ilícitos. Suas pinturas eróticas também chegaram a polémicas exposições de arte, que às vezes causavam uma reação pública. 
Auto-retrato de Gerda Wegener 
Wegener apreciou a notoriedade e a popularidade que a acompanhavam. Ela deu festas exuberantes e exageradas e se tornou uma artista bem conhecida na França e na Dinamarca. No entanto, seu sucesso público teve suas consequências: depois que Christian X, o rei da Dinamarca, tomou conhecimento de seu casamento com Lili Elbe, que legalmente se tornou uma mulher, o rei declarou seu casamento nulo e sem efeito. Em 1930, devido às questões legais que os afligiam da decisão do rei, o casal achou melhor seguir caminhos separados e o fez graciosamente.













Anos posteriores e morte 

Depois de se separar de Lili Elbe, Wegener se casou com o major Fernando Porta, um oficial italiano, aviador e diplomata, e se mudou com ele para o Marrocos. No entanto, o casamento durou pouco e o casal se divorciou em 1936. 

Mostrando seu apoio contínuo a Elbe, Wegener teria enviado flores para ela regularmente. Wegener também queria encorajar Elbe a se sentir melhor, pois a última estava se recuperando de sua cirurgia final que teria completado sua transferência; no entanto, a cirurgia não foi como planejada e, como resultado, Elbe morreu em 1931. 

Wegener foi profundamente afetado pela morte de Elbe. Quando retornou à Dinamarca em 1939, sua arte não estava mais em grande estilo e ela teve dificuldades financeiras. Antes uma artista de vanguarda de grande sucesso, Gerda agora vendia cartões de Natal baratos e pintados à mão. Sua última exposição de arte durante sua vida foi em Copenhague, em 1939. Wegener morreu sozinho logo depois em 1940.

Livros, filmes e exposições 

A história de Wegener e Elbe continua cativando na página e no filme. Man Into Woman , a história de Lili Elbe editada por Niels Hoyer, um amigo de Wegener e Elbe, foi publicada em 1933 e republicada em meados da década de 1950. Em 2000, o autor David Ebershoff ficçãoizou a história de Elbe no romance The Danish Girl, adaptado para um filme de 2015, estrelado por Eddie Redmayne como Lili Elbe e Alicia Vikander como Gerda Wegener. Em novembro de 2015, a arte de Wegener foi exibida no Museu Arken de Arte Moderna de Copenhague. 

Pintora e ilustradora, Gerda representou a escola da Art Nouveau e viveu consideráveis anos em Paris, onde foi bastante aclamada por suas telas, como também em ilustrações para publicações como Vogue, La Vie Parisienne e Fantasio. 

A artista estacionou sua carreira num período em que Einar, tema recorrente de suas pinturas, retratado, porém, como Lili Elbe, nome que usava ao se travestir, foi diagnosticada transexual. Gerda apoiou Lili em todas as etapas do processo que a levaram a realizar, em 1930, uma cirurgia de transgenitalização, a primeira, aliás, realizada numa figura pública. 

A relevância de tal fato pode ter ofuscado, porém, algumas obras que Gerda produziu durante sua carreira, que vão além das publicadas pela grande imprensa, ou os belos quadros que fez de Lili. Muitas delas expressam um erotismo singular retratam a cena lésbica, mostrando uma vez mais, uma artista na vanguarda de seu tempo.

Quem foi Lili Elbe (Einar Wegener)

Lili Elbe era uma pintora dinamarquesa transgênero que estava entre os primeiros destinatários já documentados de cirurgia de redesignação sexual.

Lili Elbe nasceu Einar Wegener em Vejle, Dinamarca em 1882 e mudou-se para Copenhague para estudar arte na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes quando adolescente. Depois de se casar com Gerda Gottlieb , Elbe descobriu sua verdadeira identidade de género e começou a viver como mulher. 

Depois de passar por quatro procedimentos cirúrgicos arriscados para transformar seu corpo de homem para mulher, Elbe morreu de complicações pós-operatórias em Dresden, Alemanha, pouco antes do seu aniversário de 49 anos. A história de sua vida foi transformada em dois livros, Man into Woman , e o best-seller internacional The Danish Girl, além do filme de 2015 com o mesmo nome, estrelado por Eddie Redmayne .

Início da vida, casamento e carreira

Nascido em 28 de dezembro de 1882 na pequena cidade de Vejle, na Dinamarca, Einar Mogens Wegener era um garoto artístico e precoce. Quando adolescente, ele viajou para Copenhague para estudar arte na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes.

Lá, Einar conheceu Gerda Gottlieb e eles se apaixonaram e se casaram em 1904, aos 22 e 19 anos. Os dois artistas gostaram de pintar juntos. Enquanto Einar tinha uma propensão para pintar paisagens, Gerda era uma ilustradora de livros e revistas de moda de sucesso. Na verdade, Gerda até pediu a Einar para sentar-se como modelo e vestir roupas femininas para seus retratos art déco de mulheres da moda. 

Retratos de Gerda

Os retratos de Gerda transformaram Einar na mulher bonita que ele sabia que sempre quis ser. Por meio dessas experiências, Einar começou a imaginar a vida como mulher. Viajando pela Europa, o casal finalmente se estabeleceu em Paris em 1912 e Einar transferiu sua identidade pública para Lili e viveu abertamente como mulher nos últimos 20 anos de sua vida. Ela escolheu o sobrenome "Elbe", depois do rio na Europa Central que atravessa Dresden, o local da última de suas operações de redesignação sexual. 

Uma nova mulher

Elbe comparou sua transformação feminina a nascer de novo e uma afirmação de sua verdadeira natureza. Agora ela era capaz de viver sua vida como Lili, porque agora era legalmente reconhecida como mulher, o rei da Dinamarca anulou seu casamento com Gerda em 1930. 

As duas se separaram amigavelmente e outra porta se abriu quando um velho amigo pediu a Elbe. mão em casamento. Ela ficou entusiasmada e planejou uma cirurgia final que envolvia um transplante de útero e a construção de uma vagina artificial, na esperança de que esse procedimento lhe permitisse ter relações sexuais com o noivo e eventualmente se tornar mãe. Mas esse sonho nunca seria realizado. 

Elbe morreu de paralisia do coração pouco depois na Clínica da Mulher em Dresden enquanto se recuperava de sua cirurgia final em 1931, pouco antes do seu aniversário de 49 anos. 
Livro: 'Homem em mulher' 

A história de Elbe foi publicada após sua morte por Ernst Ludwig Harthern-Jacobson (sob o pseudônimo Niels Hoyer), que selecionou a história de sua vida de seus diários pessoais, de acordo com seus últimos desejos. 

O livro, Man Into Woman , foi publicado pela primeira vez em 1933 nas edições dinamarquesa e alemã e inglesa, seguidas rapidamente (incluindo reedições da versão em inglês em 1953 e 2004). Man Into Woman foi um dos primeiros livros amplamente disponíveis sobre a vida de uma pessoa trans e, por isso, foi inspirador. 

De fato, Jan Morris (que relatou sua própria cirurgia de transição de gênero e transferência de sexo no livro de 1975, Conundrum ) observa que ela foi inspirada a fazer uma cirurgia para fazer a transição de gênero depois de ler a história de Elbe. Mais recentemente, a vida de Elbe inspirouThe Danish Girl (2000), um romance de sucesso internacional de David Ebershoff e um longa-metragem de mesmo nome (2015), estrelado por Eddie Redmayne .

20 conselhos básicos para ajudar a melhorar a relação sexual

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20 conselhos básicos para ajudar a melhorar a relação sexual
A relação sexual é um aspeto muito importante nos relacionamentos. Ela serve de termómetro para detetar como está a relação no lado afetivo e como isso está influenciando a intimidade do casal.

Quando o sexo cai na rotina e há uma diminuição no apetite sexual, é imprescindível investir em estratégias para esquentar os momentos a dois.

Para ajudar, seleccionamos 20 conselhos de como melhorar a relação sexual.

Aí vai:

1 – Tenha auto-confiança. A mulher segura é sexy. Mesmo quando está fora de forma ou com uns quilinhos a mais, para o homem, o que conta mesmo é a sensação que você faz ele sentir. Se ambos estão envolvidos na sensualidade, sem dúvida o sexo será ótimo.

2 – Capriche no que vai usar. Escolher a lingerie certa pode salvar uma noite entediante. Você pode também ousar e colocar uma fantasia para vocês se divertirem ainda mais juntos.

3 – Não tenha um dia específico ou hora marcada para a relação sexual. Isso aumenta as chances de frustração, pois ninguém tem hora para sentir desejo. Deixe acontecer, sem pressão.

4 – Tenha paciência e saiba esperar, não vá com tanta sede ao pote. Tentem manter o mesmo ritmo. Se você está mais a fim que seu parceiro, invista nas carícias para que os dois entrem no clima juntos.

5 – Tomar banho com o seu companheiro pode ser uma ótima forma de esquentar o clima e aumentar a intimidade entre os dois. Além disso, o banho é relaxante e ajuda a preparar os dois para o sexo.

6 – Após o banho, perfume algumas áreas específicas com perfumes ou óleos aromatizantes afrodisíacos. Isso pode fazer a diferença e deixá-los mais animados.

7 – A massagem também é uma alternativa muito interessante para apimentar o clima entre o casal. Ela pode começar ainda no banho, com espuma ou sabonete e continuar na cama com óleos para massagem.

8 – Outra dica é usar velas para massagem. Estas velas deixam o ambiente com um aroma gostoso e ao derreter elas se transformam em óleo para massagem. As velas também dão um ar mais sensual ao ambiente.

9 – Quando estiver fazendo ou recebendo massagem, faça o melhor proveito que puder deste momento. Não vá de cara aos pontos, explore cada centímetro do corpo do seu parceiro e se deixe ser explorada. Esse suspense deixa o casal ainda mais animado.

10 – O beijo também é um grande aliado nessa hora. O beijo com paixão é uma das melhores formas de despertar o desejo. Por isso, invista nos beijos calorosos e nunca deixe de beijar seu companheiro, pois o beijo é um dos principais ingredientes de uma boa relação. Se o beijo não é bom, provavelmente a relação também não é.

11 – Abuse da criatividade e faça sexo em lugares diferentes. Pode ser em um ambiente diferente da casa ou ainda em outro lugar que não seja sua casa ou o motel. Só tome cuidado para não ter uma relação sexual em público, pois isso é proibido.

12 – Deixe seu parceiro mais à vontade mostrando que você também tem interesse por assuntos relacionados ao sexo. Sugira posições diferentes ou diga que quer ver um filme picante com ele.

13 – Algumas brincadeiras sensuais ajudam a desenvolver a sexualidade do casal e a deixá-los mais à vontade. Uma opção legal é brincar com o dado strip-tease ou com outros brinquedinhos e jogos sensuais que podem ser encontrados em sex shops.

14 – Para deixar seu companheiro ainda mais excitado, não apague todas as luzes. Deixe o ambiente um pouco iluminado para que ele possa ver suas curvas e assim o clima esquentará ainda mais.

15 – Tenha sempre alguns itens necessários por perto. Isso inclui lubrificantes, camisinhas tradicionais ou diferentes, vibradores e outros produtos que achar interessante. Vá até um sex shop e se divirta comprando apetrechos para apimentar sua vida íntima.

16 – É importante lembrar que se a penetração ocorre antes dos dois estarem bem excitados, é possível que isso cause algum desconforto ou que a relação não seja tão boa quanto poderia ser. Perceba os sinais do seu parceiro e também saiba dar sinais de que está pronta para o ataque.

17 – Varie as posições sexuais para descobrir pontos diferentes de prazer. Se você não gosta muito do sexo, pode ser que a culpa seja da posição que vocês fazem sexo. Mudar as posições pode fazer vocês se entenderem melhor na cama. Que tal experimentar algo novo?

18 – Outro ponto a ser considerado é que orgasmo não é o fator mais importante na relação sexual e muito menos o único motivo pelo qual as pessoas fazem sexo. Saiba valorizar o momento, o prazer pode vir de diversas maneiras, mas não virá se vocês ficarem pensando apenas no orgasmo.

19 – Use aquele momento após a relação sexual para ficarem abraçados em silêncio. Não precisam conversar neste momento, o silêncio fala por si nessas horas. Ficando juntos vocês já estão demonstrando amor, cumplicidade e respeito um pelo outro.

20 – Leve em consideração que o mais importante na relação sexual não é o tempo de penetração ou quantas vezes conseguiram chegar ao orgasmo, mas sim passar um tempo juntos, com intimidade. Aproveitem cada parte da relação sexual, sem pular etapas, pois uma não é mais importante que a outra.

Não se esqueça que os sentidos são os sensores do desejo e tudo o que faça para o aumentar nunca é demais. 

Manuel Teixeira Gomes - Biografia

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Manuel Teixeira Gomes - Biografia



Oito anos de trabalho de investigação, histórias e facetas pouco conhecidas, 632 páginas, 1700 notas de rodapé, bibliografia «extensíssima», árvore genealógica, cronologia. Esta é uma breve descrição do livro «Biografia – Manuel Teixeira Gomes», da autoria do também portimonense José Alberto Quaresma.
O que é esta biografia de Manuel Teixeira Gomes, um homem do mundo, que, em 1925, pressentindo já a ditadura que se aproximava e cansado da política portuguesa, renunciou ao mais alto cargo da República e se exilou, de forma voluntária, numa cidadezinha da costa da Argélia?
O livro, explica o seu autor José Alberto Quaresma, «é quase um diálogo entre mim e o Teixeira Gomes», sendo de algum modo «inovador em termos de biografia», uma vez que é «escrito no tempo presente».
Dividido em sete partes, o livro «começa no início do século XIX, com a prisão do avô de Teixeira Gomes, que era liberalista e acabou por morrer na cadeia como preso político, descreve um enorme arco temporal, que vai até 1950, com o regresso dos restos mortais a Portimão». Aliás, a cidade natal do estadista e escritor «vai acompanhando toda a biografia, quase como se fosse uma personagem secundária» da história que aqui se conta.

Fragmentos sobre amor e erotismo do diário de Anais Nin

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Fragmentos sobre amor e erotismo do diário de Anais Nin

O texto recuperado de uma publicação de 1978 conduz-nos pelo percurso de vida da escritora Anais Nin e pelas suas ideias a respeito de arte, amor e erotismo, amigos, feminismo. 

Uma das maiores escritoras e uma das figuras humanas mais interessantes do século XX — Anais Nin — continua praticamente desconhecida do grande público.  

Mas à pergunta “quem é Anais Nin?", podem ser dadas respostas variadas: é a pessoa que publicou pela primeira vez o "Trópico de Câncer" de Henry Miller, é a assistente de Otto Rank, discípulo de Freud, é alguém que em certa fase de sua vida decide morar num barco no Sena, para transformar um sonho em realidade, é a precursora de novas ideias sobre a mulher, é a amiga e incentivadora dos artistas antes da celebridade, é ela mesma uma artista refinada e profunda? Ela se auto define basicamente como uma anarquista espiritual.

Amor e erotismo



"As ideias são um elemento separador. Os universos mentais são isolantes. O amor é a comunhão com outrem. Ele nos faz abraçar todas as raças, o mundo inteiro; todas as formas de criação”.

"Muitos precisam de mitos para amar, mas quando eles se volatilizam, o seu amor acaba. Eu afirmo que quando o mito fracassao amor humano começa. Então nós amamos um ser humano e não um sonho nossoUm ser humano com todos os seus defeitos”.

“O amor pode não só descobrir uma personalidade em potência, que dorme enterrada e disfarçada, mas também fazê-la sair até à luz. Ao ser amado mostramos um lado desconhecido dos outros. É o amante que opera a transformação e é a ele que damos nosso Eu mais amplo, nossos dons mais completos. Os observadores de fora não vêem jamais o ser humano acrescido do que surge sob o fogo de um amor intenso (...). Assim, toda a realidade me parece sempre mais subjectiva, co-dependente do olhar do amante, o olho da câmara, o olho do pintor”.

“A maioria dos cínicos acentua a “comédia” do amor, esquecendo que os instantes de ilusão e de paixão são os maiores momentos da vida, aqueles dos quais a gente se lembra sempre. Fixar-se tão longamente sobre a desintegração da paixão, quando colocada à prova pela realidade humana, é o mesmo que afirmar que a morte acaba por triunfar sobre nosso corpo, o que não significa que, por causa disso, devamos nos recusar a viver ou a amar. O que eles esquecem é que a paixão não é apenas uma fusão sensual intensa, mas um modo de vida, que produz, como entre os místicos, uma consciência mais viva da vida inteira”. 

“Eros e a sensualidade são o motor que coloca a máquina em movimento; eles são a fonte, a origem, a chave, a Mãe, no sentido que Goethe dá a esse termo. A unidade na multiplicidade, nenhuma dualidade tortuosa e artificial, nenhuma divisão cristã entre corpo e espírito, nenhum divórcio estéril entre emoção e razão, mas razão e emoção unidas inseparavelmente e soldadas juntas como efeito e causa. Instintos, motivações vistos como aquilo que são: as engrenagens que comandam nossa maneira de pensar, mesmo a mais racional; a formidável parte oculta do minúsculo “iceberg” visível sobre a água”.

“O corpo é um instrumento que só produz sua música quando nos servimos dele como um corpo. Sempre uma orquestra. E da mesma forma que a música atravessa as paredes, a sensualidade atravessa o corpo e chega ao êxtase”.

“O sexo perde todo seu poder e toda a sua magia quando se torna explícito, mecânico, exagerado, quando se torna uma obsessão. É um erro não misturá-lo com a emoção, a fome, o desejo, com caprichos, lágrimas, risos, palavras, promessas, histórias, sonhos, fantasias mais profundas que mudam sua cor, perfume ritmo e intensidade. Eis o que lhe dá suas texturas surpreendentes, suas transformações subtis, seus elementos afrodisíacos. Sem isso, restringimos nosso mundo de sensações e o esvaziamos de seu sangue. Só o ritmo uníssono do sexo e do coração pode criar o êxtase”.

“Se as experiências pudessem passar pelo crivo da arte ela imporia a necessidade da beleza. Ela nos indicaria que o único vício é a torpeza e nos livraria automaticamente dessas caricaturas da sexualidade que querem fazer passar por erotismo. Ela devolveria à sensualidade sua nobreza, que está ligada à qualidade e ao refinamento de sua expressão, refinamento que deve ser o da plenitude”.


Retirado de https://www.labrys.net.br/labrys29/arte/maria%20cunha.htm

Excerto Erótico da "História do Olho" - Georges Bataille

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Excerto Erótico da "História do Olho" - Georges Bataille
“A linguagem erótica de Sade não tem outra conotação que a de seu século, ela é uma escritura; a de Bataille é conotada pelo próprio ser de Bataille, ela é um estilo; entre as duas, algo de novo nasceu, que transforma toda experiência em linguagem extraviada e que é a literatura.”

Roland Barthes
O olho de gato

"Fui criado sozinho e, até onde me lembro, vivia angustiado pelas coisas do sexo. Tinha quase dezasseis anos quando encontrei uma garota da minha idade, Simone, na praia x. 
As nossas famílias descobriram um parentesco longínquo e nossas relações logo se precipitaram. 
Três dias depois do nosso primeiro encontro, Simone e eu estávamos a sós em sua casa de campo. Ela vestia um avental preto e usava uma gola engomada. Comecei a dar-me conta de que ela partilhava a minha angústia, bem mais forte naquele dia em que ela parecia estar nua sob o avental.
As suas meias de seda preta subiam acima do joelho. Eu ainda não tinha conseguido vê-la até ao cu (esse nome, que eu sempre empregava com Simone, era para mim o mais belo entre os nomes do sexo). Imaginava apenas que, levantando o avental, contemplaria o seu rabo pelado.
Havia no corredor um prato de leite para o gato.

― Os pratos foram feitos para a gente sentar – disse Simone. ― Quer apostar que eu me sento no prato?
― Duvido que você se atreva – respondi, ofegante.

Fazia calor. Simone colocou o prato num banquinho, instalou-se à minha frente e, sem desviar dos meus olhos, sentou-se e mergulhou o rabo no leite. 
Por um momento fiquei imóvel, tremendo, o sangue subindo à cabeça, enquanto ela olhava o meu pau a erguer-se nas calças. Deitei-me a seus pés. Ela não se mexia; pela primeira vez, vi a sua ‘carne rosa e negra’ banhada em leite branco. 
Permanecemos imóveis por muito tempo, ambos ruborizados.

De repente, ela levantou-se: o leite escorreu pelas suas coxas até âs meias. Enxugou-se com um lenço, por cima da minha cabeça, com um pé no banquinho. 
Eu esfregava o pau, remexendo-me no assoalho. Gozamos no mesmo instante, sem nos tocarmos. 
Porém, quando a sua mãe retornou, sentando-me numa poltrona baixa, aproveitei um momento em que a menina se aninhou nos braços maternos: sem ser visto, levantei o avental e enfiei a mão por entre suas coxas quentes.

Voltei para casa a correr, louco para bater uma punheta de novo. No dia seguinte, amanheci de olheiras. 
A Simone olhou-me de frente, escondeu a cabeça contra o meu ombro e disse: ‘Não quero mais que tu batas punheta sem mim.’"