São dias e nuvens negras, meu amor - Biografias Eróticas

São dias e nuvens negras, meu amor

Há dias assim. Dias em que se sente tudo e nada ao mesmo tempo. Um estado de desânimo misturado com trovoada e dor de estômago. Alguma coisa correra mal entre mim e a minha mulher Ângela. Era uma coisa muita rara, o de haver mal estar entre nós, o problema era coisa de sexo e do nosso acordo amigável, mas material de uma outra história.

Para a apaziguar, à noite, nus em cama de noite quente, encostei-me a ela, a roçar-lhe o meu pénis teso, entre as pernas dela, como um furão à procura da sua toca amada, quando senti aquela mão doce, a acariciar-me o pénis, com perdão e autorização para a penetrar.

No dia seguinte, já mais calma, rumei ao norte, para uma daquelas reuniões de trabalho, um cansaço e uma moléstia, com meninos a fazer de espertos, associados de associados de sócios, gente miúda a trabalhar, demais e mal para o que ganha, espectros tremidos de uma ficção aumentada, pré-formatados a uma cultura de empresa, sem cabeça ou compreensão de nada.

Fugi logo em direcção a casa, e não sei porquê, se do amuo da minha mulher, ou da foda que lhe dera, ao volante do meu carro, invadiu-me um desejo conhecido, uma dor profunda a atingir-me por dentro, no meu ânus e no meu rabo, a tremerem e a implorarem, para que alguém me viesse ao cu.

Sentia uma necessidade física urgente, um pedido do corpo a alastrar, a desejar muito que me comessem o cu, tinha de pensar como o arranjar, talvez ligar para um amigo, talvez o Chico, parar em qualquer lado, numa mata mal frequentada, num bar gay qualquer, para conseguir um caralho para me foder.

Donde viera nada me servira, dos miúdos do meu negócio só se fosse para os foder, demasiado verdes e assexuados, imaginava um homem rude naquele momento a dar-lhe o cu, quando parei numa área de serviço de autoestrada. 

Dirigi-me para os lavabos e quando entrei só um homem ali estava, parado no interior das tabelas de um urinol. Ao andar para o lado, olhei para as costas dele, parado em quase silêncio, de pele escura, a parecer cigano, com barriga sem ser gordo, e pela roupa desleixada, calça larga e camisa negra, a parecer um vendedor ambulante de qualquer coisa.

Aproximei-me para urinar e quase perto dele encontrei-lhe os olhos no espelho em frente, com sorrisos e sinais, e o dizer "queres este? o que é que achas?", quando vi ao descer os meus olhos pelo corpo dele, que entre as mãos agarrava o caralho, teso, grande e comprido, a manipulá-lo como um brinquedo, como se batesse uma punheta, a mexê-lo para baixo e para cima. 

Lambi os lábios como reflexo, o meu ânus abriu-se desejoso, imaginava-me já a ser fodido, com aquele caralho a partir-me o rabo, olhando agora para ele a vê-lo a abanar o caralho, como um teste de força e resistência, pensamentos encontrados "então, queres mamar?".

Não trocámos palavra, acenou-me com o queixo e as pestanas, a dizer "vamos para dentro do privado, quero  ir-te ao cu", e eu entrei com ele, a agarrar logo o que já conhecia, para me baixar e o mamar, quando ele me puxou para ele, a sussurar-me ao ouvido "despe-te todo, gosto de ir ao cu aos paneleiros nus", e despiu-se também ele.

Forçou-me os ombros para me baixar e apontou-me o caralho para a boca que comecei a mamar, apertei-o com os meus lábios a lambê-lo com a língua, ao mesmo tempo que me agarrava pelos cabelos, a movimentar as ancas para dentro de mim.

Sentia-lhe a força e a violência a encontrar terreno no meu desejo, quando me puxava os cabelos e me fodia a boca, o cheiro acre do cigano a entrar-me pelo nariz, nos pelos dos colhões, das pernas e do corpo, todo ele húmido do esforço e do tesão, que só parava quando alguém entrava nos lavabos. 

Baixou-se e sussurou-me ao ouvido "deita-te na sanita, abre as pernas", e sobre mim e as minhas roupas, como se fosse a cigana dele, forçou-me o ânus com aquele caralho rijo e comprido, e penetrou-me fundo até ao fim.

Soltei um grito surdo "haimmmm", a contorcer-me de dor, prazer calado não fosse alguém ouvir, entrou em mim de rompante, sem compaixão ou empatia, para ele eu era só um paneleiro, mais um para ele foder. 

Sentia-lhe o cheiro do corpo e da boca, quando tocava o peito dele no meu, a mata húmida que lhe cobria a pele, a afagar-me o peito e o abdómen, ao tempo que o caralho dele me martelava o rabo por baixo, as ancas fortes a esmagarem-me as coxas.

Gemia em silêncio, som só o arfar dele, pessoas a entrar e a sair, passos corridos de bater de portas, de mijo e lavar de mãos, o caralho grande dele a entrar em mim, alguns risos ao fundo, e a minha boca aberta, os meus olhos fechados, os meus lábios húmidos de prazer. 

Acenou para me levantar, espalmou-me contra a parede, a forçar com a mão nas minhas costas, o meu peito a minha cara contra a parede fria, e ao meu ouvido a voz baixa dele "dá-me o rabinho, vá, mete-o para fora, vá", empinei-lhe o rabo, a puxar-me pelas nádegas, a abrirem-se para ele oferecidas, quando senti aquele caralho a penetrar-me o cu.

Acelerado e indiferente, os meus olhos lacrimejantes, martelava-me as comissuras do ânus, a mover-se como um macaco, a puxar-me por uma nádega com a mão cheia, a levantar-me no ar, para lhe dar mais cu para o caralho dele, eu gemia por dentro de prazer, "aimmm, foda-se, aimmm", a entrar em mim e a sair, os quadris dele a bater, desesperado para se vir.

Soltou depois um urro imenso, a vir-se e a esguichar o espaço, quando eu me masturbava junto, a soltar um gemido curto e a vir-me também.

Quando saí, com ele atrás, estavam dois homens que me olharam nos olhos, a parecer esperar, com o mesmo querer do cigano.

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