Ano 5019. Planeta Pissa Maior - Biografias Eróticas

Ano 5019. Planeta Pissa Maior

Ano de 5019. Acabei de fazer quase 13 milhões de anos luz, e finalmente estou em casa. Tão cedo não quero pensar em sexo, conas cus pilas, e qualquer tipo de relacionamento. Amanhã regresso aos meus trabalhos no Grande Colégio de Anúria, faz 30 anos que ali sou professor, académico, em estudos terrenos dos segundo e terceiro milénios da nossa era.

Neste momento com a minha idade avançada já pouco ali faço, reflicto muito e dedico-me mais à procura de artefactos daqueles períodos, interessa-me muito o período da segunda quinzena 2015-2030 do segundo milénio, na sua maioria dados digitais que se perderam na grande exposição solar do terceiro milénio. Perdendo-se a informação antiga, produziu-se uma nova, e as pessoas hoje em 5019, vivem de acordo com ela e com certos padrões mentais e de pensamento. O passado perdeu-se para sempre.

Devo ser o único, eu Antinus, que tendo na mão alguns desses dados digitais com cerca de dois milénios de idade, subversivos para a compreensão dos humanos e máquinas atuais que ainda pensam, percebem e vêm coisas para além desses padrões. Vejam lá que os homens e até alguns animais naquela altura agiam sem premeditação, sem fim, horizonte ou objetivo, não todos, já havia espécies desviantes, que não tinham coisas como sentidos e sentimentos.


Pelo que estudei desses espécimes desviantes, eles venceram, mas convenhamos, sentir-se algo ou ter -se sentimentos, eu Antinus acho isso um desperdício, da minha janela, do último andar desta torre de 300 andares, olho as formigas lá em baixo e penso, se hoje, se houvessem sentimentos, não sobrevivíamos. Que conceito tão estranho, mas ao mesmo tempo libertador, poder sentir sem propósito. Agora isso não acontece.

Naquela altura, os tais espécimes desviantes, que foram, digamos uma espécie de embriões, de génese, dos humanos que temos hoje, havia várias categorias, falavam nos "sem escrúpulos", mas esses do que percebo da informação digital que encontrei nas minhas escavações em Cavarnaum, eram compreensíveis, percebia-se o que queriam, ainda tinham intestinos e pelo que leio, faziam merda.

Bom agora não nos podemos dar a esse luxo, os humanos hoje já nascem sem intestinos, não nos podemos dar a esse luxo de cagar, nem que seja só nos outros, cagar não é opção, polui demasiado o ambiente ainda que agora tenhemos uma ideia do universo inteiro, cagar cagar, ou melhor fazer só força, hoje também é possível no Planeta Pissa Maior, que vos conto mais abaixo, e só ali, há humanos e máquinas que só lá vão para isso, fingir que cagam, mas aqueles os "sem escrúpulos", faziam só isso, cagavam-se para os outros.

Pior pior eram os da outra categoria, uns que apareceram depois, uns espécimes que já começavam a estar desprovidos de sentidos e sentimentos, não tinham escrúpulos é certo, e agiam sempre e só para seu próprio interesse, ainda que dissessem que era no interesse comum, nem se percebia se cagavam ou não, e pelo que verifico nos meus registos, tinham já um olhar vazio, desapossado de humano, não gostavam de nada, e usavam muito frases feitas e ritmadas como agora.

Mas bem isso é só parte dos meus estudos, como ia contar passei o último mês no Planeta Pissa Maior, que está situado no quadrante oeste da galáxia Centaurus, e ali só se vai para foder, e não há problema, até um morto tem sorte. O Conselho Universal decretou que quem quer ter a sensação de utilização dos orgãos genitais, homem ou mulher, só o pode fazer no Planeta Pissa Maior, de maneiras que aquilo é uma espécie de orgia a céu aberto. Como contei acima, a ideia mesmo do grande Conselho Universal é que os seres viventes não se esqueçam do seu lado biológico, uma espécie de retiro que já não se percebe se é para se divertirem ou libertarem ou para ficarem desagradados e fugirem do Planeta.

A regra é não haver regras, pode-se fazer quase tudo, foder, cagar, mijar, ou fingir que se faz isso, fazer minetes, broches, comer comida que parece verdadeira, gajos, gajas, cus, mamas, e única restrição mesmo, e para aqueles que ainda querem ter uma experiência histórica de saber como os antigos fodiam, ou seja com alguma troca de fluidos, é o sexo inter-espécie. O Conselho acha que pode haver aqui um perigo de sair dessa troca qualquer ser estranho. Não sei porquê, porque já há poucas espécies que o conseguem fazer.

No segundo milénio qualquer homem, pequenos ou grandes, ainda tinha colhões, mas agora no quinto milénio, já não é preciso ter essa coisa desconfortável de ter duas bolas penduradas entre as pernas, isto para os terráqueos. Por exemplo o meu amigo e colega Hasbalex, do planeta Boratan nasceu com colhões nas axilas e uma pila enorme na testa. Para passar despercebido anda sempre com os tecidos na cabeça, ou lá o que é aquilo que tem em cima dos ombros, para não chocar espécies mais sensíveis.


De maneiras que quando se chega ao Planeta Pissa Maior, quase ninguém se entende, é cu é caralho avestruzes, tudo serve, e tá bem, deve-se dar aqui um desconto, no segundo milénio ainda não existiam as viagens espaciais, de modos que não havia esta confusão de mistura, de promiscuidade, mas enfim sou eu que ainda sinto isso por ser um antiquário de dados digitais e me preocupar e tentar perceber a história passada.

Sempre me perguntei como é que o Hasbalex fazia, nunca lhe perguntei para não ferir susceptibilidades, mas acabei por descobrir que no Planeta Pissa Maior as fêmeas do planeta Borotan têm vaginas também na cabeça, de maneira que só agora percebi que para foder o Hasbalex deve abanar a cabeça, assim para trás e para a frente, como se estivesse a bater a cabeça numa parede, e as mulheres deixam-se ficar muito quietas. Não disse nada ao meu amigo Hasbalex, mas como tinha curiosidade, decidi ir comer uma Borotiana, e só posso dizer, que foi a pior experiência da minha vida. Ali agarrado à cabeça da mulher, as escamas, algum cheiro estranho, mas pronto há quem goste.

Por mim, não quero saber, sei que já não há escolhas, essas convenhamos dependem de sentir, e quem não sente não sabe o que faz, pelo menos por si, faz só o que os outros fazem, daí que ter ido comer uma Borotan, por me dizerem que era coisa boa, havia ali uma sucção estranha, como se fossem lábios lá dentro do buraco, uma espécie de duas conas numa só, mas no geral, foi uma desilusão. Uma chatice, e um trabalhão. Já  não sou novo e ali estava eu em pé, bem entesado, com o sistema de pilas sintéticas que me deram há algum tempo, experimento uma e depois experimento a outra, a foder-lhe uma vagina que tinha na cabeça. É que nem sabia onde devia agarrar.

Para experiência inter-espécie fiquei-me por aqui. Já não queria mais surpresas, e fico-me agora pelas conas e cus robots, é que são mesmo máquinas de foda, e agora dou-me mesmo melhor com o silicone, vou dando umas instruções, agora mais devagar, agora mais depressa, mas enfim até me chatear, estar ali bumba bumba, no Planeta Pissa Maior só para espetar.

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