Tocou-me à campainha! - BIOGRAFIAS ERÓTICAS
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Tocou-me à campainha!

Talvez devesse perguntar-me se alguma vez me lembro, ou se alguém se lembra, de como as coisas boas ou más normalmente começam ou se atravessam na nossa vida? Talvez seja uma pergunta que se faz a meio do caminho ou já no fim, ou perto do fim, quando depois da turbulência dos mares e das marés da vida, já não faz sentido perguntá-la.

Apenas se diz, sim, podia ter sido diferente, podia ter tido mais cuidado, ser mais previdente, mais avisado, mais cauteloso, mas, pois, a memória de nada fazer, de não experimentar algo, talvez também tenha um inicio.

Coisa que não me incomodava, preferia não iniciar nada, não participar em nada, não observar nada, prosseguir uma vida silenciosa e anónima, sem emoções, sem sentimentos, sem escolhas, a frieza desse não sentir nada, desse vazio interior, traduzia-se em calma do meu espirito e no plano alinhado do que seria a minha existência.

Mas as coisas mudam, independentemente da nossa vontade, e foi quando um dis, ou melhor, já seria quase noite, tocaram à campainha da minha casa; o simples facto de tocarem à minha campainha incomodava-me, os tempos tinham mudado e se alguém queria falar comigo, contatar-me que mandasse uma mensagem texto no W ou por qualquer outra maneira. Já ninguém usa campainhas de porta e se usam tenho sempre algumas reticências em abrir a porta para ver quem é.

Costumo gritar junto à porta, “quem é? caralho? vão-se embora, vão vender a vossa merda para outro lado, foda-se”, e quase sempre tenho sucesso, há vizinhos que nunca conheci apesar de viver aqui há mais de 20 anos, e penso que eles já compreenderam que a minha empatia para relacionamentos é quase zero.

Mas desta vez fui ver, olhei pelo olho mágico da porta, e reconheci uma rapariga, ou pareceu-me reconhecer, era a jovem que a puta da minha irmã estéril adotara para ela não se sentir tão inútil e esvaziada de maternidade, queria ter uma filha e foi buscar esta ainda criança a um lar juvenil, ou o que era aquilo.

Não percebi o que ela fazia ali, á minha porta, a tocar no caralho da campainha, eu não a vira mais do que meia dúzia de vezes, mas abri a porta, e perguntei, “o que estás aqui a fazer?”, olhei primeiro para ela e depois para o chão, estava ali um saco com roupas, ela disse, “olá, tio! quero pedir um favor grande”, e depois continuou, como se eu já esperasse algo inevitável, “tio, se me deixavas viver aqui, uns dias só, talvez”.

Olhei para ela, depois para o interior de casa, procurava saídas, e perguntei, “e a casa da tua mãe?”, ela respondeu, “a mãe pôs-me na rua, não tenho onde viver, tio”, eu pensava, “foda-se!!”, abri mais a porta e disse que entrasse, a minha voz carregava a exigência de uma avaliação, talvez também tivesse que a mandar para a rua, ela foi para o sofá e eu sentei-me no cadeirão em frente, que eu chamo o meu cadeirão dos pensamentos.

Não sabia por onde começar, talvez pelo aspeto físico dela, ela teria 16 anos ou quase, pensei, bonita, com um rosto que transparece personalidade, individualidade, mas também loucura, o cabelo caía em cachos, descuidados, os lábios grossos, o busto dentro de um top apertado, que faziam sobressair dois seios que cabem na palma da mão e uns mamilos espetados naturalmente, e naturalmente excitados.

Fui descendo os olhos por ela, uma saia curta, talvez até curta demais, pensei, “parecia pouco normal, as jovens de hoje só gostam de calças”, as coxas bem torneadas saiam debaixo daquele tecido minúsculo, numa perfeição inusitada pelas pernas até aos pés descalços dentro de umas chinelas de Verão.

Ela podia chamar-me tio, mas eu e ela sabíamos bem, a nossa ligação de sangue era nula, e a emocional ou da ficção familiar tinha o mesmo valor, ou seja nada, e o que eu via era uma mulher jovem, um concentrado de hormonas pronto a explodir, eu perguntei, “o que fizeste para a tua mãe te pôr na rua?”, ela respondeu, “ela diz que eu só penso em sexo”.

A minha garganta secou por segundos e tive que a molhar com saliva fresca, “sexo? como assim?”, ela prosseguiu, “ela não gosta que leve rapazes para casa”, ela moveu as pernas, traçou uma em cima da outra, e depois, como essa posição era desconfortável, voltou a tirá-la e abriu as duas de par em par, por segundos, não sei, talvez uma ilusão de óptica, uma criação da mente, vi no meio um tecido branco que guardava algo inchado.


Eu disse, “pois eu compreendo isso, porque levas os rapazes? não me faz sentido”, ela riu-se talvez da minha ingenuidade, e continuou, “ora, tio, para foder, claro, que outra razão eu teria?”, eu sentia-me surpreendido, a minha irmã era daquelas mulheres secas, perguntava-me se ela ainda seria virgem, e ter a filha em casa a foder com gajos, não devia ser a coisa mais agradável.

A minha avaliação tinha de prosseguir e agora não havia volta a dar, ou ela ia já embora e não era aceite, ou para ficar eu teria de ir ao fundo desta questão, “mas ouve lá, a tua mãe estava em casa?,” ela perguntou, “quando eu estou a foder?”, eu abanei com a cabeça, ela prosseguiu, “sim, algumas vezes, outras não”, eu continuei, “mas é um namorado? ou são mais?”, ela respondeu, “tio, não gosto de namorados, gosto é de foder”.

E como se a resposta estivesse incompleta, “sim, tio, já fodi com muitos, alguns assim como tu, mais velhos, gosto de foder com homens mais velhos”, eu olhava para ela como se estivesse petrificado, tinha perdido a sensibilidade do meu próprio corpo, e estava a reavê-la aos poucos, também eu apertei as pernas porque senti que estava com a piça tesa, embora a consciência repetisse de que não devia, era uma sobrinha de faz de conta, mas era.

Não sei bem porque a deixei ficar, é como eu disse ao principio, não sabemos como as coisas começam, eu disse, “podes ficar, mas ... “, não tinha mais palavras, vi na face dela um sorriso de alivio, mas também de promessa, “obrigado, tio”, ela levantou-se em direção ao quarto de hóspedes, deu-me a oportunidade de olhar para a forma do rabo dela, e recostar-me no cadeirão dos pensamentos, “foda-se! Se ela trouxer gajos para foderem com ela? Como vai ser?”.

As coisas pareciam correr bem, falei com a minha irmã, coisa que fazia raramente, ela contou, “é todos os dias, ela é insaciável, vi de tudo, ela a chupar caralho, a levar na cona, no cu, a minha filha só pensa em caralho”, eu tentava imaginar essas situações, “eu já não aguentava, mas depois o limite foi quando ela disse que era inveja minha, que eu também queria caralho, mas não tinha coragem de admitir”.

Claro que eu sorria para dentro quando ela dizia isso, eu podia ser um celibatário que só fazia sexo muito raramente, e claro sempre a dinheiro, mas a minha irmã era um extremo do puritanismo, que a tinha apanhado numa curva da vida e lhe negara, não por opção, mas pela sua própria natureza, esses prazeres da carne.

Eu devia saber, não era que não me tivesse convencido de que aconteceria, um dia quando cheguei do trabalho, ouvi uns ruídos estranhos vindos do quarto de hóspedes, aproximei-me silenciosamente, ela nem se preocupara em fechar a porta, um gajo negro ou meio mulato, fodia a minha sobrinha por trás, e eu via um enorme pau grosso entrava e saía apertado nos lábios da cona, ela gemia, “ai, foda-se, fode-me mais, parte-me toda, humm, ahimm”.

Não vou negar o momento pareceu-me idílico, como se eu estivesse a ter uma experiência sensorial única, animal, terrena mas ao mesmo tempo mística, o pénis grosso entrava para dentro dela com uma fúria masculina que crescia ainda mais, ao som dos gemidos dela, e eu via que ela se contorcia de prazer, e que ele estava próximo do limite, começou a tremer e logo a seguir, a largar um jacto de porra quente a escorrer translúcido pelas nádegas dela.

Achei que seria o momento ideal para me sentar no meu cadeirão e aguardar, ouço-a falar no quarto, a rir-se de prazer, numa espécie de obrigado informal, ela passou pela sala e teve quase um susto ao ver-me, mas continuou inabalável até à porta a mandar o mulato embora, e a dar-lhe um beijo na face, regressou e sentou-se no sofá à minha frente.

Pensei se ela tinha reparado que estava toda nua à minha frente, eu procurava palavras na minha cabeça, ela perguntou, “gostaste de ver?”, eu olhava para ela, para os seios nus, os mamilos como amoras, as pernas abertas e um certo brilho no rosto e no meio das coxas, não conseguia deixar de imaginar a piça preta a fodê-la, ela continuou, “se tivesses chegado mais cedo, tinhas visto eu a chupar o caralho dele”.

Ela tomou o rumo dos acontecimentos, “eu vi-te a ver-me a ser fodida, o meu tiozinho, estava a adorar”, eu pensei no espelho, nem me tinha ocorrido, eu perguntei, “fizeste de propósito, estás a testar-me?”, ela prosseguiu com um tom de irritação, “tu não fazes nada, estou aqui há um mês e não vejo da tua parte, um comentário, nada”.

Estávamos certamente a ter a nossa primeira discussão, quase parecia um daqueles arrufos de namorados, tentei reviver a passagem do mês desde que ela entrara na minha casa, ela sempre fora descontraída e eu, digamos, tinha-me habituado a vê-la praticamente nua depois do banho, ou aparecia-me no quarto de cuecas e com os seios à mostra, de manhã, à tarde e à noite, a caminhar pela casa, até a ouvi-la a masturbar-se.

Eu disse, “o que queres que eu faça? Só não gosto que tragas homens para aqui, pelo menos, sem eu saber, ou sem estar preparado”, ela riu-se, num esgar de gozo, “e se souberes? E se eu disser que vou engatar um gajo num bar?”, ela continuou, “e queres vir comigo, podemos ir os dois, eu e tu, e trazemos dois gajos, um para mim e outro para ti”, eu ia dizer qualquer coisa como, “o que queres dizer com isso”, mas ela continuou, “eu acho que gostas de homens, de levar no cu, és como a tua irmã, querem muito uma coisa mas não têm coragem”.

Eu ouvia, e pensava, não é que não tivesse pensamentos homossexuais, de homens a penetrar-me, mas não era uma inclinação definitiva, as mulheres excitavam-me mas eram um pouco como ir a um ginásio, ou fazer uma caminhada, era uma coisa estética ou uma espécie de tratamento físico, esvaziar os testículos era o objetivo único, e se alguma coisa me tinha excitado de verdade era ver a minha suposta sobrinha a ser fodida.

Ela levantou-se do sofá, “vou tomar um banho e vou sair, acho que ainda não estou satisfeita”, aproximou-se de mim, perto para a poder cheirar, abraçou-me e disse, “vamos os dois passear pela cidade”, menos de uma hora depois os dois estávamos num bar, homens aproximam-se de mim e perguntam, “é tua?”, eu respondo, “é, por enquanto, podemos sempre divertir-nos”.

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